PF usa máquina de contar cédulas para calcular o montante do dinheiro apreendido na casa de desembargador do EspÃrito Santo
A PolÃcia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro que estava estocado na residência do desembargador do Tribunal de Justiça do EspÃrito Santo, ElpÃdio José Duque, localizada no bairro de Santa CecÃlia, em Vitória. Fontes que acompanharam a operação disseram que a PF precisou pedir uma máquina de contar dinheiro do Banco do Brasil para mensurar o valor da apreensão. A apreensão de R$ 500 mil ocorreu durante a Operação Naufrágio, que prendeu oito pessoas no EspÃrito Santo. As prisões foram determinadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Durante as investigações, surgiram ainda evidências de nepotismo no Tribunal de Justiça capixaba. A PolÃcia Federal prendeu o presidente do Tribunal de Justiça do EspÃrito Santo, Frederico Guilherme Pimentel, o desembargador ElpÃdio José Duque, o desembargador Josenider Varejão Tavares, o filho do presidente do TJ-ES, o juiz de Cariacica, Frederico LuÃs Schaider Pimentel, a cunhada dele, Bárbara Pignaton Sarcinelli, diretora de Registro do tribunal, e o advogado Paulo Duque sob a acusação de envolvimento no esquema. O sétimo mandado de prisão foi cumprido contra outro advogado, Pedro Celso Pereira. A oitava prisão ocorrida em Vitória foi por flagrante de porte de arma de uso privativo das Forças Armadas. De acordo com a PolÃcia Federal, a quadrilha negociava decisões judiciais. Por envolver desembargadores, que têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em BrasÃlia, e foi presidido pela ministra Laurita Vaz. Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou 24 ações de busca e apreensão. Foram feitas também diversas buscas em gabinetes do Tribunal. A PF e o Ministério Público Federal pediram ao STJ a prisão de outros desembargadores, mas a ministra Laurita Vaz não as concedeu. Batizada de Operação Naufrágio, a ação foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF, em BrasÃlia. A investigação começou logo após a Operação Titanic, que, em abril deste ano, desmontou um esquema de fraudes em importações de veÃculos que envolvia os crimes de falsidade ideológica, evasão de divisas, sonegação fiscal, tráfico de influência e quadrilha. Ontem, à s 17h30, todos os presos foram enviados para BrasÃlia num avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A operação foi comanda por um delegado da DIP, com o apoio de 20 policiais de BrasÃlia em suporte aos agentes capixabas.
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