O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução - Capítulo 4 – Depoimentos de testemunhas
O portal Cartel Brasileiro já escreveu os primeiros três capítulos sobre “O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução”. Os capítulos foram “O Crime”, o “Registro da ocorrência do crime” e “Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento”. Esses capítulos poderão ser lidos novamente no portal Cartel Brasileiro no link “O Caso Mário Gabardo”. O quarto capítulo denominamos de “Depoimentos das testemunhas”. Para que se pudesse entender o que aconteceu naquela noite, era preciso ler todo o “Volume 1 A” do processo do inquérito policial. Foram lidas exatamente 200 páginas. A 2a. Delegacia de Policia Civil de Canoas coletou diversos depoimentos. Uma das testemunhas, Valter Leandro dos Santos Elsner, estava na noite do assassinato postado exatamente na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venâncio Aires. Valter Leandro viu o carro do empresário Mário Gabardo dobrar a rua Tomé de Souza, vindo da rua Venâncio Aires. Ele é a última pessoa que se comunicou (por um aceno de mão) com Mário Gabardo. A testemunha Valter Leandro trabalha na Galeteria Piato Belo, que fica na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venância Aires. Exerce ali as funções de manobrista dos veículos de clientes desse restaurante. Valter Leandro viu o carro que perseguia o Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo. Ele declarou na Policia Civil que foi um Ford KA, de cor prata, que dobrou a esquina onde trabalha. Ele notou que esse Ford KA prata estava seguindo o veículo de Mário. Valter Leandro chegou a cumprimentar o empresário naquela noite, pois o conhecia. Envolvido na sua atividade, acabou em frações de segundos desviando a sua atenção para o trabalho. Em instantes ouviu um disparo de arma de fogo, um tiro. Olhou para a direção desse disparo e viu o Peugeot 307 de Mário Gabardo dar a marcha-a-ré. Valter Leandro confirmou que o carro de Mário estava com a sua frente apontada para o portão da garagem da casa de número 258 da rua Tomé de Souza, local onde seria realizado o churrasco de confraternização. Esse manobrista viu após o tiro, que o carro de Mário Gabardo saiu em disparada pela rua Tomé de Souza em direção a rua Conde de Porto Alegre e que estava sendo seguido pelo Ford KA prata. Essa é a primeira testemunha importante do assassinato de Mário Gabardo. Valter Leandro faz prova de que os assassinos seguiam o carro do empresário Mário Gabardo, pelo menos desde a rua Venâncio Aires. Declara que o Ford KA prata perseguiu o carro do empresário Mário Gabardo pela rua Tomé de Souza até a esquina da rua Conde de Porto Alegre, quando dobraram a esquerda em direção a rua da Figueira. Essa perseguição ao veículo Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo não é comum em tentativas frustradas de um “assalto a mão armada”. E muito menos ainda, quando o carro do empresário é perseguido pelo veículo dos assassinos, por mais de duas quadras. Isso não é comum em assaltos. Mais estranho ainda é que após essa perseguição, quando do acidente do Peugeot 307 com uma árvore na esquina da rua Conde de Porto Alegre com a rua da Figueira, o veículo Ford KA prata, parou junto ao carro acidentado, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro e se puseram em fuga. Isso aponta para fortes indícios de execução. Uma outra testemunha, Sergio Natalicio Carvalho, morador na rua FAB (Força Aérea Brasileira), indica a característica do veículo dos assassinos, diz que era um Ford KA de cor prata. Que esse veículo desceu de marcha-a-ré a rua Conde de Porto Alegre, ocasião que fez uma manobra e saiu pela rua FAB em direção a BR 116 (rota de fuga do veículo dos assassinos). Não há qualquer dúvida mais sobre esse carro Ford KA prata. Também se pode confirmar que ocorreu uma perseguição ao veículo do empresário Mário Gabardo. Essa rua FAB fica abaixo da rua da Figueira, em paralelo, muito próximo do local do acidente do Peugeot 307 de Mário Gabardo que ocorreu na rua Conde de Porto Alegre. Um casal de namorados que pretendia jantar no restaurante Galeteria Piato Belo viu o que aconteceu na noite de 29 de setembro de 2005. Ana Letícia de Mesquita em seu depoimento a 2a. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, conta que estava de aniversário naquele dia e que com o namorado pretendiam jantar a noite na Galeteria Piato Belo. De dentro do carro do namorado, Ana Letícia viu na rua Tomé de Souza que o carro de Mário Gabardo parou em frente a casa de número 258 e que logo em seguida freou o veículo Ford KA. Essa testemunha também viu as características do veículo dos assassinos. Ana Leticia viu que do Ford KA desceu um “rapaz alto, com cerca de 1,80 de altura, magro, de cor branca, vestindo moletom, calça escura (parecia jeans) e boné”. Declarou que esse “rapaz” desceu do Ford KA, de cor prata, com uma arma de cano longo. Que esse assassino ao se dirigir para o veículo de Mário gritava: “Desce do carro, desce do carro”. Ana Letícia ouviu o barulho de dois tiros. Cabe relatar que o veículo em que se encontrava apontava a sua frente para o carro do Mário e dos assassinos. Ela tinha uma visão privilegiada. Mas quando ouviu o primeiro tiro, Ana Letícia se abaixou dentro do carro. A seguir Ana Letícia ouviu o segundo tiro. Essa testemunha conseguiu memorizar as características do carro dos assassinos. Um Ford KA todo prateado, com película, com aerofólio prata, um carro incrementado. Ana Letícia e o namorado comunicaram por telefone a Brigada Militar, via o número 190. No outro dia é que Ana e o namorado ficaram sabendo que Mário Sérgio Gabardo tinha sido assassinado. Até aqui se tem confirmado que Mário Sérgio Gabardo sofreu um tiro certeiro, pelas costas, que teria sido o segundo disparado por meio de um revólver calibre 38 de cano longo, que esse projétil acabou com a vida do jovem empresário, que ocorreu uma perseguição com muitos outros tiros, que o assassino foi “conferir” a vítima baleada, e que o veículo Ford Ka prata, todo prata, com película, aerofólio prata, e incrementado com acessórios foi utilizado no crime.
comentou em 30/07/2009 as 2:26
A nossa SJS é uma verdadeira vergonha!!!!!!!!!!
SÉRGIO