A crise econômica reduziu o movimento de fusões e aquisições que passam pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça. No primeiro trimestre, chegaram apenas 92 negócios para julgamento do Cade. Isso representa uma redução de 33% com relação ao primeiro trimestre de 2008, quando o órgão antitruste recebeu 138 fusões e aquisições. A queda foi mais acentuada em fevereiro, quando apenas 17 negócios chegaram ao Cade. Não há registro de um número tão baixo nos 24 meses anteriores. A queda começou em novembro, com uma redução de 25% nas fusões e aquisições com relação ao mesmo mês em 2007. Na ocasião, surgiram apenas 33 novas fusões, ante 44 em novembro de 2007. Em dezembro de 2008 foram apenas 34, diante de 48 um ano antes. Esses números revelam que a crise econômica reverteu uma tendência acentuada de crescimento de fusões e aquisições no Brasil. O ano de 2008 foi recorde no Cade, com 604 negócios notificados. Antes, houve 586 fusões, em 2007, e 418, em 2006. Era, portanto, uma curva clara de crescimento. Agora, será difícil repetir 2008 em número de negócios. O Cade recebe todas as fusões e aquisições que envolvem mais de 20% de participação num determinado setor ou de empresas que faturem mais de R$ 400 milhões anuais. São aprovadas mais de 95% dessas operações.