O Tribunal de Justiça do Espírito Santo exonerou 69 servidores em cargos comissionados que tinham relação de parentesco de até terceiro grau com magistrados no Estado. As exonerações ocorreram nos meses subsequentes a Operação Naufrágio, da Polícia Federal, que prendeu, em dezembro de 2008, três desembargadores por suspeita de venda de sentenças e nepotismo. Ao todo, foram identificados 69 funcionários em cargos comissionados que eram parentes de juízes e desembargadores em todo o Poder Judiciário. Os servidores que já exerciam o cargo em comissão antes de seus parentes assumirem o cargo de juiz e desembargador permaneceram na vaga. Os 69 exonerados já voltaram para seus cargos de origem. As dispensas dos comissionados fazem parte de um pacote de medidas administrativas adotadas depois da Operação Naufrágio. Um balanço das medidas foi anunciado ontem. O TJ abriu procedimentos administrativos contra três desembargadores e dois juízes investigados pela operação, que podem sofrer sanções que variam desde advertência até aposentadoria compulsória. Os três desembargadores presos em 9 de dezembro de 2008, Frederico Pimentel (ex-presidente do TJ), Elpídio José Duque e Josenider Varejão, foram soltos depois de quatro dias, após prestarem depoimento na Polícia Federal. Os juízes Frederico Luís Pimentel, preso na operação, e Larissa Sarcinelli Pimentel também foram afastados de suas funções e respondem a procedimento administrativo. O inquérito da operação está no STJ (Superior Tribunal de Justiça), de relatoria da ministra Laurita Vaz, sob segredo de Justiça.