Esburacada, com sinalização de solo que desaparece exatamente nos trechos mais perigosos e o acostamento transformado em “faixa auxiliar” tomada por caminhões pesados, a rodovia dos Tamoios (SP-99) começou a receber na semana passada reparos de emergência para atenuar os riscos ao motorista durante a temporada. A causa, além dos dez anos sem reformas, é o que a Secretaria dos Transportes chama de “aumento expressivo” do tráfego pesado. Até setembro, 400 caminhões carregados de areia desciam por dia para o aterro da obra da base de gás da Petrobras em Caraguatatuba. Embora o ritmo tenha caído, em 16 horas de operações diárias, as balanças do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) fiscalizaram 11.629 caminhões em novembro, sendo que 315 foram multados. No mês anterior, foram 9.900 veículos e 295 autuações. Enquanto se discute privatizar a estrada, fazer a duplicação com recursos do próprio governo ou construir outra via para o litoral norte, a Tamoios recebe somente pequenas obras. O estado da estrada decorre de um impasse de mais de dez anos, quando já havia promessas de duplicação. O compromisso foi renovado pelo governo José Serra (PSDB), que lançou um pacote de melhorias que deve anteceder a duplicação de toda a estrada.