Artigos de março, 2009

Montadora Volks convoca 7 mil trabalhadores para hora extra

A montadora Volkswagen convocou 7 mil trabalhadores da linha de produção da unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para trabalhar no próximo sábado, com exceção da linha de motor e câmbio. A informação é do Sindicato dos metalúrgicos do ABC. Segundo a entidade, a empresa justificou que a convocação para o dia extra de trabalho tem o objetivo de atender o aumento de demanda de produção. Os funcionários trabalharão em três turnos. A Volks tem 12 mil funcionários no total, dos quais 7 mil na linha de produção. Segundo o coordenador do Comitê Sindical de Empresa (CSE) da Volks, Reinaldo Marques, desde que a empresa voltou das férias coletivas (que acabaram em 16 de janeiro de 2009), os funcionários da produção têm trabalhado todos os sábados. Foram seis sábados no total até agora: três para compensar folgas de fim de ano e três para ajuste de demanda de produção. No fim do ano passado, a empresa anunciou o cancelamento das horas extras por conta da crise financeira internacional. A direção da montadora confirmou que a Volks do Brasil não está incluída no plano de demissão de 16 mil funcionários anunciado pela matriz alemã.

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Montadora chinesa negocia compra da Volvo Cars

A fabricante chinesa de automóveis Geely poderá fazer na próxima semana uma oferta para adquirir a Volvo Cars, que pertence à Ford, informou nesta segunda-feira o site do jornal “The Wall Street Journal”. A publicação informou que, além da Geely, outras duas empresas também estariam interessadas em disputar a fabricante de automóveis. Fontes consultadas pelo jornal asseguraram que o presidente da Geely, Li Shufu, se reuniu em meados de janeiro com altos executivos da Ford para discutir a venda da Volvo Cars, e que outros representantes das duas companhias se encontraram nas últimas semanas para seguir as conversas.

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Exército da Colômbia mata mais um chefe das Farc

O exército colombiano matou no domingo mais um chefe das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína), José de Jesús Guzmán, de 59 anos, conhecido como Gaitán e Arnovis Guevara. Comandante da Frente Antonio Nariño, que atua na região central da Colômbia, ele foi morto durante um confronto que levou à detenção de outra guerrilheira e à apreensão de armas. Na operação, “as forças especiais da 5ª Divisão do Exército apreenderam cinco fuzis, uma metralhadora M-60, munição e equipamento de comunicação”, acrescentou o Exército. Segundo as autoridades militares, Gaitán participou de numerosos ataques, entre eles o de junho de 2005 à base militar de Teteyé, em Puerto Asís, no departamento de Putumayo, onde 25 soldados foram assassinados. Também foi ele quem ordenou e executou, segundo o Exército, explosões em numerosas instalações e empresas, como o atentado de setembro de 2008 contra os supermercados Carrefour de Bogotá. Na sexta-feira, outra operação do Exército colombiano matou dez membros das Farc e prendeu outros 11, entre eles o conhecido como Negro Antonio.

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Força Nacional de Segurança terá grupo especial para combater os crimes ambientais no Brasil

Os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinaram ontem portaria que cria o Comitê Interministerial de Combate aos Crimes Ambientais. A chamada Guarda Nacional Ambiental deve contar com mais 350 homens até o fim do ano. Cinquenta homens da Força Nacional de Segurança (FNS) começaram nesta segunda-feira o treinamento especial para atuação específica na repressão a crimes ambientais. A partir de agora, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal (PF) poderão convocar o auxílio da FNS em ações de combate a crimes ambientais. Minc comparou a parceria entre o Meio Ambiente e a Justiça no combate aos crimes ambientais a um “Copom (Comitê de Política Monetária) do desmatamento”, em referência ao comitê do Banco Central que define a política monetária. Na avaliação do ministro, os criminosos ambientais ainda precisam “sentir a mão pesada” da Justiça, do Ibama e da PF.

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Amostra de plutônio usada em bombas do Projeto Manhattan é encontrada em aterro de lixo radioativo

O Projeto Manhattan é o codinome do plano secreto dos Estados Unidos para desenvolver bombas atômicas para uso bélico e representa a designação mais ampla para as pessoas, locais e recursos envolvidos na pesquisa atômica durante a Segunda Guerra Mundial. Investigadores norte-americanos anunciaram ter encontrado, num depósito de lixo radioativo, aquela que é a mais antiga amostra de plutônio produzido num reator nuclear com vista à fabricação de armas nucleares. A amostra, contida numa simples garrafa de vidro, constitui uma “relíquia” do Projeto Manhattan, desenvolvido durante a II Guerra Mundial e que culminou os bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki. A garrafa foi encontrada por pessoal responsável pela limpeza de um aterro em Hanford, no estado de Washington (Costa Oeste), onde funcionou aquela que foi a primeira unidade mundial de produção de plutônio, a partir do reprocessamento de combustível usado em centrais nucleares. A garrafa, que estava dentro de um cofre enterrado no local, continha um “líquido pastoso branco” e análises posteriores vieram confirmar que se tratava de plutônio processado naquela unidade em 1944, a partir de urânio usado num reator experimental no Tennessee, em funcionamento desde o ano anterior, ao abrigo do Projeto Manhattan. Segundo os investigadores, parte deste plutônio foi usado no Trinity, o primeiro ensaio de uma arma nuclear, realizado a 16 de junho de 1945, e na bomba atômica lançada sobre a cidade japonesa de Nagasaki, dois meses depois. Os investigadores afirmam que mais do que o valor histórico do achado, a “arqueologia nuclear” que lhes permitiu identificar esta amostra será útil no avanço das técnicas forenses usadas para localizar a origem de materiais nucleares.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 2 – Registro da ocorrência do crime

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Processos do inquérito policial e da Polícia Federal totalizam 7 volumes

Na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, órgão da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, às 22h54min de 29 de setembro de 2005, Giovane Pereira Torrada comunicou à autoridade policial o crime contra o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Serviu de testemunha Wilmar Afonso Walker. Essa comunicação de ocorrência na Polícia Civil levou o número 5021/05 e se deu exatamente 41 minutos após a declaração da morte de Mário Sérgio Gabardo. No Boletim de Ocorrência (B.O.) consta que a morte desse jovem teria ocorrida às 23h. O carro do empresário assassinado, um Peugeot 307, foi apreendido pelo comunicante Giovane Pereira Torrada e imediatamente recolhido para o depósito Arnoldo, bairro Fátima, em Canoas, às 23 horas de 29/09/2005, conforme Ficha de Ordem de Serviço número 15517 da empresa Arnoldo Guinchos. O automóvel acidentado, peça importante para a investigação de um crime de morte, foi removido quase que imediatamente para um grande estacionamento oficial de carros, sem nenhum cuidado, sem que tivesse sido preservado o local para a perícia que o caso exigia. Uma brutal falha. Mário Sérgio Gabardo foi declarado morto às 22h15min de 29 de setembro de 2005, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, Rio Grande do Sul, conforme a Certidão de Óbito número 154335, de 30/09/2005, do Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais da 4ª. Zona de Porto Alegre (RS), tendo por causa morte, violenta hemorragia interna consecutiva a ferimento no pulmão esquerdo e coração por projétil de arma de fogo.

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Portaria instaura o inquérito policial

No dia seguinte ao crime, ou seja, na data de 30 de setembro de 2005, ao amanhecer do dia, no começo do expediente na 2ª Delegacia de Polícia Civil, foi formalmente instaurado o inquérito policial, pelo delegado Marcínio Tavares Neto, “tomando-se as providências cabíveis à elucidação dos fatos”. Ainda nesse dia de 30 de setembro de 2005, uma sexta-feira, o escrivão Marcelo Edmundo Dias, da Polícia Civil, lotado na 2ª Delegacia de Canoas, faz o relatório de investigações referente à Comunicação de Ocorrência número 5021/05. Disse Marcelo Edmundo Dias no seu relatório: que “acerca da preservação do local do crime”, esse não havia sido resguardado e que o veículo utilizado pela vítima havia sido removido do local, o que “impossibilitou a solicitação do comparecimento do pessoal do IGP (Instituto Geral de Perícias)”. É inacreditável! Alguém deu a ordem para a remoção do automóvel de Mário Sérgio do local do seu assassinato, menos de 45 minutos após a declaração de sua morte, e no dia seguinte a Polícia Civil diz em relatório que isso “impossibilitou a solicitação do comparecimento do pessoal do IGP”? Em outras palavras, as autoridades policiais na noite do crime contra Mário Sérgio Gabardo deixaram de preservar o local onde o jovem empresário foi baleado (rua Tomé de Souza em frente ao no. 258), o trajeto em que se deu a perseguição do veículo da vítima pelo veículo dos criminosos (rua Tomé de Souza e rua Conde de Porto Alegre) e que se ouviu três disparos de arma de fogo e outros mais a seguir (ditos por testemunha), e por derradeiro o local da batida do Peugeot 307 contra a árvore na rua Conde de Porto Alegre esquina com a rua da Figueira e a rota da fuga pela rua FAB (Força Aérea Brasileira). Uma monumental falha, inaceitável para a elucidação desse crime. O delegado Marcínio Tavares Neto requereu a seguir ao diretor da 2ª Delegacia de Polícia da Região Metropolitana, nesse mesmo dia 30 de setembro de 2005, a “ampla divulgação a todas as delegacias da região metropolitana do envolvimento de um automóvel Ford KA, de cor prata, usado pelos delinqüentes” e que seja informado imediatamente “quaisquer ocorrências envolvendo veículo com essas características”. A essa altura, o carro dos assassinos do jovem Mário Sérgio Gabardo já deveria estar muito distante do local do crime. Como é muito comum nos inquéritos na Polícia Civil do Rio Grande do Sul, para alguém tem de sobrar o trabalho de campo.

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Relatório da inspetora Lorena

Sobrou para a inspetora Lorena M. Lauermann Klain, da 2ª Delegacia de Polícia, em Canoas. Foi ela quem foi examinar a cena do crime, com o objetivo de colher indícios que auxiliassem na elucidação do atentado que culminou com o assassinato de Mário Sérgio Gabardo. Quem trabalha nesses inquéritos, em geral, são inspetores e inspetoras, são eles os que mais conhecem dos inquéritos e dos crimes investigados. Lorena Klain empreendeu diligências nas proximidades do local onde ocorreu o acidente e identificou cinco testemunhas. Ela ainda circulou pelas ruas Tomé de Souza, Conde de Porto Alegre, rua da Figueira e Venâncio Aires, à procura de estojos ou projéteis de arma de fogo. Mas nada foi encontrado. Isso permite uma primeira conclusão certa: a arma utilizada para assassinar Mário Sérgio Gabardo não tinha sido uma pistola, porque essas armas ejetam as cápsulas dos projéteis disparados. Mas, inacreditavelmente, os policiais que foram examinar a cena do crime esqueceram de percorrer a rua FAB (Força Aérea Brasileira), via pública por onde se deu a fuga do veículo dos criminosos. Outro detalhe apurado na cena do crime no dia posterior e que consta no relatório, é citado pela inspetora Lorena. Disse ela que defronte ao imóvel de número 264, casa lindeira à de número 258 (local onde seria realizado o churrasco) e onde parou o Peugeot 307 de Mário, foi encontrado “vidro estilhaçado”, e que “poderia ser do veículo da vítima”. Ora, esse vidro estilhaçado só poderia ser do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Haja visto que o vidro da porta lateral esquerda traseira foi fraturado pelo projétil de arma de fogo. Nesse caso, os fragmentos de vidro estilhaçados que estavam na frente da casa de número 264 da rua Tomé de Souza teria sido ocasionado pelo segundo tiro desferido pelo assassino, provavelmente o tiro que matou o jovem empresário. Não há registro nesse relato do inquérito policial dizendo que a autoridade policial tenha recolhido os fragmentos de “vidro estilhaçado” para a posterior perícia e confrontação com os pedaços que permaneceram no interior do Peugeot 307 do empresário assassinado. Desde o primeiríssimo momento da comunicação do crime na delegacia de Polícia Civil, tudo o que se tem é uma coleção de fatos sobre como não se deve investigar um crime. Sabe-se que na noite do crime, conforme declarou posteriormente uma testemunha, ocorreram dois tiros disparados na rua Tomé de Souza. Um disparo de projétil de arma de fogo não alvejou o empresário e nem o automóvel Peugeot 307. Tudo indica que o segundo tiro foi o que acertou a vítima, quando esse engatou a ré no Peugeot 307 e o colocou em marcha a frente (o câmbio do veículo é automático) na rua Tomé de Souza sentido rua Conde de Porto Alegre. Tal afirmação se procede quando se identificou vidro estraçalhado em frente a casa de número 264, imóvel esse que fica ao lado da residência de número 258 onde o jovem empresário havia apontado a frente de seu veículo para a garagem, visando ingressar no interior do imóvel. A inspetora Lorena diz ainda em seu relatório que “compareceram no Hospital N. S. das Graças na busca das roupas da vítima” e que nesse local foram informados que já tinham sido “descartadas”. Mas, como assim? O lixo hospitalar (resíduos de serviços de saúde) é retirado do estabelecimento no dia seguinte ao turno da noite. As roupas que vestiam a vítima, na data de 29 de setembro de 2005, certamente ficaram perdidas dentro do hospital de Canoas. Seria necessário fazer uma busca para identificar onde foram descartadas as roupas de Mário Sérgio. As autoridades de segurança pública em Canoas não cuidaram para que fossem preservadas as vestes do jovem assassinado Mário Sérgio Gabardo. O inquérito da Polícia Civil e o processo de investigação da Policia Federal somam sete volumes. Estamos apenas nas primeiras páginas do Volume-1A do inquérito policial e identificamos sucessivos erros no andamento da investigação do crime que acabou com a vida do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Poderíamos nesse momento nos questionar: 1) Porque razão o assassino do empresário fez dois disparos com arma posicionada com as duas mãos? Um tiro disparado por esse assassino foi mortal. O crime tratado como assalto, em tese, teve perseguição ao carro da vítima por duas quadras. 2) Porque os criminosos perseguiram a vítima após um tiro certeiro? 3) Porque no final dessa perseguição, após a colisão do carro da vítima com a árvore, o assassino autor do tiro desceu de seu veículo para observar o empresário desfalecido ao volante do Peugeot 307?

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Empresário que teve filho covardemente assassinado busca por justiça há quase 4 anos

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Sergio Gabardo luta há quase 4 anos pela identificação e captura dos assassinos de seu único filho

O empresário Sérgio Mário Gabardo tem por rotina, sempre no final de cada mês, a remessa de emails as autoridades de segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul, onde cobra a elucidação do assassinato de seu filho Mário Sergio Gabardo. Há uma forte esperança de que um dia os assassinos do jovem Mário vão ser identificados e punidos pela Justiça. Sergio viu seu único filho morrer em 29 de setembro de 2005 e até hoje luta para esclarecer os fatos e encontrar os criminosos. Esse crime não é insolúvel. Sergio diz em seu email de 28/02/2009 que: “Mais um dia 29 se aproxima. Estamos nesse mês de fevereiro, que tem 28 dias eu sei, mas em minha memória sempre haverá o dia 29. Seja como for, é mais um mês que passa sem a elucidação do assassinato do meu filho Mário, permitindo que os assassinos continuem livres, quem sabe, se vangloriando de seu feito e acreditando que o crime foi tão bem planejado e arquitetado que ninguém jamais saberá quem o praticou. Mas o universo sabe quem fez assim como os motivos. [Leia mais]

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