Hoje, a variedade de medicamentos genéricos e a quantidade de empresas farmacêuticas produtoras cresceram mais de 100% em relação ao ano em que começou essa produção, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos). Em 1999, apenas oito empresas eram cadastradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a fabricação desses remédios. Hoje, essa relação inclui 83 farmácias. Já foram registrados 2.600 produtos genéricos em farmácias, número que representa 18% do mercado. Os dados atuais indicam resultados positivos na indústria. Doenças respiratórias, como a asma, serão os próximos alvos dos genéricos. Medicamentos para o tratamento da doença com preços mais acessíveis e com a mesma qualidade que os de marca logo estarão no mercado. Por lei, o custo do medicamento genérico ao consumidor deve ser 35% menor que o do produto de marca. Dados da Pró-Genéricos mostram que com as variações de preço no mercado farmacêutico nos últimos dez anos, já foram economizados cerca de R$ 10,5 bilhões. “Uma economia substancial, principalmente nos últimos quatro anos”, diz o presidente da associação. No entanto, tanto os dados da economia quanto a presença dos genéricos nas casas dos consumidores poderiam ser maiores caso a Lei dos Genéricos fosse cumprida pelos profissionais. “Existe uma regulamentação sanitária que diz que o médico é quem deve receitar medicamento. E, na farmácia, quem pode dispensar ou substituir por um genérico é o farmacêutico. Se essa legislação fosse cumprida, certamente o genérico teria muito mais participação”, diz o presidente da associação, que lembra também o benefício que a compra faz para o bolso do consumidor. “Considerado o apelo que ele tem, de funcionar como produto de referência mas com um preço em média 50% mais barato, não usar o genérico, se disponível, não é nem sensato. É jogar dinheiro fora mesmo”.