Artigos de março, 2009

Falência é opção para Chrysler e GM, diz Barack Obama

A indústria automotiva dos Estados Unidos não está indo na direção correta suficientemente rápida para ser bem sucedida, destacou o presidente americano Barack Obama. Ele deu mais tempo para a General Motors (GM) e Chrysler submeterem planos viáveis de reestruturação e notou que a quebra é uma opção para ambas empresas. A administração americana rejeitou os planos de reorganização das montadoras porque, conforme o presidente dos EUA, “após análise cuidadosa, foi determinado que nenhuma delas avançou no sentido de garantir novos investimentos como o solicitado”. “Assim, estou anunciando que minha administração oferecerá à GM e Chrysler um determinado prazo para que trabalhem com credores, sindicatos e acionistas a fim de reestruturar a empresa de forma a justificar um investimento adicional, período em que devem produzir planos que deem ao povo americano a confiança nas perspectivas de longo prazo dessas companhias”, observou Obama. A GM terá 60 dias para reorganizar-se enquanto a Chrysler terá 30 dias para discutir a possibilidade de uma fusão com a italiana Fiat. Se não puderem mostrar progresso, a falência da Chrysler passa a ser uma opção e o governo pode forçar a quebra da GM.

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GM promete tomar medidas necessárias e não descarta falência

A General Motors (GM) não descarta a chance de recorrer à lei de falências dos EUA, embora tenha manifestado que sua preferência é completar a reestruturação “fora de um tribunal”. A Casa Branca pediu à montadora que apresente um plano de reorganização mais agressivo em um prazo de 60 dias para justificar novo aporte de recursos dos contribuintes na empresa. “A GM tomará os passos necessários para uma reestruturação bem sucedida, que pode incluir um processo supervisionado por um tribunal”, admitiu a montadora em nota, após pressão do governo americano por um plano viável de reestruturação. O presidente americano Barack Obama notou que se a GM não mostrar medidas exequíveis para voltar à lucratividade, ela talvez pudesse se valer do processo de falência “como mecanismo para ajudar a reorganizá-la rapidamente e emergir mais forte”. Por meio de comunicado lido na Casa Branca, o dirigente dos Estados Unidos expressou que ele está “absolutamente comprometido” com a sobrevivência da indústria automobilística dos EUA, para que ela possa competir em nível internacional, mas ponderou que o setor não está se movendo na direção correta de maneira rápida o suficiente. Ontem, a Casa Branca pediu a saída do presidente da GM, Rick Wagoner.

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Ford afirma estar em situação diferente da Chrysler e da GM

A montadora Ford, que ao contrário da Chrysler e da General Motors não recebeu ajuda federal, está em uma situação diferente das concorrentes, afirmou o diretor geral da empresa, Alan Mulally, em uma entrevista ao jornal Detroit Free Press. “A Ford tem liquidez suficiente para continuar pagando aos terceirizados (…) podemos continuar investindo no futuro”, declarou. “Quanto ao ambiente econômico, enfrentamos a mesma situação”, reconheceu. “Não temos previsto solicitar um empréstimo ao governo, porque não precisamos. O grau de liberdade que temos para dirigir nossa empresa é muito mais amplo que se nos submetêssemos a restrições, porque o dinheiro vem acompanhado de muitas pressões”, declarou na mesma entrevista Bill Ford, presidente do conselho de administração. O governo dos Estados Unidos intimou GM e Chrysler a apresentar novos planos “viáveis” de reestruturação, caso desejem uma ajuda adicional do Estado. As duas gigantes já receberam 17,4 bilhões de dólares em empréstimos desde dezembro. A Ford, considerada a montadora em melhor situação entre as três gigantes de Detroit, não pediu ajuda pública, mas registrou em 2008 um prejuízo de US$ 14,6 bilhões, o pior da história da empresa.

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Chrysler diz que chegou a acordo preliminar com a Fiat

A Chrysler divulgou nesta segunda-feira um comunicado informando que chegou a um acordo com a Fiat. A montadora norte-americana esclareceu, porém, que possui a estrutura de um acordo, e não um pacto definitivo, com a empresa italiana. O acordo com a Fiat foi uma condição estabelecida nesta segunda-feira pelo governo dos Estados Unidos para conceder novos empréstimos à Chrysler. O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, disse que uma aliança com a Chrysler vai tornar a companhia mais forte e preservar empregos nos Estados Unidos. Uma fusão também ajudaria a Chrysler a devolver os empréstimos recebidos do governo mais rapidamente.

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A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos

Senhores:

 

datas arte final 175x300 A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinosMais uma vez, eis-me aqui, não para lamentar, mas para registrar novamente o meu mais veemente protesto frente ao descaso das autoridades ditas da segurança pública do Rio Grande do Sul. Neste domingo, dia 29, o brutal assassinato do meu filho Mário (de apenas 20 anos) completa 42 meses. São noites de angústia, aflição e uma imensa saudade. Mário, como vocês sabem, foi assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando chegava para um churrasco de confraternização com um grupo de amigo, colegas de infância.

 

De lá para cá, tenho sido acompanhado permanentemente pela dor da perda e pela incerteza a respeito do que efetivamente ocorreu com meu filho. Quem foram os mandantes do crime, quem foram os executores, e por qual motivo ocorreram tantos erros no trabalho de investigação dos “órgãos competentes”.

 

São perguntas que ninguém consegue responder-me, aumentando minha convicção de que a impunidade continua premiando a bandidagem, com a complacência das autoridades que mostram absoluto e hediondo descaso.

 

O Estado, representado por suas forças de segurança pública, constitucionalmente constituídas também para essa finalidade (descobrir a autoria dos assassinatos), me deve essa explicação. Quero sim, saber quem matou a sangue frio o meu filho. A dor que sinto é forte demais para que eu esqueça essa tragédia. Mas essas autoridades parecem esquecer, sem que ninguém cobre nada. Sinto-me sozinho nessa luta!

 

Não é à toa que assistimos ao Governo do estado envolto em sucessivos escândalos. Na verdade, muitos desses escândalos datam da época em que o Mário foi assassinado, tendo como Secretário da Segurança, uma pessoa de insensibilidade imensurável. Nunca foi capaz de conseguir um minuto em sua ocupadíssima agenda para me receber, tão ocupado estava em arquitetar os muitos crimes que agora estão vindo à tona.

 

Os reflexos da ausência de políticas sérias de combate à marginalidade são agora visíveis e vêm a público. Sem dúvida alguma, o objetivo dos órgãos de governo responsáveis pela segurança pública era outro. Está confirmado perante toda a sociedade gaúcha.

 

Enquanto os escândalos se amontoam, pais, como eu, continuam sem respostas. Falta sensibilidade e vontade de agir conforme os preceitos constitucionais para os quais esses organismos foram criados: garantir a segurança para a sociedade e, na falta dela, trabalhar de forma eficaz, a fim de encontrar e encaminhar para a punição com os rigorismos da legislação, os mandantes e/ou executores de um crime tão bárbaro quanto esse.

 

A inoperância e a insensibilidade me forçaram a viver com a dor de um pai que até agora não sabe o que realmente aconteceu com seu filho naquela noite de setembro de 2005. Impuseram-me a condição de cobrar insistentemente resultados positivos do trabalho da Polícia. É para isso que ela existe.

 

Procuro formas, todos os dias, de lutar contra a saudade e a dor de saber que o Mário não está mais ao meu lado. E, pior, com a certeza de que a impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos, que contam com o descaso das autoridades, razão pela qual continuam a fazer vítimas, gozando de uma terrível liberdade.

 

Decidi escrever todos os meses, no dia 29, para lembrá-los de que aqui existe um pai que viu seu, então, único filho ser assassinado, sem que as autoridades fizessem a sua parte para prender seus assassinos. Faço isso, também, no intuito de deixar claro que sou absolutamente contrário ao esquecimento, principal combustível desse Governo que controla o foco da administração conforme suas conveniências políticas, e não para fazer frente às necessidades da sociedade.

 

Sds,

Sérgio

Pai do Mário

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 5 – Polícia procura pelo veículo dos assassinos

Os depoimentos de testemunhas dos fatos que envolvem a morte do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, conduzem para um único veículo usado pelos assassinos. Como já comentamos essas testemunhas dizem tratar-se de um Ford KA, de cor prata, com acessórios. Documentos acostados nos autos do processo 008/2.06.0014069-0, volume 1 A, referente ao Inquérito Policia 2826/05, da 2a. Delegacia de Policia de Canoas, revelam o andamento da investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. O crime ocorreu em 29 de setembro de 2005 e somente em 21 de outubro de 2005 é que a delegada de Polícia Katia Rheinheimer encaminhou ofício ao diretor do Serviço de Comunicações – SECON/DETEL, em Porto Alegre, requerendo a informação de “algum alerta” na rede de rádio sobre o “furto ou roubo” de um automóvel modelo FORD KA de cor prata ou branco, no período de 26/09/2005 a 29/09/2005. Até essa data de 21 de outubro de 2005, a Policia Civil ainda não havia localizado o veículo dos assassinos de Mário Sérgio Gabardo. O que se conhece na esfera policial é que o veículo usado em crimes são a seguir abandonados pelos criminosos. Não foi o caso no assassinato de Mário Sérgio Gabardo. Vinte e dois (22) dias após o crime é que a Polícia Civil do Rio Grande do Sul foi questionar o serviço de Comunicações para saber se existia a ocorrência de furto ou roubo de um Ford KA prata. Esse documento da 2a. Delegacia de Policia Civil de Canoas foi protocolado em 24/10/2005 no Serviço de Comunicações, somente três dias após ter sido redigido (a data é de 21/10/2005). Um segundo ofício foi expedido em 25/10/2005 pela 2a. Delegacia de Policia Civil para a Delegacia de Pronto Atendimento em São Leopoldo, município esse  próximo a Canoas, requerendo a informação de ocorrência de “furto ou roubo” de uma automóvel Ford KA, após as 18h de 29/09/2005. Em 1o. de novembro de 2005 a inspetora Lorena Maria  L. Klain, firma uma documento onde declara que em 29/09/2005 foi registrado um roubo de um carro Ford KA e tomado o depoimento de Ligia Maria Michel, proprietária do veículo, conforme o boletim de ocorrência no. 11075/2005/1000911. A pessoa de Ligia Maria Michel, proprietária do veículo Ford KA cor prata, placa IMM-9933 declarou que na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h sofreu um assalto na cidade de São Leopoldo. O local do assalto fica a uma quadra de distância da 1a. Delegacia de Polícia de São Leopoldo. Dois indivíduos em uma motocicleta encostaram no automóvel Ford KA prata de Ligia Maria, o qual estava parado na rua Medianeira, em frente ao no. 130, e anunciaram as seguintes palavras: “Isso é um assalto”. O caroneiro da motocicleta desceu com uma arma na mão, de capacete, tomou a chave do Ford KA, entrou no veículo de Lígia Maria, deu a partida e fugiu do local no carro. Esse assaltante, era loiro,  media cerca de 1,70 de altura, magro, usava um casaco de couro preto e portava uma pistola cromada. Um detalhe aqui. Pelas palavras de Ligia Maria o bandido anunciou a que se propunha naquela noite. “Isso é um assalto”. Essa vítima de assalto, sob grave ameaça, em nenhum momento levou dois tiros, ou um projétil pelas costas. Bem diferente do que ocorreu na noite do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo, quando o criminoso disse “desce do carro, desce do carro” e em ato imediato, segurando a arma do crime (um revólver calibre 38), com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, acaba disparando dois tiros em sua vítima. A distância entre as cidades de Canoas e São Leopoldo, e os horários das duas ocorrências, do roubo do Ford KA prata e do assassinato do empresário, poderiam sinalizar que esse carro estivesse envolvido na morte de Mário Sérgio Gabardo. Em 30 de novembro de 2005, isso depois de já ter a Polícia Civil ouvido a Ligia Maria Michel, proprietária do automóvel Ford KA prata IMM-9933, foi novamente contatada para esclarecer se o seu carro tinha acessórios como rodas esportivas, película nos vidros, aerofólio traseiro e pará-choques prata. Ligia Maria negou que o seu Ford KA , IMM-9933 tivesse esses equipamentos. Esse automóvel Ford KA prata, placa IMM-9933 não foi periciado, fotografado e apresentado as testemunhas do crime do empresário Mario Sérgio Gabardo. O veículo foi descartado do envolvimento no assassinato de Mário Sérgio Gabardo, em 29 de setembro de 2005. O leitor pode acessar todos os capítulos anteriores (1,2,3 e 4) no link “O Caso Mário Gabardo” no portal Cartel Brasileiro.

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Contrato de transporte de lixo da Julio Simões Logística S/A na mira do Ministério Público de Contas do RS

diario gaucho de 25 03 2009 site 215x300 Contrato de transporte de lixo da Julio Simões Logística S/A na mira do Ministério Público de Contas do RSO jornal Diário Gaúcho em Porto Alegre, fez publicar nessa quarta-feira (25/03), matéria do jornalista Eduardo Rodrigues que revela que o Ministério Público de Contas encaminhou pedido de esclarecimento de cinco pontos do processo de licitação vencido por empresa paulista. Na semana do anúncio de ampliação da coleta seletiva do lixo na Capital, uma denúncia encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode levar ao cancelamento de um contrato para transporte de outro tipo de resíduo: o lixo doméstico comum. Ontem, o Ministério Público de Contas (MPC) encaminhou ao TCE pedido de investigação sobre a licitação (concorrência pública de escolha de bens e serviços) vencida pelo grupo paulista Júlio Simões Logística S.A. O nome da empresa, que prestará serviço ao DMLU, foi publicado no Diário Oficial de Porto Alegre em 11 de março. O grupo considerado o maior do país no setor, fará o transporte de resíduos sólidos urbanos da estação de transbordo da Lomba do Pinheiro para o aterro sanitário situado em Minas do Leão, a cerca de 100km da Capital. O contrato válido por 12 meses prevê pagamento de R$ 28,13 por tonelada transportada. Se for prorrogado por um período máximo de 60 meses (cinco anos), renderá à empresa R$ 56,8 milhões (R$ 948 mil mensais). A denúncia encaminhada ao MPC aponta possíveis irregularidades no processo. Após analisar a documentação, o procurador-geral Geraldo Costa da Camino decidiu encaminhar o caso ao TCE. Entre as dúvidas levantadas estão a participação de um representante que não possuía procuração da empresa, o aumento no preço da tonelada e uma diferença entre a distância da estação ao aterro, apresentada pelo município, e a que servirá de base para a cobrança. “Em análise superficial, verificou-se que há algumas questões que merecem aprofundamento e exame detalhado”, afirmou o procurador-geral. Dúvidas apontadas pelo procurador: 1) O prosseguimento da licitação após a empresa – única participante habilitada na primeira fase – ter sido desclassificada prejudica, em tese, o princípio da competitividade. O processo deveria ter sido revogado e convocada nova concorrência. 2) O preço pago pelo serviço à empresa anterior (Transkuhn Ltda), de R$ 22,03 por tonelada, em 2007, é menor do que o constante na proposta da empresa Júlio Simões (R$ 28,13). 3) O edital da concorrência fixou a distância a ser percorrida por viagem em 226km. Contudo, na proposta vencedora constou como 228km, diferença que, embora pequena, é irregular. 4) Divergências de dados da proposta com os apresentados na planilha Parâmetro e Preços Para Cálculo Dos Custos Operacionais. 5) Intervenções na licitação por parte de Fábio Renato Ubatuba Bastos, em nome da Julio Simões Logística S/A, sem que fosse localizada qualquer procuração que o credenciasse para tal.

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GM despede 160 ‘white colars’ nos EUA

Cerca de 160 engenheiros e outros funcionários administrativos (white colars) da construtora automóvel norte-americana General Motors receberam hoje a carta de despedimento, sendo que o fim do contrato estava fixado para 1 de Abril, disse o porta-voz da empresa. “É o início de um processo de supressão de 3.400 postos de trabalho de administrativos nos Estados Unidos que vai prolongar-se até 1 de Maio”, disse Tom Wilkinson, acrescentando que os trabalhadores hoje dispensados estavam no centro técnico de Warren, no Michigan, Estados Unidos. A General Motors prevê suprimir mais 18 mil funcionários das unidades fabris dos Estados Unidos, até ao final deste ano, e cerca de 47 mil em todo o mundo. Esta decisão integra o plano de reestruturação da construtora automóvel que tem até terça-feira sa próxima semana para convencer a administração norte-americana da sua viabilidade financeira, mantendo assim os 13,4 mil milhões de dólares (9,6 mil milhões de euros) que o governo federal já lhe emprestou.

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Nissan, Honda e Toyota veem vendas desabar

A japonesa Toyota Motor Corp., maior montadora do mundo, disse que sua produção mundial sofreu a maior queda do último período de pelo menos 23 anos, em um momento em que a recessão, a mais grave desde a Grande Depressão, compromete a demanda por veículos na América do Norte e na Europa. A produção da empresa despencou 53%, para 358.573 veículos em fevereiro, comparativamente ao mesmo mês de 2008. Essa é a maior queda percentual desde que a empresa começou a divulgar esses dados, em janeiro de 1986. A Honda Motor Co., segunda maior empresa automobilística do Japão, montou 190.680 veículos, volume 43 % menor. A produção da Nissan Motor Co., a terceira maior montadora do país, caiu 51%. A Toyota e outras montadoras japonesas ampliaram os cortes de produção para reduzir os estoques de suas concessionárias. As vendas de automóveis nos Estados Unidos caíram no mês passado para seu menor nível desde dezembro de 1981, depois que a crescente taxa de desemprego e o aperto do crédito desestimularam as compras de carros. A Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão (Jama, na sigla em inglês) informou ontem que as vendas de veículos no país devem cair 8% no ano fiscal de 2009 – que começa em abril deste ano e termina em março de 2010 – na comparação com o período fiscal anterior (que termina no próximo dia 31). O mercado automobilístico japonês deve, assim, atingir o pior nível em 32 anos. O total de vendas no próximo ano fiscal deve atingir a marca de 4,297 milhões de unidades.

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Sky finaliza compra da operadora de MMDS ITSA

A operadora de DTH Sky formalizou nesta terça-feira, 24/03, a compra da operadora de MMDS ITSA (Mais TV, antiga TV Filme). A operação vinha sendo negociada desde março de 2008 e foi aprovada pela Anatel em novembro. Desde então, a ITSA passava por um processo de auditoria. A ITSA tem 12 licenças de MMDS, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Belém, Goiânia, Vitória, Campina Grande/PB, Porto Velho/RO, Uberaba/MG, Caruaru/PE, Bauru, Franca e Presidente Prudente (todas no interior paulista). Cada outorga tem uma cobertura de pelo menos 35 km, o que estende o serviço às respectivas regiões conurbadas. A Sky não informa quais os seus planos para os cerca de 40 mil assinantes da ITSA. Mas, segundo já havia informado este noticiário, a estratégia envolve a complementação dos serviços via satélite da Sky com a possibilidade de acesso banda larga por meio das frequências de MMDS. A ITSA, aliás, foi a primeira operadora do Brasil a oferecer acesso banda larga, ainda em 1997, por meio do serviço LinkExpress. Os valores pagos pela Sky pelas licenças da ITSA não são públicos, mas segundo apurou este noticiário em junho do ano passado, a conta é complexa porque envolveu a dívida da operadora de MMDS. Estima-se que esta dívida estivesse em torno de US$ 90 milhões, sobre os quais deve ter havido um desconto entre 60% e 70% concedidos pelos credores. As estimativas de analistas de mercado são de que a operação possa ter ficado na casa de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil por assinante. Vale lembrar que a ITSA ainda não iniciou o processo de digitalização de sua rede e que ainda não existe clareza sobre o ambiente regulatório que permitirá às empresas de MMDS a oferta de serviços com tecnologia WiMax. A Sky é a maior operadora de DTH do Brasil, com cerca de 2 milhões de assinantes.

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