A Terceira Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo adiou nesta terça-feira a decisão sobre o julgamento do assassinato do prefeito de Campinas (SP), Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, morto na noite de 10 de setembro de 2001. A decisão é do desembargador Luiz Pantaleão, que pediu vista do recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo para que o sequestrador Wanderson de Paula Lima, o Andinho, seja levado a júri popular. Andinho é apontado pelos promotores como responsável pelo assassinato de Toninho. Não há prazo para que o recurso volte à pauta de julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. O Ministério Público recorreu ao TJ-SP porque em setembro do ano passado o juiz José Henrique Torres, presidente do tribunal do júri da Campinas, não aceitou o pedido dos promotores para que Andinho fosse a júri popular. Na ocasião, Torres considerou que não há provas suficientes para que os acusados sejam julgados pelo júri popular. Toninho do PT foi morto quando dirigia seu carro na avenida Mackenzie, na saída de um shopping da cidade. Ele estava sozinho. Três tiros foram disparados e a arma, uma pistola 9 mm, nunca foi encontrada. Sem qualquer sombra de dúvida, Toninho do PT foi morto em conseqüência de uma guerra no submundo dos contratos de lixo.