Artigos de fevereiro, 2009

Cartéis : Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões

O jornalista Alex Bezerra, editor do portal Tribuna de Betim, que o leitor pode conhecer no endereço da internet http://www.tribunadebetim.com , publicou matéria sobre o transporte de veículos novos com o título “Cartéis: Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões”. Diz Bezerra que “a  BF Transportes, empresa com sede em Betim (MG) que até 1999 era responsável pelo transporte de grande parte dos veículos da Fiat, ganhou na Justiça uma ação de indenização até o momento avaliada em R$ 226 milhões. A montadora informou que está recorrendo do valor, mas admitiu que não cabe mais recurso em relação à ordem de pagamento. O grupo dono da transportadora, de origem italiana, alega prejuízos causados pelo rompimento, em 1999, do contrato de entrega por parte da Fiat. A empresa teria feito pesados investimentos compra de veículos para atender a montadora. Com o fim do contrato, a BF, que tinha 90% de suas atividades ligadas à montadora, teve de demitir pessoal e encerrar contratos com empresas terceirizadas que também completavam sua frota. A Fiat, por sua vez, alegou que “seguiu todas as normas comerciais e mercadológicas da época”. A decisão do Superior Tribunal de Justiça em favor da BF Transportes foi anunciada em setembro de 2007, mas não estabelecia valores. Foi então designado um grupo de peritos para avaliar a indenização. Em meados de janeiro, a perícia determinou o valor de R$ 226 milhões, que está sendo questionado pela Fiat. Quando entrou com o processo, em 2002, a empresa alegou que a Fiat descumpriu e rescindiu um acordo firmado em 1991, pelo qual a BF se encarregaria de transportar metade dos veículos novos da Fiat no Brasil, Argentina e Uruguai. A transportadora afirmou que, a partir de 1996, no entanto, a montadora reduziu drasticamente a participação da BF, até rescindir o contrato, em 1999. Ainda segundo o processo, a Fiat teria repassado o serviço para a Sada Transportes e Armazenagens, do então deputado federal Vittorio Medioli. A primeira defesa da Fiat Automóveis dizia que o contrato com a BF, na verdade, se tratava de uma “minuta sem validade”, já que não trazia a assinatura do então presidente da empresa, Pacífico Paoli. O veículo Tribuna do Betim teria procurado pelo representante para comentar o assunto e que o mesmo não foi localizado.”

1 Comentário

Terroristas incendiários de carretas cegonha no Brasil deverão ser presos a qualquer momento

carreta incdendiada publica 1 300x269 Terroristas incendiários de carretas cegonha no Brasil deverão ser presos a qualquer momento

Terroristas incendeiam carreta cegonha com os veículos novos

O portal “Cartel Brasileiro” está acompanhando o caso inédito no Brasil da participação de terroristas no mercado de transporte de veículos novos (zero km). A qualquer momento deverão ser presos pela Polícia Federal (PF) pelo menos dois terroristas que incendiaram na quarta-feira as três carretas cegonheiras e seus veículos novos (uma com perda total junto com os veículos zero km que transportava). Essa empresa privada, que teve seu patrimônio atingido pelos atos desses terroristas incendiários, tomou providências na própria quarta-feira (25/02), registrando uma ocorrência na Polícia Civil. Entidade cegonheira protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para exigir providências imediatas e barrar esses bandidos. Pelo que se tem conhecimento, o MPF quer colocar atrás das grades pelo menos dois dos terroristas incendiários, os quais já estão sendo procurados pelos organismos policiais. Estão também na mira do MPF os comparsas desses terroristas incendiários. O Ministério Público Federal abriu um expediente específico para cuidar do caso que certamente terá novos desdobramentos a partir desta sexta-feira. O MPF atua no combate a formação de cartel no mercado de transporte de veículos novos, cujos processos tramitam na Justiça do Rio Grande do Sul.

1 Comentário

O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 1 – O Crime

datas arte final 175x300 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O CrimeO jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira.

arte final foto 1 bourbon O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime
A foto mostra o Shopping Bourboun Zaffari Canoas – Av. Getúlio Vargas, 5765 – Canoas

Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite.

Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza.

arte final foto 2 piatto extendida 1024x243 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime
Rua Venâncio Aires esquina Tomé de Souza e o restaurante Galeteria Piatto Bello

Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos.

arte final foto 3 rua tome extendida O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Rua Tomé de Souza em sua extensão, uma árvore a esquerda e logo a seguir o portão da garagem da casa 258

Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual.
 

arte final foto 4 rua tome portao O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Na foto o portão de entrada da casa 258, com um jardim à frente

Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira.
 

arte final foto 5 carro vidro O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Peugeot 307 com o vidro da porta lateral esquerda traseira fraturado pelo projétil

Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas.  

arte final foto 6 esquina tome conde O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Rua Tomé de Souza com a Conde de Porto Alegre; Mário Sérgio virou à esquerda com seu Peugeot 307

O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro.

arte final foto 7 rua conde O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Rua Conde de Porto Alegre

Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. 
 

foto 1 rua conde de porto alegre niteroi canoas 1024x464 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Na foto as árvores à direita, local onde ocorreu a batida do Peugeot 307 na subida da rua Conde de Porto Alegre

O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação.

dsc 0001 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

A frente do Peugeot 307 com a batida do lado frontal esquerdo

Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto.

Quase quatro anos após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal. O site “Cartel Brasileiro” (www.cartelbrasileiro.com) obteve cópias integrais dos dois inquéritos e vai revelar para seus leitores todos os meandros deste caso, e também proporcionar o conhecimento de seus documentos que não estão mais sob sigilo da Justiça gaúcha. É uma história para arrepiar os leitores. No portal “Cartel Brasileiro”, a cada dois dias, a partir dessa quarta-feira de cinzas, será publicado parte dessa história.

1 Comentário

O insondável mundo dos negócios italo-mineiros

deloitte 237x300 O insondável mundo dos negócios italo mineirosA revista “Mundo Corporativo”, editada pela Deloitte no Brasil, em sua edição número 23, referente ao primeiro trimestre deste ano de 2009, publica matéria na sua coluna “Negócios no sertão do Brasil”, na qual afirma que, “no semiárido mineiro, a região menos desenvolvida do Estado, o Grupo SADA também encontrou oportunidades. Responsável pelo transporte dos automóveis da montadora Fiat no território nacional, o Grupo SADA (que tem 2 mil caminhões), já investiu mais de R$ 100 milhões de capital próprio no município de Jaíba, onde mantém uma área de 16 mil hectares. Em 2008 iniciou sua produção de etanol, com 22 milhões de litros e deve multiplicar por seis essa capacidade até 2010. Também esta instalada no local uma usina termoelétrica que será abastecida pelo bagaço de cana e terá energia excedente comercializável de 38 megawatts, suficiente para iluminar uma cidade com 250 mil habitantes”. Essa é uma informação considerável, que desperta muita atenção. Em primeiro lugar, o Grupo SADA pertence a Vittorio Mediolli, um italiano naturalizado brasileiro, que foi deputado federal até recentemente. A reportagem diz que a empresa de Vittorio Mediolli tem mais de 2.000 caminhões e investiu mais de 100 milhões de reais na produção de cana e energia no sertão mineiro. Ora, a empresa Deloitte, que está no Brasil desde 1911, e que é especializada no ramo das auditorias, deveria exibir números certos e confiáveis. mundo corpo 23 azul linha 300x269 O insondável mundo dos negócios italo mineirosOu estariam agindo também como essas empresas internacionais de análise de risco, que sempre mantiveram empresas e estados em desenvolvimento em baixo grau de investimento, justamente para que pagassem custos mais caros nas suas tomadas de empréstimos, e avaliaram sempre lá em cima seus comparsas no mundo industrializado, que acabaram estourando todos a partir de setembro do ano passado? De onde a Deloitte tirou esse número de “cerca de 2.000 caminhões” do Grupo SADA? Para que os leitores do Cartel Brasileiro entendam, porque a matéria da Deloitte não diz: o Grupo SADA domina o mercado nacional de transportes de veículos das montadoras brasileiras. São caminhões cegonheiros. Mas, o Grupo SADA teria os 2.000 caminhões, o que, em  tese, atestaria a saúde financeira do Grupo SADE e sua musculatura para investir na produção de cana e energia no sertão mineiro? O Grupo SADA teria então 100 milhões de reais, de recursos próprios (dinheiro guardado em caixa) para investir na plantação e produção na área do biodiesel? A Deloitte está devendo uma explicação para os brasileiros. A Deloitte é auditora do Grupo SADA? Como pode afirmar tal coisa a respeito do Grupo SADA? O que é sabido, no Brasil inteiro, é que o Grupo SADA lidera o mercado de transporte dos veículos das montadoras brasileiras. Se a Deloitte não audita os números do Grupo SADA, e não os conhece, então não pode afirmar o que publica na sua revista. E, nesse caso, como os leitores não poderão contar com o Grupo Deloitte, só poderiam contar com o trabalho do Ministério da Justiça, por meio da sua Secretaria de Direitos Econômicos, que investiga a ação de empresas cartelistas. Isso é mais um caso para o Ministério Público Federal examinar com profundidade.

Deixe um comentário

Cartel Brasileiro vai analisar o processo do ‘inquérito policial’ que investigou o assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo

capa processo policia mario 199x300 Cartel Brasileiro vai analisar o processo do ‘inquérito policial’ que investigou o assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo

Capa do processo do inquérito policial do assassinato do empresário Mário Sergio Gabardo

O portal Cartel Brasileiro está analisando o processo no. 008/2.06.0014069-0, da Secretaria da Justiça e da Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, que trata do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha. Mais de 3 anos e 4 meses após esse brutal assassinato, os bandidos ainda não foram presos pelas autoridades de segurança pública do RS. Um crime sem solução? Pelo menos o pai de Mário, o empresário cegonheiro Sérgio Mário Gabardo, seus familiares e amigos não acreditam nessa hipótese. Analisar cada passo do processo em questão vai oportunizar conhecer detalhes sobre o que aconteceu naquela noite de 29 de setembro de 2005. Folha a folha do processo será lido, a se iniciar pela Portaria de 30 de setembro de 2005, assinada pelo delegado de Polícia da 2ª. Delegacia de Canoas, que determinou a instauração de inquérito policial, “tomando-se as providências cabíveis à elucidação dos fatos”. Detalhes como a “falta de preservação” do local do crime chamam a atenção nesse processo do inquérito policial da morte do empresário. Vamos revelar detalhes, questionar, entrevistar pessoas e fazer comentários, tudo com o objetivo de manter acesa a chama de Justiça, para que o assassinato do jovem Mário Sérgio Gabardo não seja esquecido pelas autoridades de segurança pública e ingresse na lista dos crimes “não solucionados”.

1 Comentário

Chrysler vai pedir mais 5 bilhões de dólares ao governo norte-americano

A montadora norte-americana Chrysler informou nesta terça-feira precisar de mais US$ 5 bilhões em financiamento público, demitir 3.000 postos trabalhadores e suspender a produção de três modelos. GM (General Motors) e Chrysler tinham até esta terça-feira para apresentar às autoridades norte-americanas os planos de reestruturação que lhes permitirão receber bilhões de dólares de ajuda pública. A empresa informou que chegou a acordos com sindicatos, fornecedores e vendedores para poder cumprir as exigências do governo para reestruturar suas dívidas. A montadora também afirmou que vai reduzir a produção de veículos em 100 mil unidades e cortar custos U$ 700 milhões. A Chrysler, que já obteve US$ 4 bilhões em empréstimos federais, e informou, inicialmente, que pediria pelo menos outros US$ 3 bilhões para colocar em prática seu plano de reestruturação, acabou fechando em US$ 5 bilhões. A obtenção deste empréstimo é um requisito para que a Chrysler firme definitivamente uma aliança industrial com a Fiat.

Deixe um comentário

Cassado governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima

Depois de decidir nesta terça-feira por unanimidade cassar os mandatos do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM), o Tribunal Superior Eleitoral determinou que o senador José Maranhão (PMDB-PB) assuma o governo do Estado. Maranhão foi o segundo colocado nas eleições de 2006. A ordem deve ter execução imediata. O advogado do vice-governador, Francisco Peçanha Martins, recorreu no próprio TSE, com um embargo de declaração para evitar que a decisão seja cumprida imediatamente. Durante o julgamento os ministros rejeitaram a possibilidade de novas eleições. Houve recomendação para a realização de novas eleições e de forma indireta. A proposta gerou polêmica e críticas entre alguns ministros. Os ministros rejeitaram ainda os sete embargos declaratórios ajuizados por partidos que apoiam o governador e o vice. Cássio Cunha Lima e seu vice são acusados de utilizar programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso FAC (Fundação de Ação Comunitária). De acordo com as investigações mencionadas no processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda. As irregularidades foram cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a FAC e o Fundo de Combate à Pobreza.

Deixe um comentário

Justiça vai ouvir mais de 500 testemunhas de defesa do mensalão em cerca de 300 dias

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, determinou o início das audiências para ouvir as testemunhas de defesa dos 39 réus da ação penal do mensalão, entre eles o ex-ministro José Dirceu (deputado federal petista cassado por corrupção) e o publicitário Marcos Valério, apontado como operador do esquema. Segundo o Supremo, serão mais de 500 testemunhas que serão ouvidas em cerca de 300 dias por juízes federais que, por decisão do ministro, já atuaram no processo em diversos Estados. As oitivas começarão por Minas Gerais, e o prazo para que as testemunhas comecem a ser ouvidas será contado a partir do recebimento da carta precatória do ministro para o juiz designado no Estado. Os prazos variam de um a 80 dias, de acordo com o número de testemunhas a serem inquiridas. Em Minas Gerais e no Distrito Federal, o prazo é de 80 dias; em São Paulo, de 65; no Rio de Janeiro, de 21 e, no Paraná, de 10 dias. Nos demais Estados em que serão ouvidas testemunhas, o prazo é de três a um dia. São eles o Espírito Santo, o Amapá, o Rio Grande do Norte, o Rio Grande do Sul, a Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, a Bahia e o Tocantins. Alguns dos réus pediram para ouvir também testemunhas no Exterior. O Supremo autorizou a oitiva, desde que paguem as despesas de envio e tradução das mais de 18 mil páginas do processo. Pelos cálculos do Supremo, a estimativa é que o custo do envio do processo às autoridades estrangeiras seja de R$ 19 milhões. Ao todo, os réus do mensalão apresentaram o nome de 13 pessoas que vivem no Exterior: Estados Unidos, Argentina, Bahamas e Portugal. José Dirceu e Marcos Valério já pediram para ouvir testemunhas em Portugal, onde não há necessidade de tradução e o custo será somente com o envio do processo.

Deixe um comentário

PSOL pede que Jarbas Vasconcelos divulgue nomes de políticos corruptos

O PSOL encaminhou nesta terça-feira uma carta ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) com o pedido para que o parlamentar torne públicos os nomes dos integrantes do PMDB envolvidos em atos de corrupção. Como Jarbas declarou em entrevista à revista “Veja” que a maioria dos integrantes do PMDB “quer mesmo é a corrupção”, integrantes do PSOL cobram que Jarbas divulgue os nomes aos quais se referiu. “Para serem consequentes, suas denúncias devem vir acompanhadas do detalhamento de situações, nomes e fatos que gerem iniciativas aguardadas por toda a sociedade, em nome do interesse público. Esta seria uma saudável providência para que os fatos por Vossa Excelência relatados não caiam no esquecimento e possam ser devidamente apurados”, diz o PSOL. Esse PSOL chega atrasado 30 anos. Ele é igual ao PT de 30 anos atrás. Já se sabe no que deu.

Deixe um comentário

Ex-embaixador do Rio Grande em Brasília é encontrado morto no lago Paranoá

cavalcante 299x235 Ex embaixador do Rio Grande em Brasília é encontrado morto no lago ParanoáO corpo do ex-chefe da Representação do Governo do Rio Grande do Sul em Brasília Marcelo Cavalcante foi encontrado na manhã desta terça-feira no Lago Paranoá, na capital federal. Um familiar confirmou a identificação do cadáver. Cavalcante estava desaparecido desde a tarde de sábado, quando se reuniu com amigos. Segundo informações de peritos que estão no local, o corpo apresenta um hematoma no rosto. A marca pode ter sido causada por uma agressão ou por uma queda. A causa da morte está sendo investigada. Segundo relatos de colegas de trabalho, Cavalcante teria telefonado para a mulher ainda no sábado. Desde então, não voltou mais para casa. Na manhã de ontem, o carro dele, um Toyota Corolla, foi localizado estacionado junto à Ponte Juscelino Kubitschek, às margens do Lago Paranoá. O veículo estava trancado e, em seu interior, foram encontrados documentos e cartões de crédito de Cavalcante. Apenas o telefone celular do ex-secretário não foi encontrado. Os familiares registraram o desaparecimento de Cavalcante em ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal. O caso está sob investigação. Cavalcante havia sido exonerado pela governadora Yeda Crusius em junho do ano passado, no ápice do escândalo do Detran. À época, ele foi flagrado em uma escuta telefônica intermediando uma reunião do lobista Lair Ferst na Secretaria da Fazenda.

Deixe um comentário