Os depoimentos de testemunhas dos fatos que envolvem a morte do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, conduzem para um único veículo usado pelos assassinos. Como já comentamos essas testemunhas dizem tratar-se de um Ford KA, de cor prata, com acessórios. Documentos acostados nos autos do processo 008/2.06.0014069-0, volume 1 A, referente ao Inquérito Policia 2826/05, da 2a. Delegacia de Policia de Canoas, revelam o andamento da investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. O crime ocorreu em 29 de setembro de 2005 e somente em 21 de outubro de 2005 é que a delegada de Polícia Katia Rheinheimer encaminhou ofício ao diretor do Serviço de Comunicações – SECON/DETEL, em Porto Alegre, requerendo a informação de “algum alerta” na rede de rádio sobre o “furto ou roubo” de um automóvel modelo FORD KA de cor prata ou branco, no período de 26/09/2005 a 29/09/2005. Até essa data de 21 de outubro de 2005, a Policia Civil ainda não havia localizado o veículo dos assassinos de Mário Sérgio Gabardo. O que se conhece na esfera policial é que o veículo usado em crimes são a seguir abandonados pelos criminosos. Não foi o caso no assassinato de Mário Sérgio Gabardo. Vinte e dois (22) dias após o crime é que a Polícia Civil do Rio Grande do Sul foi questionar o serviço de Comunicações para saber se existia a ocorrência de furto ou roubo de um Ford KA prata. Esse documento da 2a. Delegacia de Policia Civil de Canoas foi protocolado em 24/10/2005 no Serviço de Comunicações, somente três dias após ter sido redigido (a data é de 21/10/2005). Um segundo ofício foi expedido em 25/10/2005 pela 2a. Delegacia de Policia Civil para a Delegacia de Pronto Atendimento em São Leopoldo, município esse  próximo a Canoas, requerendo a informação de ocorrência de “furto ou roubo” de uma automóvel Ford KA, após as 18h de 29/09/2005. Em 1o. de novembro de 2005 a inspetora Lorena Maria  L. Klain, firma uma documento onde declara que em 29/09/2005 foi registrado um roubo de um carro Ford KA e tomado o depoimento de Ligia Maria Michel, proprietária do veículo, conforme o boletim de ocorrência no. 11075/2005/1000911. A pessoa de Ligia Maria Michel, proprietária do veículo Ford KA cor prata, placa IMM-9933 declarou que na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h sofreu um assalto na cidade de São Leopoldo. O local do assalto fica a uma quadra de distância da 1a. Delegacia de Polícia de São Leopoldo. Dois indivíduos em uma motocicleta encostaram no automóvel Ford KA prata de Ligia Maria, o qual estava parado na rua Medianeira, em frente ao no. 130, e anunciaram as seguintes palavras: “Isso é um assalto”. O caroneiro da motocicleta desceu com uma arma na mão, de capacete, tomou a chave do Ford KA, entrou no veículo de Lígia Maria, deu a partida e fugiu do local no carro. Esse assaltante, era loiro,  media cerca de 1,70 de altura, magro, usava um casaco de couro preto e portava uma pistola cromada. Um detalhe aqui. Pelas palavras de Ligia Maria o bandido anunciou a que se propunha naquela noite. “Isso é um assalto”. Essa vítima de assalto, sob grave ameaça, em nenhum momento levou dois tiros, ou um projétil pelas costas. Bem diferente do que ocorreu na noite do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo, quando o criminoso disse “desce do carro, desce do carro” e em ato imediato, segurando a arma do crime (um revólver calibre 38), com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, acaba disparando dois tiros em sua vítima. A distância entre as cidades de Canoas e São Leopoldo, e os horários das duas ocorrências, do roubo do Ford KA prata e do assassinato do empresário, poderiam sinalizar que esse carro estivesse envolvido na morte de Mário Sérgio Gabardo. Em 30 de novembro de 2005, isso depois de já ter a Polícia Civil ouvido a Ligia Maria Michel, proprietária do automóvel Ford KA prata IMM-9933, foi novamente contatada para esclarecer se o seu carro tinha acessórios como rodas esportivas, película nos vidros, aerofólio traseiro e pará-choques prata. Ligia Maria negou que o seu Ford KA , IMM-9933 tivesse esses equipamentos. Esse automóvel Ford KA prata, placa IMM-9933 não foi periciado, fotografado e apresentado as testemunhas do crime do empresário Mario Sérgio Gabardo. O veículo foi descartado do envolvimento no assassinato de Mário Sérgio Gabardo, em 29 de setembro de 2005. O leitor pode acessar todos os capítulos anteriores (1,2,3 e 4) no link “O Caso Mário Gabardo” no portal Cartel Brasileiro.

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