Descaso que causa revolta em familiares completa oito anos no Rio Grande do Sul

Caso Gabardo 29 09 2013 Descaso que causa revolta em familiares completa oito anos no Rio Grande do Sul

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2.610 dias de saudades!!!

A cada dia 29, a lembrança do filho ausente. A família presente, na busca de respostas. O caminho tem sido longo. E a luta permanente. Os olhos jamais se afastam da Justiça. Um dia talvez, aqueles que apagaram uma vida, sejam submetidos ao julgamento do Homem. Apenas uma certeza, a fé em Deus!

sergio gabardo camiseta preta 2.610 dias de saudades!!!O irmão e amigo, Sérgio Gabardo, envia email para lembrar o assassinato de seu filho Mário Sérgio Gabardo. Crime ainda insolúvel.

Transcrevo aqui, na sua íntegra, as palavras do Sérgio Gabardo.

Mais um dia 29. Mais um mês de ausência do meu filho Mário. São 87 meses desde a triste noite em que apagaram a chama de vida do meu filho, aos 20 anos. São 2.610 dias de saudades.

Há momentos que penso já ter escrito tudo o que tinha para escrever. Em outros, entretanto, dou-me conta que estou falando de sentimentos e isso não se esgota. Basta uma palavra que o Mário costumava dizer, um gesto que ele costumava ter, uma roupa que costumava usar para desencadear dentro de mim uma avalanche de sentimentos: mistura de dor e saudade. A busca incessante, entretanto, é por justiça, já que tenho consciência de que não importa o que aconteça nada o trará de volta.

Nessa época do ano, em que todas as pessoas fazem planos para o ano seguinte, buscandoamor, fraternidade, esperança e bons presságios para o futuro, fico dividido. Há um lado meu que me faz lutar, buscar forças para seguir em frente, fazer planos, mas existe outro lado que me paralisa, que me impede de olhar a vida acreditando no bem e na justiça. Felizmente, estou cercado de pessoas como você que me permitem desabafar, o que torna o meu fardo mais leve. Assim, tenho consciência de que preciso continuar lutando para alcançar o que meu filho tanto pregou, apesar de sua pouca idade: a justiça.

Ao longo desse tempo todo, esperei das chamadas autoridades da área da segurança pública, respostas para as minhas indagações: quem assassinou o meu filho Mário, aos 20 anos de idade? Quem mandou assassiná-lo a sangue frio? Qual motivo tiveram para assassiná-lo, na noite de 29 de setembro de 2005, quando se dirigia a uma confraternização com amigos de infância?

Os assassinos foram contemplados com a impunidade. Estão livres e praticando outras mortes, porque estão certos de que nada será feito contra eles.

O Mário era jovem, mas hoje percebo como era diferente. Destacava-se pela sua simplicidade, humildade e sendo de justiça. Era flexível em seus argumentos, sabia escutar e calar na hora certa. Tinha o dom de usar as palavras certas que iam direto ao coração das pessoas e faziam-nas refletir sobre suas colocações. Era observador e atinha-se aos detalhes o que enriquecia seus argumentos. No trabalho, seu senso de responsabilidade mostrava-me o quanto eu precisava aprender com ele. Aos 18 anos assumiu o compromisso de certificar a empresa através da Norma ISO 9001. Fez isso pessoalmente, mas depois de me convencer que isso era importante de fato e que teria o meu apoio.

Desde sua morte, bradei aos quatro ventos em busca de respostas, mas a insensibilidade das pessoas que se dizem “responsáveis” pela área da segurança pública, sequer tiveram tempo em suas agendas de encontros políticos para direcionar esforços no sentido de ajudar a elucidar o caso ou para ouvir o clamor de um pai que busca Justiça, bem distante de qualquer sentimento de vingança.

Sei que estamos em meio aos festejos de final de ano: Natal e Ano Novo. Permitam-se dar um conselho de pai: diga sempre ao seu filho o quanto você o ama. Não vá dormir de mal com ele. Diga-lhe sempre o que vai em seu coração. Não sabemos quando nossa vida se encerra e podemos, com gestos simples como este, suavizar a dor de quem fica e dar-lhe forças para lutar. E isso que tem me mantido vivo e lutando: a certeza de sempre ter-lhe dito tudo. Quero ouvi-lo uma vez mais, mesmo que do outro lado da vida, que sente orgulho de ser meu filho.

Vou continuar cobrando trabalho sério e com afinco dessas autoridades que percebem sim, altos salários para darem respostas à sociedade. E, como pagador de impostos que sou, já que parecem ignorar minha condição de pai apelante, estou a exigir, mais uma vez, que o assassinato do meu filho Mário seja devidamente esclarecido e que os executores e mandantes sejam identificados e encaminhados ao poder Judiciário para julgamento.

Tenho fé em Deus. E isso que me move e me sustenta. Por isso, desejo a você que o ano novo chegue cheio de amor pela sua família e capacidade de diálogo com seus filhos. Deixe de lado as mágoas e os ressentimentos pelas pessoas que você ama. Ignore de coração pequenas coisas que não acrescentam nada e valorize os gestos de carinho e retribua.

Apesar da dor e da saudade, sinto-me um ser humano melhor.

Um abraço a todos,

Sérgio, Pai do Mário

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Rua Tomé de Souza em Canoas foi palco do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo

Inquérito Caso Mário Gabardo Rua Tomé de Souza em Canoas foi palco do assassinato do empresário Mário Sérgio GabardoVamos lembrar as autoridades de segurança pública do Rio Grande do Sul que hoje é mais um dia 29.

O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30.

Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito.

Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava.

Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quintas-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia.

Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas.

Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira.

Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77.

Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte.

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Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 81 meses

Sergio Gabardo seguro porta retrato com a foto de seu filho Mário que foi assassinado em 2005 Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 81 mesesNeste final de semana, me impus uma reclusão com a finalidade de escrever mais esta correspondência eletrônica.

Ao invés de aproveitar o sábado, sentei-me, tentei secar as lágrimas, minhas companheiras inseparáveis, e comecei a escrever algumas linhas.

Neste domingo, se completa 81 meses do brutal crime que ceifou a vida do meu filho Mário, um jovem de apenas 20 anos.

Hoje me vem à mente, novamente, a recordação daqueles momentos amargos (e que não desejo a ninguém).

Era, como vocês todos sabem, 29 de setembro de 2005, noite em que meu filho Mário, como de costume, se encontraria com um grupo de colegas de infância para uma modesta confraternização .

Mas Mário chegou ao local do encontro e foi assassinado, na cidade de Canoas, por dois indivíduos que tripulavam um veículo Ford Ka.

Atiraram a sangue frio no meu filho Mário que, mesmo ferido, tentou fugir com seu automóvel.

Foi perseguido pelos bandidos desalmados que, quem sabe, foram conferir se o “serviço estava concluído”.

Meu filho Mário parou pouco tempo depois, quando bateu com o carro em uma árvore.

Estava morto!

Daquela noite em diante, minha busca por Justiça se tornou incessante.

Quero, como Pai, saber o que realmente aconteceu naquela noite.

Quem foram os assassinos do meu filho Mário ou quem foram os mandantes.

Mas nunca consegui esta resposta das nossas chamadas autoridades da segurança pública.

Um descaso tão hediondo quanto o próprio crime.

Inaceitável no mundo de hoje, com tanta tecnologia a serviço das investigações policiais.

São 2.730 dias que busco por Justiça.Mário Gabardo dia de nascimento e dia do assassinato Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 81 meses

Tenho me debatido, bradado aos quatro ventos para que as autoridades da segurança pública cumpram com seu papel constitucional e apresentem resultados, abandonando de vez o descaso que tomou conta deste assassinato.

E de tantos outros, pois sei que como eu, há dezenas de pais que clamam por Justiça.

Meu peito continua ardendo e meu coração bate mais acelerado enquanto as lágrimas tomam conta dos meus olhos. É uma saudade enorme, imensurável.

É uma situação extremamente difícil: enquanto sou forçado a viver com a dor da saudade como a maior companheira, os assassinos do meu filho Mário (e sabe-se lá de quantos outros mais), são premiados pelo Instituto da Impunidade.

Inaceitável!

Alguma autoridade, em algum lugar deve ter a sensibilidade que outras tantas não tiveram…

Talvez pelo descaso com que o assunto tenha sido tratado ao longo destes anos, seja uma estratégia para calar-me ou apostar no meu esquecimento.

Mas esse objetivo jamais conseguirão alcançar.

Estarei cobrando o que me é de direito enquanto restar um sopro de vida!

Meu filho Mário merece isso!

Sérgio, Pai do Mário.

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Pai procura pelos assassinos de seu filho há 2.340 dias sem apoio de órgãos gaúchos de segurança pública

Hoje é dia 29. O amigo Sérgio Mário Gabardo envia um email relatando o seu sofrimento. Um longo sofrimento.Sergio Mário Gabardo 300x281 Pai procura pelos assassinos de seu filho há 2.340 dias sem apoio de órgãos gaúchos de segurança pública

O Sérgio Mário Gabardo detalha no texto desse email a sua dor e a angústia pelo assassinato de seu filho Mário Sergio Gabardo.

Transcorreram 2.340 dias desde a morte brutal do jovem Mário.

Mário Sergio Gabardo Pai procura pelos assassinos de seu filho há 2.340 dias sem apoio de órgãos gaúchos de segurança públicaEm 29 de setembro de 2005, o jovem Mário Sérgio Gabardo, com apenas 20 anos, estava ingressando em uma residência de amigos na cidade gaúcha de Canoas, quando foi alvejado por um tiro. Mesmo ferido mortalmente, Gabardo colocou o seu automóvel em fuga. Os dois assassinos perseguiram o empresário, por três quadras. Novos tiros no trajeto de fuga do empresário foram disparados pelos bandidos, conforme testemunha.  Na fuga Gabardo acabou tendo o seu automóvel colidido contra uma árvore. Um dos assassinos foi lá conferir se Gabardo estava morto. A seguir, se colocaram em fuga. Mário Sérgio Gabardo deu entrada no hospital da cidade gaúcha de Canoas, onde veio a falecer.

O pai, Sérgio Mário Gabardo faz a mesma pergunta todos os dias: “Quem são os assassinos de meu filho Mário?”

Nem mesmo as autoridades de segurança pública conseguem responder.

O crime que aponta indícios de “execução” e “mando”, conforme já relatou Sérgio Gabardo, por enquanto está na prateleira dos “crimes insolúveis”.

Esses criminosos se ainda estão vivos, estão gozando a vida, longe da “Espada da Justiça”, certamente cometendo outros assassinatos.

Os leitores do site Cartel Brasileiro acompanham há muito tempo o sofrimento do empresário cegonheiro Sérgio Gabardo.

Sempre que o pai do Mário Sérgio envia um email o transcrevemos aqui na sua íntegra. [Leia mais]

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Assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo completa 76 meses sem que os bandidos tenham sido presos pela Polícia Civil gaúcha

Um caso ainda sem solução pela polícia civil gaúcha.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul até hoje ainda não conseguiu colocar na cadeia os assassinos do empresário cegonheiro Mário Sérgio Gabardo.

O caso completa hoje 76 meses sem solução e os assassinos continuam impunes.

Em 29 de setembro de 2005, o jovem Mário Sérgio Gabardo, com apenas 20 anos, hoje teria 26 anos, estava ingressando em uma residência de amigos na cidade gaúcha de Canoas, quando foi alvejado por um tiro. Mesmo mortalmente ferido, Gabardo colocou o seu automóvel em fuga. Os dois assassinos perseguiram o empresário, por três quadras. Novos tiros no trajeto de fuga do empresário foram disparados pelos bandidos, conforme testemunha.  Na fuga Gabardo acabou tendo o seu automóvel colidido contra uma árvore. Um dos assassinos foi lá conferir se Gabardo estava morto. A seguir, se colocaram em fuga. Mário Sérgio Gabardo deu entrada no hospital da cidade de Canoas, onde veio a falecer.Mário Sergio Gabardo Assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo completa 76 meses sem que os bandidos tenham sido presos pela Polícia Civil gaúcha

Inquérito Caso Mário Gabardo Assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo completa 76 meses sem que os bandidos tenham sido presos pela Polícia Civil gaúchaO processo policial de Mário Sérgio Gabardo está na prateleira dos “crimes não solucionados” pela Secretaria de Segurança Pública gaúcha.

Dizem pessoas experientes em casos policiais que só um milagre para encontrar os assassinos do jovem empresário.

O pai de Mário Sérgio Gabardo, o empresário Sergio Mário Gabardo é um homem de sucesso no mercado nacional de transporte de veículos novos. Sérgio Gabardo é dono da TransGabardo, uma transportadora cegonheira que atua no Brasil e no Exterior.

Sergio Mário Gabardo 300x281 Assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo completa 76 meses sem que os bandidos tenham sido presos pela Polícia Civil gaúchaO empresário Sergio Gabardo é incansável. Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário.

Nessa domingo (29/01/2012) será um dia comum para qualquer pessoa. Mas não para o pai do Mário. É mais um dia 29 em que a amargura e a saudade bate no fundo do coração da família Gabardo. Bate mais forte no peito de um Pai que perdeu o seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas, aos 20 anos, 2 meses e 20 dias de vida.

Dia em que vai recordar do descaso com que o assassinato foi tratado ao longo desses 76 meses. Dia de lembrar dos erros cometidos pelos agentes públicos nos trabalhos de investigação a respeito da morte brutal e abrupta do filho Mário.

Até hoje Sergio Gabardo, como Pai, continua sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005.

Passaram-se 76 meses e o Pai não sabe quem matou o seu único filho (à época) e, pior, quem foram os mandantes (se ouve mandantes) e qual o motivo que tiveram para ceifar uma vida tão linda e com um futuro promissor, como vinha se desenhando. É doloroso demais para um Pai perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos.

O Pai, Sergio Gabardo, vai prosseguir o seu caminho, em mais uma missão de cobrar publicamente o que lhe é de direito como cidadão comum. Sergio Gabardo continuará escrevendo todo o dia 29, diretamente ou por meio de seus amigos exigindo das autoridades públicas da área de Segurança, a identificação dos assassinos e as suas prisões. Vai esperar que se faça Justiça nesse Brasil, e que os culpados sejam punidos.

Nesse domingo (29/01/2012) recebi do empresário Sérgio Gabardo um email o qual transcrevo a seguir na sua íntegra. [Leia mais]

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Revolta e indignação

datas arte final 175x300 Revolta e indignaçãoHoje, mais uma vez, a imensa saudade toma conta do meu peito e enche, como diariamente, meus olhos de lágrimas. São lágrimas de emoção, de revolta e de indignação, frente ao gigantesco descaso com que as autoridades da área da segurança pública tratam o assassinato do meu filho Mário. Um jovem de apenas 20 anos, que tinha, certamente, um futuro brilhante pela frente, e que foi brutalmente assassinado na noite de 29 de setembro de 2005.

E lá se vão cinco anos… 60 meses… 1.800 dias…

Nesse tempo todo, a única certeza que tenho, como Pai, é de que meu filho Mário nos deixou abruptamente e que essas autoridades, políticos carreiristas, nada fizeram para elucidar esse hediondo crime. Não tiveram profissionalismo e/ou vontade política para identificar os verdadeiros responsáveis ou mandantes e encaminhá-los para o julgamento da nossa Justiça (?).

É inaceitável que um Pai, como todo o direito que tem como cidadão comum, pagador dos seus impostos em dia, não tenha a resposta necessária que o caso exige. Não foram poucas as vezes em que mandei correspondências eletrônicas (centenas delas, milhares até) clamando para que essas autoridades, 99% delas políticas, fizessem alguma coisa: investigassem com isenção e profissionalismo o assassinato do meu filho Mário, que cursava (um orgulho para a família) Direito na PUC-RS.

Tudo em vão….

Insensíveis…

Até correspondência de alto funcionário do Palácio Piratini, em nome da governadora (que está em busca de votos novamente) recebi, dando conta de que isso e aquilo seria feito, etc. e tal. Mas nada! Como se diz na linguagem popular, o papel aceita tudo, mas na prática, absolutamente nada foi feito.

Um escândalo!

E como eu, centenas de outros pais amargam a mesma desconsideração e descaso dessas autoridades, burocratas em sua essência, que por detrás de gabinetes suntuosos, ignoram o apelo, o clamor dos seus cocidadãos.

Insensíveis!

Agora, nesta quarta-feira em que se completa cinco anos do seu assassinato, talvez essas autoridades (políticos) estejam pensando e agindo para que a morte do meu filho Mário caia no esquecimento, voltando a ser apenas mais um número na escandalosa estatística dos crimes insolúveis pelo descaso e pela falta de vontade política, ausência de uma atuação eficaz.

Meu sentimento de Justiça continua latente e jamais se calará.

Estarei a cada dia, a cada minuto, clamando para que a Justiça seja feita, com a denúncia dos verdadeiros culpados pela morte do meu filho Mário.

Enquanto essa classe política prossegue sua caminhada, por vezes até desenfreada à caça de votos, minha missão é bem diferente: a busca da Justiça, bem distante de uma suposta vingança.

É meu direito de Pai, saber o que efetivamente aconteceu com meu filho naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, quando Mário se dirigia para encontrar colegas e amigos de infância, como fazia todas as quintas-feiras. Uma confraternização sadia, que foi suspensa por assassinos que até hoje estão sendo premiados com o instituto da Impunidade.

Com os olhos repletos de lágrimas de amor, estou mandando no anexo, o retrato da minha revolta e indignação, publicado nos principais jornais do estado do Rio Grande do Sul, deste dia 29 se setembro.

Obrigado novamente pelo apoio que sempre me deram.

Quisesse Deus que apenas uma dessas autoridades da Segurança Pública, me desse a atenção que cada um de vocês sempre me dispensaram.

Certamente a história seria outra..

Sergio, Pai do Mário

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Caso Mário Sérgio Gabardo completa 52 meses sem solução e assassinos do empresário não foram sequer identificados pela Polícia

Um caso policial ainda sem solução pela polícia civil gaúcha. A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul até a presente data ainda não conseguiu colocar na cadeia os assassinos do empresário Mário Sérgio Gabardo. O caso completa hoje 52 meses sem solução e os assassinos continuam impunes. Em 29 de setembro de 2005, o jovem Gabardo, com apenas 20 anos, estava ingressando em uma residência de amigos na cidade gaúcha de Canoas, quando foi alvejado por um tiro. Mesmo mortalmente ferido, Gabardo colocou o seu automóvel em fuga. Os dois assassinos perseguiram o empresário, por três quadras. Novos tiros no trajeto de fuga do empresário foram disparados pelos bandidos, conforme testemunha. Na fuga Gabardo acabou tendo o seu automóvel colidido contra uma árvore. Um dos assassinos foi lá conferir se Gabardo estava morto. A seguir, se colocaram em fuga. Mário Sérgio Gabardo deu entrada no hospital da cidade de Canoas, onde veio a falecer. Declaração de testemunha aponta para uma execução. Mário Sérgio Gabardo era diretor da empresa TransGabardo. Jovem diretor e empresário, Mário Sérgio Gabardo detinha estratégicas informações sobre a empresa e o mercado de transporte de veículos novos. O processo policial de Mário Sérgio Gabardo está na prateleira dos “crimes não solucionados” pela Secretaria de Segurança Pública gaúcha. Dizem pessoas experientes em casos policiais que só um milagre para encontrar os assassinos do jovem empresário. O pai de Mário Sérgio Gabardo, o empresário Sergio Mário Gabardo é um homem de sucesso no mercado nacional de transporte de veículos novos. Sérgio Gabardo é dono da TransGabardo, uma transportadora cegonheira que atua no Brasil e no Exterior. O empresário Sergio Gabardo é incansável. Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário. Nesta sexta-feira (29/01/2010) será um dia comum para qualquer pessoa. Mas não para o pai do Mário. É mais um dia 29. Data em que a amargura e a saudade bate no fundo do coração da família Gabardo. Bate mais forte no peito de um Pai que perdeu o seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas, aos 20 anos, 2 meses e 20 dias de vida. Dia em que vai recordar do descaso com que o assunto foi tratado ao longo desses 52 meses pela segurança pública. Hoje é mais um Dia de lembrar os erros cometidos pelos agentes públicos nos trabalhos de investigação a respeito da morte brutal e abrupta do Mário. Até hoje Sergio Gabardo, como Pai, continua sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005. Passaram-se 52 meses e não sabe quem matou o seu único filho (à época) e, pior, quem foram os mandantes e qual o motivo que tiveram para ceifar uma vida tão linda e com um futuro promissor, como vinha se desenhando. É doloroso demais para um Pai perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos. Sergio Gabardo vai prosseguir o seu caminho, em mais uma missão de cobrar publicamente o que lhe é de direito como cidadão comum. Sergio Gabardo continuará escrevendo todo o dia 29, diretamente ou por meio de seus amigos. Relembre nesse dia 29 o Caso Mário Sérgio Gabardo. [Leia mais]

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Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?

datas arte final Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?Ao longo dos últimos anos eu tenho desfrutado por alguns instantes o convívio do meu amigo Sérgio Mário Gabardo. O empresário cegonheiro Sérgio Gabardo, dono da TransGabardo, é um homem de paz e de muita fé. Reconhecidamente um homem de sucesso. Mas Sergio Gabardo tem em seu coração profundas marcas causadas pelo assassinato do filho Mário Sergio Gabardo. Isso aconteceu há 49 meses atrás. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no RS. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira. Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite. Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza. Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos. Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual. Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro. Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto. Quarenta e nove meses após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal.

sergio gabardo 002 ok 300x199 Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?O empresário Sergio Gabardo é incansável. Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário Sergio. Recebo hoje email do Sergio Gabardo. E de alguma forma quero contribuir para que seja feita a justiça. Transcrevo na íntegra o email a seguir.

Nesta quarta-feira. Será um dia comum para qualquer pessoa. Mas não pra mim, porque é mais um dia 29. Data em que a amargura e a saudade bate mais fundo no meu peito. No peito de um Pai que perdeu seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas, aos 20 anos, 2 meses e 20 dias de vida.

Dia em que recordo do descaso com que o assunto foi tratado ao longo desses 49 meses pelas nossas conhecidas autoridades da segurança pública.

Dia de doce lembrança dos bons momentos vividos e das boas lições de vida dadas por meu filho, apesar de jovem.

Dia de recordar das inúmeras vezes em que fui relegado a um plano inferior pelas autoridades da segurança pública. Dia de lembrar dos erros cometidos por esses agentes desde o início dos trabalhos de investigação a respeito da morte brutal e abrupta do meu filho Mário.

Dia de lembrar que precisei bradar aos quatro ventos para que uma dessas autoridades pudesse me receber e ouvir meu desabafo diante de tamanho descaso e da enorme falta de vontade política de elucidarem esse hediondo crime. De nada adiantou minha justa lamentação.

E até hoje continuo, como Pai, sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005. Passaram-se 1.470 dias e não sei quem matou meu filho e, pior, quem foram os mandantes e qual o motivo que tiveram para ceifar uma vida tão linda e com um futuro promissor, como vinha se desenhando.

É doloroso demais para um Pai (e tenho certeza de que como eu, existem outros tantos nesse país a fora) perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos, principalmente dos jovens.

Enquanto essas autoridades mantem tamanho descaso, continuarei minha caminhada em busca de Justiça. Isso é tudo o que desejo: saber o que realmente aconteceu com o meu filho Mário e ver os responsáveis penalizados com o rigorismo da legislação, se é que se pode dizer que há rigorismo penal para quem comete uma atrocidade dessas.

Vou prosseguir meu caminho, nessa missão surda de cobrar o que me é de direito como cidadão comum. Continuarei escrevendo todo o dia 29, enquanto sigo minha luta recordando cada minuto vivido ao lado do meu filho Mário, chorando a cada segundo a sua ausência e lamentando o descaso dessas autoridades que preferem tratar esse assassinato apenas como mais um número na estatística da incompetência.

Sérgio, pai do Mário

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A epidemia de violência e insegurança que tomou conta de nossas vidas

Três anos e 11 meses! Este é o tempo que já passou sem que eu, o pai do Mário, tenha recebido qualquer satisfação sobre o que motivou a sua morte ou quem foram os mandantes. Mário, meu então único filho, foi assassinado em 29/09/2005 e o caso foi classificado como “tentativa de roubo de carro”. A perícia foi chamada pela polícia para atender “um carro atingido por arma de fogo”, isto umas 12h após o fato. Alguma coisa vai muito mal na nossa segurança pública.  Uma constatação? O pior, entretanto, é perceber que nestes 3 anos e 11 meses venho lutando para dar um sentido.pelo menos, para a sua morte. Mas, que nada! Tantos outros jovens morreram depois dele e nada, absolutamente nada foi feito. Criei meu filho em meio a dificuldades de toda ordem. Minha determinação era dar-lhe uma formação que me orgulhasse como pai. Fiz isso! Consegui isso! Mas, quando eu me preparava para admirar o resultado de tanta dedicação, eis que o Mário me é arrancado do meu convívio. Os valores que me esforcei tanto para passar-lhe, a distinção entre o que é certo e o que é errado, a crença em Deus, a ser humilde e agir com bom senso em todas as situações da vida estão sendo colocados por terra. Os homens de bem, de repente, parecem terem desaparecidos, como se os valores que eu tanto me esforcei para passar ao meu filho Mário fosse mera ficção. Basta ligar a televisão ou ler alguma reportagem para perceber que a família está fazendo muita falta na formação de nossas crianças. A falta de limites é assustadora. Mas, eis que em poucos anos, estará no poder essa geração que cresceu sem limites. Se estamos vendo isso agora, imaginem o que acontecerá quando os filhos desses que estão aí, “governando”, assumirem o poder. Que moral tem um pai ao ensinar ao filho que roubar é proibido? Para dar um só exemplo, o Estado do Rio Grande do Sul possui uma Governadora que responde uma ação civil por improbidade administrativa junto a Justiça Federal de Santa Maria. Além disso, foi elaborado um pedido formal contra ela solicitando sua saída do governo, tendo em vista a quantidade de indícios apurados pelo Ministério Público Federal. No entanto, nada muda, por mais absurdo que possa parecer o pedido de afastamento da Governadora não foi aceito. Continuamos com uma administração irresponsável , políticos que se preocupam, apenas, em obter benefícios para si e para os seus, ignorando por completo o povo, com quem assumiram compromissos ao serem eleitos. A saúde está em franca decadência, a educação é precária e quanto a segurança nem há o que falar, porque se existe uma coisa da qual os brasileiros não dispõem é de segurança. Estamos diariamente a mercê da criminalidade, absolutamente expostos, nas mãos de marginais que agem livremente, certos da impunidade. O mais preocupante, entretanto, é que costumávamos encontrar esses marginais na rua mas, hoje, os encontramos no poder, servindo de exemplo e auxiliando os pais a educarem os filhos. O que podemos esperar do futuro? Entendo que vergonha já não é mais uma palavra capaz de representar o sentimento do povo brasileiro com relação a essa sequência interminável de escândalos que são noticiados diariamente. Vivemos em um país em que se ouve falar muito mais em maracutaias e corrupção do que em melhorias na segurança ou na saúde. Aliás, há muito tempo nossas autoridades não tomam medidas efetivas em prol da segurança, saúde ou educação. Continuo sendo vítima da falta de segurança e do completo descaso das autoridades, através de atos de vandalismo, e porque não dizer, atos de terrorismo. Não é possível que as autoridades que se dizem competentes continuem ignorando a epidemia de violência e insegurança que tomou conta de nossas vidas. Chega de tanto descaso, precisamos de providências urgentes e eficazes para acabar de vez com essa situação. Sérgio, PAI do Mário

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