Fracasso da GM com os seus credores levará a companhia a falência
A GM está a um passo de monumental vexame da indústria dos Estados Unidos. Até a meia-noite de ontem, terça-feira (26/05) os credores da GM podiam respaldar a troca promovida pela GM e pelo Departamento do Tesouro o que evitaria a falência da montadora. A recusa dos credores, entre os quais figuram algumas das principais instituições financeiras americanas, como JP Morgan e Citigroup, empurra a companhia definitivamente para um pedido de concordata. O interesse dos credores em converter dívida por ações da GM ficou aquém da quantidade necessária para a empresa satisfazer o requerimento de redução da dívida sob os acordos de empréstimos com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Cabe lembrar que em 14 de maio desse ano, a General Motors informou à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) que se não recebesse ofertas suficientes para converter a dívida por ações, se declarará em falência. O governo americano, que por sinal agora controla cerca de 70% das ações da GM, deu até segunda-feira para que a empresa se reestruture ou entre com um pedido de concordata. Entre as exigências feitas pelo governo à maior montadora americana estavam a redução de suas dívidas, o corte de gastos com mão de obra e o fechamento de fábricas. A GM já recebeu, até o momento, um total de US$ 19 bilhões em empréstimos do governo. A diretoria da companhia GM diz que se reunirá para decidir quais os próximos passos que serão adotados.
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