Artigos de janeiro, 2009

Morre João Gurgel idealizador dos carros Gurgel

João GurgelJoão Augusto Conrado do Amaral Gurgel, 83 anos, morreu ontem à noite em São Paulo. Ele estava internado no hospital São Luiz, na zona oeste da cidade. Gurgel sofria de mal de Alzheimer. Desde a sua juventude, sonhava em fazer um carro brasileiro, tanto que em sua formatura da Escola Politécnica de São Paulo, apresentou um pequeno veículo de dois cilindros, batizado de “Tião”. Como projeto pedido foi um guindaste, Gurgel é quase reprovado. Ouviu então de seu professor: “Carro não se fabrica, Gurgel, se compra.” Pós-graduado nos Estados Unidos, trabalhou na Buick Motor Corporation e na General Motors Truck and Coach Corporation. Em 1958, Gurgel criou a Moplast Moldagem de Plásticos e começou a desenvolver projetos próprios, tornando-se fornecedor de luminosos para diversas empresas brasileiras. Com o sonho em mente, fundou em 1969 a Gurgel Motores S/A. Sua carreira foi marcada pela busca do desenvolvimento de tecnologias automotivas nacionais, utilizando capital igualmente nacional. Característica marcante nos veículos fabricados por sua empresa eram as suas carrocerias de fibra de vidro. A partir de 1972 passou a dedicar-se à produção de veículos especiais. itaipue400 300x214 Morre João Gurgel idealizador dos carros Gurgel Após 1975 começaram a ser produzidos os primeiros veículos utilitários tipo fora de estrada da marca Gurgel, marca que em 1981 lançou o primeiro veículo elétrico da América Latina, o Itaipu E-500. Idealizador do primeiro e até hoje, único carro genuinamente brasileiro: o BR-800. Era contrário ao uso do álcool de cana-de-açúcar como combustível. Ainda assim, produziu alguns carros com motor a álcool. Na grande maioria os veículos da sua marca eram movidos a gasolina. Sem dúvida o engenheiro João Gurgel deixou seu legado na indústria nacional. gurgel carro 300x200 Morre João Gurgel idealizador dos carros Gurgel Com a proposta de produzir veículos 100% nacionais, Gurgel montou em 1969 na cidade de Rio Claro (interior de São Paulo) a fábrica de carros que levava o seu nome. A montadora produziu mais de 40 mil veículos genuinamente brasileiros durante seus 25 anos de existência. Enfraquecida no mercado pela concorrência das multinacionais, a montadora de Gurgel encerrou as atividades em 1993. A última tentativa de salvar a fábrica foi em 1994, quando a empresa Gurgel pediu ao governo federal um financiamento de US$ 20 milhões, o que foi negado.

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Sergio, pai do Mário, continua lutando para identificar e prender os assassinos de seu filho

"Lista de crimes no Rio Grande do Sul": Os assassinos de Mário Sergio Gabardo estão ainda impunes

Lista de crimes no Rio Grande do Sul: os assassinos do jovem Mário não foram identificados

Estamos em janeiro de 2005 (ano de dois mil e cinco). O cidadão brasileiro Sergio Mário Gabardo, é um homem honrado, trabalhador e empresário. Possui uma família, um único filho homem. O jovem Mário Sergio Gabardo, 20 anos, seu filho, é estudante do curso de Direito da PUCRS, também um homem honrado, trabalhador e empresário. O pai Sergio Mário Gabardo iniciou sua vida profissional transportando tomate. “Comeu poeira”. Mais tarde, Sergio Mário ingressou no ramo do transporte de automóveis. Formou a TransGabardo (uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil). Sergio Mário é um empresário de sucesso, conhecido no Brasil. Naquele ano de 2005, podíamos ver uma família brasileira que venceu pelo trabalho, que contribuiu ano a ano com seus impostos para que o Brasil seguisse o seu caminho como um país. Tudo estava certo. Mas, Deus reservava para essa família algo que poucos brasileiros já vivenciaram. Na noite de 29 de setembro de 2005, o seu filho Mário Sergio Gabardo, diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, teve a sua vida interrompida. Mário Sergio é brutalmente assassinado. O crime ocorreu na cidade de Canoas, na região metropolitana do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por volta das 21h30min naquela noite de 29 de setembro, Mário Sergio termina uma prova na Faculdade de Direito da PUCRS, em Porto Alegre, e logo se dirige para a cidade de Canoas, onde reside e possui muitos amigos. Mário Sergio faz compras para uma confraternização, um churrasco, onde estariam presentes os amigos. Chega então à rua Tomé de Souza na cidade de Canoas, em seu automóvel. Ao estacionar o veículo, o jovem é abordado por um homem portando uma arma de fogo. O bandido desceu de um Ford KA de cor prata. Mário Sergio está ainda dentro de seu automóvel. O assassino faz um único disparo com a arma de fogo. O projétil acerta o coração de Mário Sérgio. Na gíria se diria “coisa de profissional”. Mário Sergio ainda consegue arrancar o seu automóvel, em alta velocidade, tenta dobrar à sua esquerda, mas bate em uma árvore. Mário Sergio Gabardo está morto. Os assassinos fogem em alta velocidade. O assassinato de Mário Sergio Gabardo provavelmente ingressa na “Lista” da Secretaria Estadual de Segurança do RS como mais um “crime ainda não solucionado”. Uma vergonha para a sociedade. Hoje, 29 de janeiro de 2009, a família Gabardo ainda sofre com o assassinato de Mário Sergio. Nesta data completa 3 anos, três meses e 4 dias do assassinato de Mário Sergio Gabardo. Um crime sem solução?

. “Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?”

“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?”

“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?” Apenas duas perguntas que até hoje Sergio Mário Gabardo ainda não tem as respostas. Sergio Mário Gabardo tem a forte convicção de que os assassinos serão presos pelas autoridades de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Mas não fica esperando pelas autoridades públicas. Como cidadão brasileiro e como pai, Sergio Mário Gabardo pressiona para que as autoridades de segurança pública cumpram o seu papel. Somente assim o assassinato de Mário Sergio Gabardo não passará definitivamente para o esquecimento público. Recebo hoje mais um email do meu amigo Sergio. Vamos ler. “Uma vez mais, venho à presença dos senhores para dizer que mais um mês se passou, sem que eu tenha notícias do ocorrido com meu filho Mário. Ele foi morto em 29 de setembro de 2005 e, até o momento, as autoridades envolvidas no caso não conseguiram identificar os autores ou mandantes. Ele tinha, apenas, 20 anos e era um filho como todos os pais gostariam de ter. Apesar da pouca idade, aliada à humildade e vontade de crescer, Mário destacou-se profissionalmente, conquistando o respeito de todos os funcionários e clientes da empresa. Estava pronto para assumir a empresa em janeiro de 2006. Isso tudo não era novidade no mercado e estávamos incomodando outras empresas do ramo. Eu recebi muitas ameaças dirigidas à minha pessoa e à empresa, muitas delas registradas, além de várias coincidências que eu poderia relacionar aqui, mas que não vem ao caso, pois estão tramitando em outra esfera. Como começou o processo: o assassinato do Mário foi tratado pelas autoridades que chamaram a perícia como “carro atingido por arma de fogo”, sem nenhuma referência a sua morte. Como esse é o início que desencadeou todo o processo, imaginem o desfecho. No dia seguinte, enquanto seu corpo estava sendo velado, o computador pessoal de Mário desapareceu misteriosamente de sua mesa de trabalho, mas isso foi considerado como outro caso, sem relação com a morte dele e simplesmente ignorado, apesar da empresa ter fornecido cópia da fita de filmagem e insistido para que fosse investigado. Se os senhores estão cansados de ler meus textos, um dia por mês, tentem se colocar no meu lugar. Como pai que teve seu então único filho assassinado, eu vejo relação entre todas as situações expostas acima. Mas estou sozinho nessa luta. O Estado, representado pelas autoridades que se dizem competentes, não se fez presente, nem mesmo para dizer que compreendia a minha dor de pai, ou que sentia muito. E isso, mesmo depois de muito insistir para ser recebido por algumas dessas autoridades. Será que não há uma única autoridade, nessa imensa lista, que tenha poder para mandar investigar o assassinato do Mário com o respeito que ele, como cidadão, merecia? Sou um cidadão comum, não um político, nem autoridade nesse meio. Mas será que isso justifica o descaso com que venho sendo tratado? Onde estão os Ministérios Públicos Estadual e Federal ou a Polícia que sempre nos encheu de orgulho? Só percebe a situação real da segurança pública (que de segurança só tem o nome) quem enfrenta uma situação semelhante a minha. Não espere que chegue a sua vez para fazer alguma coisa. Nesse dia, pode não haver mais segurança, nem mesmo no nome, pois pode ter sido substituída por “impunidade pública”, como de fato já foi. Para mim, o dia é o 29. Qual será o de vocês, pais de família, que ainda acredita na força de nossa justiça, como eu acreditava? Peço a Deus que proteja suas famílias, na certeza de que Ele não nos abandona, pois a justiça dos homens já não merece a minha consideração e de nem um cidadão Brasileiro. Sérgio, pai do Mário.

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Fraude de US$ 600 milhões na bolsa de Londres envolve banco brasileiro

A polícia espanhola prendeu seis pessoas suspeitas de uma fraude de mais de US$ 600 milhões na Bolsa de Valores de Londres, em investigação que envolve uma empresa de valor que foi inventada para vender suas ações por preços altos e uma sociedade bancária brasileira, de nome não revelado. Quatro prisões foram feitas em Barcelona, uma em Madri e outra em Elche, no leste da Espanha. Segundo a polícia, através de complexas operações mercantis e falsificações, os suspeitos aumentaram o valor das ações em Bolsa de uma empresa sem depósitos que o aprovassem e, posteriormente, lucraram com a venda fraudulenta dos títulos. As investigações foram iniciadas em 2005 pelo Escritório de Fraudes Graves (SFO, na sigla em inglês) do Reino Unido, segundo o qual a fraude começou em 2003. Em outubro daquele ano, foi incluída no Mercado Alternativo de Investimentos do London Exchange Market uma sociedade que teve que suspender o comércio de suas ações dois anos depois. A companhia divulgou a impossibilidade de verificar a existência ou seu direito a possuir depósitos bancários de 370 milhões de libras por duas entidades financeiras. Quando começou sua atividade em Bolsa, a empresa disse ter ativos de US$ 290 milhões, representados quase totalmente por um acordo assinado com outra instituição mercantil. Posteriormente, ela anunciou diversas operações financeiras, entre elas uma garantia, sob a forma de certificados de crédito internacionais, de uma sociedade bancária brasileira com a finalidade de aumentar o valor de suas ações. Segundo as investigações, a entrada da empresa na bolsa, assim como a oferta pública de ações, foi conseguida por fraude, em diversos anúncios falsos, em veículos de imprensa especializados de Londres, para gerar interesse nos títulos da companhia. Esses anúncios teriam sido planejados pelos principais suspeitos, que venderam depois as ações que possuíam em seus nomes. Os seis registros da operação permitiram a localização e detenção, na Espanha, dos seis suspeitos de participar da fraude.

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Petrobras bate recorde em exportação, mas balança comercial tem déficit de US$ 928 milhões

A Petrobras registrou déficit de US$ 928 milhões em sua balança comercial ao longo do ano passado, apesar de ter obtido saldo positivo de 103 mil barris/dia em relação ao volume comercializado. Em 2007, foi observado um saldo positivo de US$ 71 milhões na balança da companhia. Foram exportados, em média, 673 mil barris/dia de petróleo e derivados, crescimento de 9,4% sobre 2007. O volume médio vendido ao Exterior é recorde na história da Petrobras. As importações de petróleo e derivados somaram 570 mil barris/dia, em média, alta de 5,9% em relação ao verificado no ano anterior. Em valores, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, alta de 42,7% se comparado ao obtido em 2007. As importações cresceram mais, com alta de 49,6% sobre o ano anterior, totalizando US$ 23,1 bilhões. A estatal alegou que o saldo negativo de US$ 928 milhões foi influenciado pelos preços no mercado internacional. A companhia exporta bastante petróleo pesado, de menor valor, e importa óleo leve, que custa mais caro. E tudo isso porque nossas refinarias foram construídas para operar apenas como petróleo leve. Por isso o Brasil é obrigado a exportar todo o petróleo que extrai no País.

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CNJ vai abrir sindicância para apurar suspeita de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão

O Conselho Nacional de Justiça aprovou nesta terça-feira um pacote de medidas que devem ser implementadas no Poder Judiciário do Maranhão depois de uma série de irregularidades detectadas pelo conselho no Estado, como suspeitas de corrupção sobre juízes, desvio de conduta e problemas administrativos, como falta de gestão e má distribuição dos servidores. Os magistrados do Tribunal de Justiça do Maranhão vão ter o prazo de 15 dias para apresentar declarações dos bens e valores que compõem o seu patrimônio, de seus cônjuges ou dependentes legais. O CNJ também vai instaurar sindicância para apurar se houve favorecimento de partes ou advogados em processos que tiveram preferência de tramitação. As suspeitas de corrupção recaem sobre três juízes do Estado que liberaram grandes quantias de dinheiro de forma muito rápida, apesar de terem dezenas de processos em atraso. Há casos, no Estado, de varas com uma série de processos paralisados, mas que decidem no mesmo dia ações que entram na pauta poucas horas antes. “A situação do Poder Judiciário no Maranhão não difere de outros Estados. Detectamos uma série de irregularidades de gestão, administrativa, talvez indícios de nepotismo cruzado e corrupção”, disse o corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp.

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Justiça do DF condena deputada distrital à perda de função pública

Eurides Brito

Eurides Brito

A deputada distrital Eurides Brito da Silva (PMDB), ex-secretária de Educação do Distrito Federal, foi condenada à perda da função pública por improbidade administrativa pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. Eurides Brito assumiu o mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal após a renúncia do ex-deputado distrital Pedro Passos (PMDB). Ele é investigado na Operação Navalha, da Polícia Federal, que desarticulou esquema de fraude em licitações públicas. Junto com a deputada também foram condenadas as ex-secretárias de Educação do Distrito Federal, Anna Maria Villaboim e Maristela de Melo Neves. A sentença determina ainda a perda dos direitos políticos por cinco anos, a proibição de contratar com o poder público e o pagamento de multa civil no valor de 30 vezes a remuneração recebida por elas durante as suas respectivas gestões. A denúncia partiu do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que acusou o gasto de mais de R$ 25 milhões com a contratação de professores temporários durante o período de 1999 a 2003. A ação foi agravada pelo fato de existirem à época quase 6.000 profissionais aprovados em concurso público aguardando serem convocados.

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Tribunal de Justiça paulista adia decisão sobre julgamento do caso Toninho do PT

A Terceira Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo adiou nesta terça-feira a decisão sobre o julgamento do assassinato do prefeito de Campinas (SP), Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto na noite de 10 de setembro de 2001. A decisão é do desembargador Luiz Pantaleão, que pediu vista do recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo para que o sequestrador Wanderson de Paula Lima, o Andinho, seja levado a júri popular. Andinho é apontado pelos promotores como responsável pelo assassinato de Toninho. Não há prazo para que o recurso volte à pauta de julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. O Ministério Público recorreu ao TJ-SP porque em setembro do ano passado o juiz José Henrique Torres, presidente do tribunal do júri da Campinas, não aceitou o pedido dos promotores para que Andinho fosse a júri popular. Na ocasião, Torres considerou que não há provas suficientes para que os acusados sejam julgados pelo júri popular. Toninho do PT foi morto quando dirigia seu carro na avenida Mackenzie, na saída de um shopping da cidade. Ele estava sozinho. Três tiros foram disparados e a arma, uma pistola 9 mm, nunca foi encontrada. Sem qualquer sombra de dúvida, Toninho do PT foi morto em conseqüência de uma guerra no submundo dos contratos de lixo.

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Produção das três maiores montadoras do Japão cai forte no mês de dezembro

As três maiores montadoras japonesas, Toyota, Honda e Nissan divulgaram nesta quarta-feira (28/01) o saldo da produção de carros durante o mês de dezembro, e apresentaram desempenho bem abaixo do esperado. No último mês, a produção da Toyota recuou 25%, para 479 mil veículos, seguida da Nissan, com queda de 36%, e Honda, com retrocesso de 7,5%, conforme os comunicados publicados. No ano, a Toyota registrou queda de 3,8% no nível produzido, enquanto Honda e Nissan apresentaram recuo menos expressivo, próximo de 1%. A crise financeira mundial impactou fortemente o setor automotivo mundial, deixando as grandes montadoras norte-americanas e japonesas à beira do colapso. GM e Chrysler correm contra o tempo para se financiar, enquanto as três grandes do Japão anunciam demissões pelo mundo. As vendas da Toyota nos EUA, considerado seu maior mercado consumidor, caíram 37% em dezembro, assim como as da Honda, que recuaram 35% na passagem.

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Vendas de veículos estabilizam e Anfavea prevê redução de estoque

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, afirmou nesta terça-feira que as vendas de veículos em janeiro devem se manter no mesmo nível registrado em dezembro do ano passado, em cerca de 194,5 mil unidades. “É praticamente o mesmo ritmo de vendas de dezembro. Ainda não voltou para aquele nível de 280 mil como vendemos em julho”, disse Schneider. De 1º a 26 de janeiro a indústria vendeu 147.148 automóveis e comerciais leves. No mesmo período de dezembro os licenciamentos somavam 147.152 veículos.

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Empresa pagará R$ 2 milhões para se livrar de investigação por cartel

A italiana Manuli Hidráulica pagará R$ 2 milhões para se livrar de processo por participação em um cartel internacional de mangueiras marítimas usadas para o transporte de petróleo e produtos derivados para navios petroleiros e para instalações na costa e em alto-mar. O acordo foi proposto pela própria empresa e assinado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pelo acordo, a empresa admite participação na conduta anticompetitiva e se obriga a colaborar com as investigação, inclusive entregando “documentos comprobatórios relevantes”. O Cade avaliará em 18 meses o cumprimento do acordo para, só então, determinar o arquivamento do processo. A Manuli estava sendo investigada desde o final de 2007, depois de participantes do suposto cartel ter fornecido informações às autoridades. Em agosto do ano passado, a Bridgestone Corporation também entrou em acordo com o Cade e pagou R$ 1,6 milhão para ser excluída da investigação. De acordo com o Cade, a multa aplicada à Manuli foi maior porque ela levou mais tempo para propor o acordo. São investigadas no mesmo processo a Dunlop Oil and Marine Ltd., Kleber (Trelleborg Industrie S.A.), ITR Oil and Gas Division/Pirelli (Grupo Parker Hannifin), The Yokohama Rubber Co., Ltd., Sumitomo Rubber Industries, K.K., Hewitt-Robins, Goodyear do Brasil Produtos de Borracha Ltda., Pagé Indústria de Artefatos de Borracha Ltda., Flexomarine S.A. e Flexomarine Empreendimentos Ltda., além de Massimo Nebiolo, Antônio Carlos Araes, Maria Lúcia Peixoto Ferreira Leite Ribeiro de Lima e Sílvio Rabello.

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