MPF deve investigar grupo de cegonheiros baderneiros que provocaram a explosão de carreta no Espírito Santo
A disputa de vagas no mercado que transporta veículos, da forma como está se vendo, é um forte indício de que há algo de errado no setor. É inconcebível que um pequeno grupo de cegonheiros autônomos baderneiros, promova uma “manifestação” impedindo que empresas privadas trabalhem regularmente. O dito “protesto” desse grupo de cegonheiros não passou de um ato criminoso. Não se pode concordar com que esses “movimentos” se alastrem pelo Brasil afora, de norte a sul do país, explodindo caminhões cegonhas, como estratégia para reivindicar mais vagas para cegonheiros. Há muito tempo que o setor de transporte de veículos é investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, por apresentar fortes indícios de formação de cartel. É muito estranho que um grupo de cegonheiros se reúna, em uma área frontal a duas empresas privadas do setor de transporte de veículos no Espírito Santo, para “reinvindicar” por mais vagas. Mais estranho ainda é que essa “união” tenha contribuído para a explosão de um caminhão cegonha. É importante lembrar que na última terça-feira (02/12), o grupo de caminhoneiros baderneiros incendiou uma carreta que trabalha junto ao Armazém Alfadengário Terca, localizado no km 281 da BR 101, no bairro Porto Engenho, no município de Cariacica (ES). Isso não é uma forma de protesto. É um crime.
Tudo iniciou na última segunda-feira, quando o grupo bardeneiros, de menos de 30 cegonheiros, bloqueou o acesso ao Armazém Alfadengário Terca, impedindo que caminhões cegonha de empresas privadas trafegassem no local. Em uma operação organizada, criminosa, os alvos desse grupo de caminhoneiros cegonheiros visava atingir diretamente as empresas transportadoras TranSilva Log e TransGabardo. Essas empresas possuem contratos firmados com as fabricantes de veículos. O contrato é cumprido a partir da operação de descarga de veículos de navios que atracam no porto. A seguir as empresas TranSilva e TransGabardo transportam os veículos em carretas cegonha, que tem por destinos as milhares de lojas revendedoras no Brasil. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deveriam investigar profundamente os cegonheiros que promoveram essa baderna no Espírito Santo. Isso tudo envolve dinheiro. Alguém organizou o “movimento” que culminou com a explosão da carreta cegonha. A PF e o MPF devem identificar os cegonheiros que promoveram a explosão da carreta e conhecer o que está por trás de tudo isso.
A Petrobras pediu R$ 2,02 bilhões emprestados à Caixa Econômica Federal em outubro, como conseqüência da crise financeira mundial, para aumentar seu capital de giro. Em explicação a senadores, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a operação foi “normal” e só ocorreu porque o crédito no Exterior “secou”. Em setembro, um mês antes de pedir o empréstimo à Caixa Econômica Federal, a Petrobras anunciou lucros de R$ 10,8 bilhões para o trimestre e R$ 26,5 bilhões no acumulado do ano, o maior de uma empresa brasileira em 21 anos. Nesta quarta-feira o Conselho Monetário Nacional acabou com os limites para que a Petrobras possa buscar crédito no mercado financeiro doméstico. Com isso, a empresa poderá obter mais recursos nos bancos brasileiros, caso as condições sejam mais favoráveis que no mercado externo nesse momento de crise. O objetivo é dar mais flexibilidade para que a empresa possa buscar empréstimos no Brasil ou no Exterior, de acordo com as melhores condições de crédito, para poder fazer seus investimentos na extração de petróleo do pré-sal. “Essa operação não é corriqueira, não é típica da Caixa, que tem de cuidar de saneamento e habitação”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE): “Ela mostra que a Petrobras não está conseguindo se financiar no mercado bancário privado”.