Dos 503 pedidos de patentes de células a combustível apresentados no Brasil de 1996 a 2005,apenas 5,2% são de brasileiros. É o que revela estudo feito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão vinculado ao Ministério do Desenvovimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), sobre o patenteamento de tecnologias ligadas a células a combustível. As células são de hidrogênio e geram energia. Nos últimos anos, elas vêm ganhando espaço entre as fontes alternativas de energia. A célula a combustível representa uma alternativa ao combustível sólido mais usado no mundo, o petróleo, que é muito poluente e finito, explica Luciana Goulart de Oliveira, uma das três pesquisadoras do Inpi responsáveis pela pesquisa. A pesquisadora lembra que o hidrogênio que vem da água, é encontrado em volume suficiente no mundo e não polui. Por isso, ela considera a tecnologia “bastante agradável do ponto de vista ambiental. De acordo com Luciana, os Estados Unidos lideram o rankingde países que buscam proteção para suas invenções no Brasil, respondendo por 49,8% dos pedidos de patente de células a combustível. Em seguida, vem a Alemanha, com 15,9%. Do total de pedidos apresentados, a maior parte (87,1%) é de empresas privadas. O restante é distribuído entre pessoas físicas (6%), universidades privadas (2,4%), instituições de pesquisa públicas e privadas (1,3%), empresas públicas (1,1%) e universidades públicas (0,7%). A pesquisadora destacou que dos 21 pedidos feitos por brasileiros, referentes a tecnologias de células a combustível,a maioria é de instituições e empresas públicas. O resultado reitera o que o Inpi já havia constatado:as empresas privadas brasileiras patenteiam muito menos do que deveriam. Quem realmente investe em pesquisa é o setor público. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnene) lidera o ranking pantentes no país, com seis pedidos, seguida do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com quatro.