O número de mortes por armas de fogo quase dobrou em todo Nordeste, subindo de 6,01 mil em 1996 para 11,85 mil óbitos no ano passado. Os dados são do 16º boletim Políticas Sociais – Acompanhamento e Análise, que será publicado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No Brasil, no mesmo período, foi registrado um crescimento de 32,46%, saltando de 26,4 mil para 35,06 mil mortes. Apenas a região Sudeste conseguiu reduzir o número de mortes por armas de fogo, entre 1996 e 2007, de 14,17 mil para 13,74 mil. O 16º boletim analisa as políticas sociais implementadas pelo governo e os resultados apresentados nesse período. Entre eles, os altos índices de criminalidade (que se refletem nas mortes violentas), a forte sensação de insegurança na população, a impunidade, a dificuldade de acesso à Justiça para resolver conflitos cotidianos, a morosidade dos serviços jurisidicionais e violações dos direitos humanos no sistema penitenciário. Entre os problemas levantados, a gestão do sistema penitenciário é um dos desafios mais graves, como a superlotação e a falta de condições dignas para os presos até a ocorrência de rebeliões e a atuação de organizações criminosas nas cadeias e presídios. Em relação aos gastos diretos com segurança pública, responsabilidade do MJ, o aumento foi de 17,7%, alcançando R$ 4,8 bilhões, com os maiores aumentos destinados aos programas denominados Sistema Único de Segurança Pública, Combate à Criminalidade e Segurança Pública nas Rodovias Federais.