Artigos da Categoria ‘Economia’

FGV: 87% das indústrias veem dificuldade em investir

A maioria dos empresários ainda sente dificuldade em realizar seus projetos de investimento em 2009. A Sondagem de Investimentos da Indústria, levantamento divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado entre os dias 15 de abril e 29 de maio em um universo de 820 empresas, mostra que 87% do total de empresas pesquisadas apontam algum tipo de dificuldade para realizar investimentos este ano. O porcentual com essa mesma resposta era de 43% em igual período no ano passado. Ainda segundo a FGV, no total de empresas que estão com alguma dificuldade para investir, 50% apontam o cenário incerto da demanda como principal fator inibidor de investimentos. A limitação de recursos vem a seguir, lembrada por 35% das empresas; seguido de perto por carga tributária elevada, citada como obstáculo por 29% das empresas que apontaram alguma dificuldade em investir este ano. Para a fundação, a pesquisa revela que as perspectivas para o investimento produtivo no setor industrial são, este ano, menos favoráveis que as observadas no ano anterior. A FGV informou, em comunicado, que em relação a 2008, na comparação com os investimentos realizados em 2007, as empresas informaram um porcentual médio de crescimento de investimentos da ordem de 16%. Para 2009, as empresas apostam em crescimento de 7,8% em seus investimentos em relação a 2008. Sobre os motivos para investir, a expansão da capacidade produtiva foi apontada por 24% do total das empresas pesquisadas. A FGV revelou ainda que, entre 2008 e 2009, subiu de forma expressiva a fatia de empresas que afirmam estar sem programa de investimento no momento: 26% do total, sendo esse o maior nível desde 2003, quando era de 28%.

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Província argentina bloqueia contas da Petrobras

O governo da província argentina de Santa Fé bloqueou as contas bancárias da Petrobras Energia S.A. na Argentina acusando a empresa de não pagar dívidas tributárias com a administração local no valor de 8,5 milhões de pesos (cerca de R$ 4,4 milhões), entre 2003 e 2009. A medida foi autorizada pela Justiça provincial, atendendo a pedido da Subsecretaria de Ingressos Públicos ligada à Secretaria de Economia do governo de Santa Fé. A medida foi confirmada pelo governador Hermes Binner e pelo administrador provincial de Impostos, Nicolas Ruejas. “A Petrobras foi notificada, mas ainda não respondeu à nossa iniciativa. As dívidas tributárias atrasadas com a província vão de 2003 até hoje”, disse Ruejas. A determinação do embargo foi feita na última sexta-feira, segundo a subsecretária de Ingressos Públicos, Teresa Beren, mas somente nesta terça o caso foi divulgado.

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Agora é oficial, economia brasileira está em recessão

O investimento no Brasil no primeiro trimestre deste ano teve a maior redução desde o início da série histórica do IBGE, em 1996. A marca vale tanto para a comparação com o trimestre anterior (queda de 12,6%) quanto com igual período de 2008 (recuo de 14%). Segundo informou nesta terça-feira o IBGE, a economia brasileira recuou 0,8% na comparação com o quarto trimestre do ano passado e 1,8% contra o primeiro período de 2008. Trata-se da segunda taxa negativa consecutiva do PIB (Produto Interno Bruto) em relação ao período anterior, o que configura um quadro de recessão econômica técnica, a primeira desde 2003. Ao todo, a economia movimentou R$ 684,6 bilhões de janeiro a março. Mas, a taxa acumulada dos últimos 12 meses (encerrados em março, que incorpora meses de antes do estouro da crise econômica mundial) ainda indica alta de 3,1% do PIB em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O setor industrial despencou 9,3% em relação ao primeiro trimestre de 2008. Na comparação com o quarto trimestre, a indústria teve alta de 3,1%, e nos últimos 12 meses, acumula expansão de 0,4%. O setor de serviços registrou incremento de 1,7% frente ao primeiro trimestre de 2008. Em relação ao quarto trimestre, o segmento cresceu 0,8%, e nos últimos 12 meses, tem alta de 3,9%. O setor agropecuário caiu 1,6%, na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2008, a agropecuária teve retração de 0,5%, e nos últimos 12 meses, acumula incremento de 4,3%.

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Justiça do RS condena duas concessionárias Toyota por cobrança de frete em valores superiores aos praticados pelas transportadoras

Em 20 de dezembro de 1999, a União Nacional em Defesa de Consumidores Consorciados e Usuários do Sistema Financeiro (UNICONS) ingressou com uma ação coletiva de reparação de danos a consumidores pela prática de ato ilícito em desfavor de CARHOUSE – Concessionária de Automóveis Toyota e CARWAY – Concessionária de Automóveis Toyota. A presente ação coletiva visa a reparação de danos a clientes pela prática de ato ilícito com eficácia erga omnes – imputa-se às requeridas, empresas do mesmo grupo econômico, prática de atos ilícitos e lesivos à economia popular, representados por cobrança de frete em valores superiores aos praticados pelas transportadoras, quando poderiam apenas repassar os custos do frete, uma vez que não prestam o aludido serviço, diferença agregada no preço final do bem, em manifesta infringência a dispositivos legais. Em 03/06/2009, decorridos quase 10 anos após a data da propositura da ação na Justiça do Rio Grande do Sul, o Juiz de Direito Roberto Carvalho Fraga a JULGOU PROCEDENTE, e condenou às rés, solidariamente, “a devolver os valores cobrados indevidamente e abusivamente de seus clientes, o que excedeu ao custo do frete, e que resultou em lucro ilícito. Tal devolução deverá ser em dobro, como preconizado no parágrafo único do artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. Fixo o prazo de 30 dias para tal devolução, pena de multa diária de R$ 1.000,00 para o consumidor, em não sendo possível a localização de eventuais consumidores deverá haver o depósito em juízo.” A seguir o leitor pode conhecer a íntegra da decisão da Justiça do RS em 1º. Grau. [Leia mais]

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Ex-deputado federal Vittorio Medioli seria o novo dono do jornal tradicional gaúcho Correio do Povo

Vittorio Medioli, ex-deputado federal

Vittorio Medioli, ex-deputado federal

A Revista Voto - veículo de comunicação focado em política e negócios no sul do Brasil - noticiou que o ex-deputado federal por Minas Gerais Vittorio Medioli (PSDB - 1989-2005, PV - 2005), proprietário do grupo SADA (que atua no setor de transporte cegonheiro), seria o novo comprador do jornal tradicional gaúcho Correio do Povo. Os novos compradores do jornal Correio do Povo querem ser um dos maiores grupos de comunicação impressa do país. O Correio do Povo, em fevereiro de 2007 foi vendido pela Empresa Jornalística Caldas Júnior a Rede Record. Naquela oportunidade a aquisição do jornal Correio do Povo incluiu o histórico edifício Hudson (patrimônio histórico localizado no centro de Porto Alegre), sede do veículo de comunicação gaúcho. O jornal Correio do Povo foi fundado em 1º. de outubro de 1895, pelo jornalista Antônio Vieira Caldas Júnior, sendo um dos jornais mais antigos em circulação no Rio Grande do Sul. Deixou de circular somente em 1984 por dificuldades financeiras, mas voltou ao mercado dois anos depois, ao ser adquirido pelo empresário Renato Ribeiro. O ex-deputado federal Vittorio Medioli é proprietário dos jornais O Tempo, Pampulha, o tablóide Super Notícia, o semanário O Tempo Uberlândia, de distribuição gratuita, em parceria com a Uberlândia Agora, e a versão mineira do Primeiramão. A Revista Voto diz que a Editora Sempre, que tem por presidente o ex-deputado federal Vittorio Medioli, confirmou por meio do diretor executivo Teodomiro Braga  que, de fato, “chegou a haver contatos que não prosperaram” e assegura não ter ocorrido a assinatura de contrato. A Revista Voto diz que continua afirmando o que tem publicado.

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Casa Branca confirma que GM pedirá concordata nesta segunda-feira

A Casa Branca confirmou neste domingo, 31, que a General Motors (GM) vai entrar com pedido de concordata nesta segunda por não ter conseguido suficiente apoio de seus credores para eliminar 90% de sua dívida não assegurada, avaliada em US$ 27,2 bilhões. O governo americano dará à fabricante de automóveis US$ 30,1 bilhões para se reestruturar e que a GM utilizará a seção 363 da Lei de Quebra para terminar sua reorganização. O presidente americano, Barack Obama, deve explicar a decisão. A administração Obama calcula que a GM permaneça em situação de quebra “entre 60 e 90 dias” e acrescentou que não será tão rápido como com a Chrysler porque é mais complicada, mas que o processo seguirá as mesmas linhas que o acontecido com o terceiro fabricante americano de automóveis. O processo também resultará no fechamento de onze fábricas da montadora. O Tesouro americano “não tem planos” para proporcionar mais ajuda financeira a General Motors além da nova injeção de capital de US$ 30,1 bilhões.

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Juiz de falências aprova venda da Chrysler para Fiat

Um juiz de falências americano aprovou na noite deste domingo a venda da montadora Chryslyer para a italiana Fiat, segundo informações divulgadas hoje. A decisão abre caminho para que a Chrysler saia do regime de concordata, um mês depois do anúncio da medida. Após três dias de audiências, incluindo 12 horas dedicadas na sexta-feira a ouvir todas as partes envolvidas, o juiz de Nova York responsável pelo caso, Arthur Gonzalez, aprovou o plano de reestruturação apresentado pela terceira maior montadora americana e respaldado pelas autoridades. O plano prevê a criação de uma “nova” Chrysler, denonimada “New Co”, que será controlada por um consórcio no qual a Fiat tem 20% e se reserva uma opção para aumentar a participação a 35%. Um fundo administrado pelo sindicato UAW tem 68% da sociedade e 12% estão nas mãos dos governos americano e canadense. Os credores da Chrysler receberão US$ 2 bilhões, o que representa uma redução de dois terços da dívida do grupo. O juiz rejeitou as objeções das diferentes partes, concessionárias, fabricantes de autopeças e credores, que durante as audiências manifestaram contrariedade ao plano.

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Funcionários da Vale em licença remunerada voltam ao trabalho nesta segunda-feira

Os 1,3 mil funcionários da Vale colocados em licença remunerada após a drástica mudança no cenário econômico no final do ano passado vão retornar ao trabalho nesta segunda-feira (1º de junho). A decisão da mineradora brasileira foi comunicada a sindicalistas durante uma reunião na última semana para discutir os impactos da crise global sobre as atividades da companhia. O presidente do Metabase Inconfidente, sindicato que congrega os trabalhadores da Vale nas cidades de Congonhas e Mariana, Valério Vieira dos Santos, revelou que executivos da Vale informaram ainda que a companhia não tem intenção de se promover uma demissão em massa. Entretanto, eles não descartaram uma redução no quadro de funcionários caso o atual quadro de retração econômica se agrave. Segundo o presidente, a Vale avalia que a demanda por minério de ferro e metais está se recuperando, mas que esse processo será lento. Muitos dos funcionários que estavam em licença devem ser realocados, pois trabalhavam em minas que foram fechadas ou tiveram sua produção reduzida. Segundo fontes, a companhia decidiu que não vai repor as vagas de funcionários que se aposentarem ou deixarem a empresa. No sistema sul, de acordo com Santos, a Vale fechou as minas de Janguada, Andrade, Água Limpa e Gongo Soco e também reduziu a capacidade de produção de Brucutu, todas localizadas no estado de Minas Gerais. Desde o final do ano passado, a mineradora brasileira busca se ajustar ao novo cenário de desaceleração da economia mundial. Além dos 1,3 mil funcionários em licença e dos 5,5 mil que estiveram em férias coletivas, a Vale também demitiu 1,3 mil trabalhadores e ainda cortou produção no Brasil e no exterior.

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Fracasso da GM com os seus credores levará a companhia a falência

A GM está a um passo de monumental vexame da indústria dos Estados Unidos. Até a meia-noite de ontem, terça-feira (26/05) os credores da GM podiam respaldar a troca promovida pela GM e pelo Departamento do Tesouro o que evitaria a falência da montadora. A recusa dos credores, entre os quais figuram algumas das principais instituições financeiras americanas, como JP Morgan e Citigroup, empurra a companhia definitivamente para um pedido de concordata. O interesse dos credores em converter dívida por ações da GM ficou aquém da quantidade necessária para a empresa satisfazer o requerimento de redução da dívida sob os acordos de empréstimos com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Cabe lembrar que em 14 de maio desse ano, a General Motors informou à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) que se não recebesse ofertas suficientes para converter a dívida por ações, se declarará em falência. O governo americano, que por sinal agora controla cerca de 70% das ações da GM, deu até segunda-feira para que a empresa se reestruture ou entre com um pedido de concordata. Entre as exigências feitas pelo governo à maior montadora americana estavam a redução de suas dívidas, o corte de gastos com mão de obra e o fechamento de fábricas. A GM já recebeu, até o momento, um total de US$ 19 bilhões em empréstimos do governo. A diretoria da companhia GM diz que se reunirá para decidir quais os próximos passos que serão adotados.

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Petróleo pode subir para US$ 75, diz ministro árabe

O petróleo pode subir para US$ 75 por barril, mas para que os preços se mantenham em um intervalo de US$ 70 a US$ 80, a demanda global precisa melhorar, assim como a situação dos mercados financeiros, afirmou o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, durante reunião de ministros da Energia do G-8 e também de outros países em Roma, segundo o jornal Al Hayat. Atualmente, os preços estão em torno de US$ 60 por barril. De acordo com o ministro, é importante manter as cotações entre US$ 70 e US$ 80 porque isso favoreceria a economia mundial. Para o ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, é possível que o petróleo atinja US$ 70 por barril apenas no ano que vem, já que, segundo ele, a recente alta dos preços não está conectada com fundamentos. Segundo Khelil, se a economia global piorar em vez de mostrar sinais de recuperação, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode decidir reduzir a produção novamente. O representante do Irã na Opep, Mohammad Ali Khatibi, acredita que o mercado de petróleo não está equilibrado, e que cortes recentes da Opep nas cotas de produção “não foram suficientes”, segundo o site da agência de notícias Shana. A Opep irá se reunir na quinta-feira (28/05) em Viena. Segundo analistas, os membros do cartel devem optar por manter as cotas atuais de produção, mas podem exigir um cumprimento mais eficaz do corte de 4,2 milhões de barris por dia na oferta anunciado no final do ano passado.

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