Um integrante da alta hierarquia da organização terrorista Al Qaeda foi preso no Brasil há cerca de dois meses, segundo fontes do Ministério da Justiça. Ele já foi liberado. A prisão do terrorista foi revelada na coluna de Janio de Freitas, publicada na edição do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira. De acordo com a Polícia Federal, ele foi preso por divulgação de mensagem racista. O nome dele não foi divulgado. A prisão ocorreu em São Paulo em ação de âmbito internacional. Fontes do Ministério da Justiça disseram que o membro da Al Qaeda já foi solto e que ele não deve ser extraditado. Entre os motivos para permitir a permanência dele no Brasil, segundo fontes do ministério, estaria a comprovação de estabilidade no País, como o casamento com uma brasileira. O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, disse que vai encaminhar requerimento de informação à Polícia Federal, GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para que a comissão seja informada da prisão do integrante da Al Qaeda. O deputado teme que o Brasil se transforme numa espécie de “país hospedeiro” de organizações terroristas uma vez que não há legislação específica para enfrentar o problema. “Estamos com uma diplomacia agressiva de aproximação com o mundo árabe. A contrapartida é o país se tornar hospedeiro de organizações terroristas. Eu sei que, antes dele ser preso, ele havia sido seguido aqui. Temos uma ausência clara de comando na questão terrorista”, afirmou o parlamentar.

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