GM pode pedir mais dinheiro ao governo para evitar declarar falência
A General Motors, ao se aproximar o prazo fixado pelo governo dos Estados Unidos para que apresente um plano de reestruturação, estuda pedir mais dinheiro à Casa Branca ou declarar falência, afirmou hoje o jornal “The Wall Street Journal”. A edição digital da publicação citou como fonte “pessoas familiarizadas com os planejamentos da GM”. No final de 2008, o governo emprestou à General Motors um total de US$ 13,4 bilhões, e outros US$ 5 bilhões à Chrysler, para impedir que os problemas financeiros das empresas as levassem à falência, e deu prazo até 16 de fevereiro para que apresentem ideias sobre sua viabilidade econômica. Por sua parte, o serviço de informação financeira e econômica pela internet “MarketWatch” afirmou que o Sindicato de Trabalhadores do Automóvel (UAW) retirou as concessões que tinha feito em suas negociações com a GM, e as conversas foram suspensas. O “Wall Street Journal” afirmou que a GM pedirá mais fundos em seu plano de reestruturação, “embora não se espere que a companhia inclua um valor em dólares”. “No entanto, alguns funcionários do Departamento do Tesouro acham que a GM precisa de pelo menos outros US$ 5 bilhões em empréstimos para continuar suas operações além do primeiro trimestre”. A GM ofereceu um plano de demissão voluntária a seus 62 mil funcionários que são filiados ao UAW (United Auto Workers, principal sindicato do setor), informou o porta-voz da empresa Tom Wilkinson. A proposta “foi oferecida a todos”, disse Wilkinson. O objetivo da medida é permitir à empresa contratar novos operários com salários e com custos sociais menos elevados. A direção da GM espera que pelo menos 11 mil desses funcionários aceitem o pacote preparado para incentivar a saída da empresa, que consiste em US$ 20 mil de indenização e um bônus de US$ 25 mil para a compra de um novo veículo. A oferta deverá permitir aos funcionários enquadrados nas condições propostas deixar o grupo até 1º de abril.
Responda