Diretores das empreiteiras Camargo Correa e Andrade Gutierres são denunciados à Justiça por fraude à licitação e formação de cartel
A Procuradoria da República em São Paulo denunciou à Justiça dois diretores da construtora Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez por formação de cartel, formação de quadrilha e fraude à licitação para a construção do Metrô de Salvador, com base nas investigações da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. As empresas, juntamente com a Siemens, fazem parte do consórcio Metrosal, vencedor da licitação. A denúncia aponta que os acusados foram responsáveis pela “compra” do primeiro lugar da licitação, que seria ocupado pelo consórcio Cigla, pelo valor de cerca de R$ 11 milhões. Além disso, os denunciados teriam firmado um acordo com outras participantes da concorrência pública para a divisão antecipada dos lucros que seriam obtidos com a obra na Bahia, segundo a Procuradoria. Essa foi a segunda denúncia à Justiça originada pela Operação Castelo de Areia. Segundo o Ministério Público Federal, as provas de que a saída da Cigla da licitação foi “comprada” foram encontradas na busca e apreensão realizada na casa de um dos investigados na Castelo de Areia. A Procuradoria afirma que a Cigla havia obtido o primeiro lugar no processo licitatório por meio de um mandado de segurança, mas posteriormente desistiu da ação judicial, o que levou a Metrosal a ganhar a disputa. O pagamento do acerto foi feito por meio de uma falsa operação de compra e venda de caminhões, de acordo com o Ministério Público. A denúncia também aponta que um contrato de gaveta encontrado com Bianchi mostra que, antes da fase de apresentação de propostas da concorrência, a Andrade Gutierrez, a Camargo Corrêa e outras concorrentes na licitação já haviam constituído um “consórcio oculto e ilegal” e que todas fariam parte da execução e se aproveitariam das verbas provenientes da obra em Salvador.
Mais uma vez, eis-me aqui, não para lamentar, mas para registrar novamente o meu mais veemente protesto frente ao descaso das autoridades ditas da segurança pública do Rio Grande do Sul. Neste domingo, dia 29, o brutal assassinato do meu filho Mário (de apenas 20 anos) completa 42 meses. São noites de angústia, aflição e uma imensa saudade. Mário, como vocês sabem, foi assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando chegava para um churrasco de confraternização com um grupo de amigo, colegas de infância.