Artigos de abril, 2009

Março tem alta de 18% no mercado de automóveis

Em março foram comercializados 260.971 automóveis de passeio e comerciais leves, um número 18,2% superior em relação ao mesmo mês do ano passado e 36,4% a mais do que em fevereiro de 2009. Segundo melhor mês da história da indústria automobilística nacional, março só perde para julho do ano passado, quando foram vendidas 272.934 unidades. Os dados são da agência AutoInforme. No trimestre o crescimento foi de 4% em relação a 2008, com 642.062 unidades comercializadas. As vendas diárias de março foram de 11.862 carros, crescimento de 7,4% em relação a março de 2008 e 17,8% a mais do que o mês anterior. Se comparado com julho de 2008, mês recorde histórico de emplacamentos, as vendas diárias são quase as mesmas. Naquele mês a média foi de 11.867 unidades vendidas diariamente, ou seja, apenas cinco carros a mais por dia. Após ter a liderança ameaçada, a Fiat se recuperou e liderou as vendas do mês, com 64.481 carros vendidos, ficando com 24,7% de participação. A Volkswagen continua na disputa e vendeu 64.110 unidades, fechando o mês com 24,6% de participação no mercado. A Chevrolet vem em terceiro, com 49.401, seguida pela Ford, com 29.325. A Honda é a quinta colocada, com 11.271 vendas, seguida por Toyota, com 8.609, e Renault, com 8.164. No acumulado do ano a Fiat conseguiu abrir um pouco mais a vantagem sobre a Volks. Isto pode confirmar que a empresa italiana realmente calculou mal os efeitos da crise, deixando de abastecer o mercado nos dois primeiros meses do ano, quando perdeu a liderança. No trimestre a Fiat aparece em primeiro, com 152.782 carros e comerciais leves vendidos. Em segundo está a VW, com 151.739, e em terceiro aparece a GM com 123.326.

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Vendas nos EUA caem 36,8% em março

Na última quarta-feira foram divulgados os dados nada animadores de desempenho em vendas da indústria automobilística norte-americana. Na média geral, a queda em março foi de 36,8% em relação ao ano passado, sendo que a GM registrou queda de 44,7% e a Ford comercializou 42,1% a menos. Apesar disso, o resultado foi melhor que o registrado em fevereiro, pior mês em volume de vendas em 27 anos, quando 9,1 milhões de carros ganharam as ruas. No terceiro mês deste ano, 9,3 milhões de unidades deixaram as concessionárias norte-americanas. Apesar do cenário, a economista da Ford, Kelly Kolinski Morris, acha que “é muito cedo para dizer que as vendas estão se recuperando. Várias incertezas ainda se fazem presentes e o risco de re-estruturação das fabricantes é outra coisa que deve ser levada em conta”. Dentre as empresas que menos perderam vendas encontram-se Subaru (-2,6%), Suzuki (-24,1%) e BMW (- 22,9%). Com os números em mãos, o presidente da BMW para América do Norte, Jim ODonnell, declarou que “a perda não foi tão grande quanto esperava”.

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Mudança no limite de empréstimo consignado para aposentados entra em vigor

Começa a valer nesta quinta-feira a mudança nas regras dos empréstimos com desconto em folha para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O beneficiário do INSS poderá voltar a comprometer até 30% da sua renda com empréstimos com desconto em folha. O limite é o mesmo que estava em vigor até maio do ano passado, quando o Conselho Nacional de Previdência Social dividiu o percentual em duas partes: 20% para empréstimos consignados e 10% para uso no cartão de crédito consignado. Agora, o aposentado poderá escolher entre usar todo o seu limite com empréstimos, que tem juros menores, ou se prefere usar parte dele com o cartão de crédito consignado. A medida tem como objetivo aumentar a oferta de crédito em um momento em que a economia está em desaceleração. Não houve alteração no teto para as taxas de juros, que foi mantido em 2,5% ao mês (empréstimos) e 3,5% ao mês (cartão de crédito). O número máximo de parcelas continua em 60 meses. Os empréstimos consignados, considerando INSS, servidores e setor privado, representam mais da metade do volume total no crédito pessoal no país. Quando reduziu o limite, o governo temia um aquecimento excessivo da economia. Agora, a Previdência avalia que é preciso “preservar o consumo privado” para sustentar o crescimento da economia, que está em desaceleração. Segundo dados do Banco Central, o crédito consignado teve um crescimento de 20% nos 12 meses encerrados em janeiro deste ano. No começo de 2008, o consignado crescia a taxas anuais de 35%.

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