Artigos da Categoria ‘Economia’

GM pode deixar de pagar dívida de US$ 1 bilhão devido à reestruturação

O diretor financeiro da GM (General Motors), Ray Young, afirmou nesta quarta-feira que a empresa pode não fazer o pagamento de uma dívida de US$ 1 bilhão, com vencimento em 1º de junho, segundo reportagem do diário norte-americano “The Wall Street Journal”. O pagamento dessa dívida só ocorreria se o credor aceitasse uma troca de papéis de dívida por títulos, o que faz parte da estratégia de reestruturação da empresa. “De qualquer modo, já teremos uma oferta aberta”, disse Julie Gibson, porta-voz da empresa. A data do vencimento da dívida é emblemática porque ocorre um dia antes de expirar o prazo dado pelo governo norte-americano para que a empresa apresente um novo plano de reestruturação. Segundo Young, o programa de troca de papéis será lançado nos próximos dias e pretende reduzir a dívida não garantida da empresa, de US$ 28 bilhões. A expectativa do executivo-chefe da empresa da montadora, Fritz Henderson, é reduzir a dívida para cerca de US$ 9,2 bilhões.

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Indústria automobilística já recebeu US$ 54 bilhões

O socorro financeiro anunciado até agora para a indústria automobilística amenizar os efeitos da crise global já soma US$ 54 bilhões, a maior parte em subsídios oferecidos pelos governos às empresas de 14 dos principais países produtores. O montante equivale a 36 vezes o valor atual de mercado da General Motors (GM) dos Estados Unidos ou de um Banco Goldman Sachs inteiro. As condições para liberar os benefícios variam segundo as exigências dos governos locais. Nos EUA, a GM e a Chrysler, que até agora ficaram com a maior fatia dos US$ 23,4 bilhões liberados para o setor automotivo naquele país, são obrigadas a promover severo plano de reestruturação que inclui fechamento de fábricas e milhares de demissões. Na Europa, a contrapartida é o aumento da produção de carros pequenos e também menos poluentes. No Brasil, o compromisso com manutenção de empregos em troca de redução de impostos é apenas um “acordo de cavalheiros”, segundo definiu o Ministério da Fazenda. Já na Rússia, os postos de trabalho estão garantidos, mas a principal beneficiada da ajuda governamental, a Avtovaz, uma das montadoras menos eficientes do mundo, não tem qualquer cobrança para melhorar seus veículos.  Há quatro décadas a empresa produz a mesma versão do modelo Lada. Sozinha, vai embolsar US$ 3,5 bilhões liberados pelo governo russo. Os números não incluem o recente pacote de estímulos anunciado pela cúpula do G-20 (grupo das maiores economias do mundo), de US$ 1,1 trilhão até o fim de 2010 para irrigar a economia mundial, pois não se sabe a parcela que caberá ao setor automobilístico.

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Lucro do Bank of America no primeiro trimestre supera em três vezes o total de 2008

O Bank of America teve um lucro de US$ 4,247 bilhões no primeiro trimestre do ano, o que significa que o banco americano ganhou nos três primeiros meses de 2009 mais que em 2008 inteiro. A instituição lembrou que o valor é 3,5 vezes superior ao US$ 1,21 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2008 e que representa um lucro de US$ 0,44 por ação, frente aos US$ 0,23 de um ano atrás. Durante todo o ano passado, o banco lucrou US$ 4,01 bilhões, e, por isso, os resultados do primeiro trimestre do ano surpreenderam os analistas. Descontados os dividendos correspondentes às ações preferenciais, entre os quais se incluem US$ 402 milhões pagos ao Governo americano, o lucro líquido aplicável ao resto dos acionistas ficou em US$ 2,814 bilhões, frente aos US$ 1,02 bilhão de 2008. O banco explicou que no balanço do primeiro trimestre incluiu, pela primeira vez, os resultados do Merrill Lynch, comprado em 1º de janeiro de 2009, assim como os do Countrywide, adquirido em 1º de julho de 2008. O Merrill Lynch contribuiu com um lucro de US$ 3,7 bilhões, excluídos custos de integração, enquanto o Countrywide “também forneceu lucro líquido, graças ao aumento da atividade hipotecária e de refinanciamento”. O faturamento líquido do banco alcançou US$ 35,758 bilhões, frente aos US$ 17,071 bilhões dos três primeiros meses de 2008, enquanto as reservas para cobrir possíveis faltas de pagamentos de empréstimos somaram US$ 13,38 milhões.

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GM anuncia corte de 1,6 mil empregos administrativos

A montadora General Motors (GM), que multiplica os esforços para se reestruturar sem passar por um processo de concordata, cortará 1,6 mil postos administrativos nos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (20) o porta-voz Tom Wilkinson. Troy Clarke, presidente para a GM nos EUA, enviou nesta segunda-feira um e-mail para seus funcionários dizendo que as demissões são necessárias para garantir a existência da companhia a longo prazo. “Nesses tempos sem precedentes, a GM está reinventando cada aspecto de seu negócio, incluindo nosso tamanho e estrutura organizacional, para criar uma companhia ágil.” Em fevereiro, a GM anunciou que irá reduzir em 14% a força de trabalho da empresa até o fim deste ano, demitindo 10 mil funcionários, além de diminuir temporariamente os salários da maioria dos empregados que permanecerem na empresa.Nos Estados Unidos, onde trabalham 29,5 mil assalariados, esse corte de pessoal fará 3,4 mil “vítimas”. A diminuição no salário dos executivos será, em média, de 10%, enquanto vários outros funcionários terão seus vencimentos reduzidos entre 2% e 7%. A medida é temporária e vale até o fim de 2009.

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Governo Lula retoma usina nuclear Angra 3 mais cara e sem nova licitação

O governo Lula decidiu retomar nos próximos dias as obras de Angra 3, a terceira usina do programa nuclear brasileiro, paradas há 23 anos. Para isso, revalidou a concorrência ganha pela construtora Andrade Gutierrez em 1983, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985). A construção fora suspensa em 1986 por falta de recursos públicos e dúvidas sobre os riscos. Hoje, porém, a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que seu custo tenha saltado de US$ 1,8 bilhão para cerca de US$ 3,3 bilhões. Segundo a Eletronuclear, estatal subsidiária da Eletrobrás, responsável por operar e construir as usinas termonucleares no país, a alta se deve à variação cambial. Parada, Angra 3 custava US$ 20 milhões por ano, pagos pelo governo para que se preservasse o canteiro de obras. Especialistas questionam o “descongelamento” da licitação e veem necessidade de nova concorrência. Em setembro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou sobrepreço no contrato para a retomada na construção de Angra 3, mas permitiu que a obra continuasse.

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Governo do Paraná vai usar 100% de papel reciclável a partir de julho

A coordenação de resíduos sólidos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos apresentou na última quinta-feira, o projeto “Selo Azul”. Durante a reunião da Agenda 21, o coordenador de resíduos sólidos da secretaria, afirmou que a partir de julho todos os órgãos dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, utilizaram 100% de papel reciclável em seus documentos. O encontro também foi marcado pelo aprofundamento da discussão em torno do “Uso institucional do papel reciclável”. Um dos convidados para o debate foi Roberto Lauermann, diretor de operação da Novakraft, uma das empresas credenciadas com o Selo Azul. Lauermann explicou as principais vantagens do papel reciclável, destacando que o material promove na indústria paulista vantagens ambientais, sociais e econômicas. “O papel reciclável é importante por vários motivos, entre eles, a diminuição de resíduos nos aterros sanitários e a monocultura, ambientalmente falando. Mas o reciclável também colabora para a inclusão social de 10 mil catadores da indústria paulista, que são os responsáveis por captarem a matéria-prima para as empresas que trabalham com este tipo de papel”, explicou o executivo.

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Metade dos trabalhadores brasileiros fica menos de dois anos no mesmo emprego

Metade dos trabalhadores brasileiros do setor privado que têm carteira assinada fica menos de dois anos no emprego. É o que revela estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB), baseado em dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego feita anualmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) referentes ao Distrito Federal e à região metropolitana de São Paulo entre 1992 e 2006. O autor da pesquisa, o sociólogo Roberto Gonzales, afirma que essa rotatividade se justifica por questões salariais e de políticas das próprias empresas. De acordo com a pesquisa, 50% dos empregos duram menos de 24 meses, 25% duram menos de oito meses e 25% têm duração maior que cinco anos. O levantamento também mostra que todos os anos 40% das pessoas que trabalham com carteira assinada perdem o emprego. A maior permanência no mesmo emprego está na indústria de transformação. No Distrito Federal, a permanência é de 49 meses e em São Paulo, de 61 meses. Isso se deve ao fato de esse tipo de trabalho exigir experiência técnica e ao fato de os trabalhadores do setor serem mais bem organizados em sindicatos. Gonzales disse ainda que essa alta rotatividade tem implicações salariais e acaba dificultando a construção de uma carreira profissional.

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MPF fiscaliza acordo firmado em Brasília com Febraban

A Procuradoria da República em São Miguel do Oeste (SC) quer verificar o cumprimento do “termo de ajustamento de conduta” (TAC) firmado pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de São Paulo e Ministério Público do Estado de Minas Gerais com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A intenção do Ministério Público Federal no município é fiscalizar se as 24 agências que estão localizadas em sua na área de atribuição estão cumprindo as cláusulas do TAC, o qual estipula, além do atendimento prioritário e promoção de acessibilidade previstos em lei, que as agências e postos de atendimento bancário estejam capacitados a atender às pessoas com deficiência. Entre as inúmeras disposições do TAC, as agências e postos que possuem usuários identificados com deficiência auditiva deverão dispor de pelo menos uma pessoa nas dependências da agência capacitada a prestar atendimento por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Em relação às condições de acessibilidade e de atendimento prioritário às pessoas com deficiência física, as agências devem disponibilizar rampas de acesso ou equipamentos eletromecânicos de deslocamento vertical; instalar sanitários adaptados para usuário de cadeira de rodas e assentos de uso preferencial, devidamente sinalizados. Outra solicitação em relação a adaptação do mobiliário é que nas agências pelo menos um ponto de atendimento disponha de serviço de caixa acessível aos usuários de cadeiras de rodas. Devem, ainda, destinar e sinalizar vagas reservadas nos estacionamentos, quando essa comodidade estiver disponível para os clientes em geral, além de oferecer condições de acessibilidade ao interior da agência. O ofício foi encaminhado para as 24 agências e postos de atendimentos do Banco do Brasil S.A, Banco Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC Banck Brasil localizados na subseção judiciária de São Miguel do Oeste, formada pelos municípios de Anchieta, Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Bom Jesus do Oeste, Caibi, Campo Erê, Cunha Porã, Cunhataí, Descanso, Dionísio Cerqueira, Flor do Sertão, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Iporã do Oeste, Iraceminha, Itapiranga, Maravilha, Mondaí, Palma Sola, Paraíso, Princesa, Riqueza, Romelândia, Saltinho, Santa Helena, Santa Terezinha do Progresso, São Bernardino, São João do Oeste, São José do Cedro, São Miguel da Boa Vista, São Miguel do Oeste, Tigrinhos e Tunápolis. [Leia mais]

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GM deve se preparar para pedir falência, diz governo americano

A montadora General Motors (GM) deve executar os preparativos necessários para recorrer à lei de falências em 1º de junho, determinou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Apesar da empresa insistir na possibilidade de reestruturação, o jornal New York Times, disse que as instruções foram transmitidas por membros do comitê para as montadoras. O objetivo da preparação antecipada é preparar a GM para um pedido de falência rápido e cirúrgico e assim, poder solicitar a proteção sob a lei de falências. Esta é a medida caso a montadora não coniga um acordo com os proprietários de bônus para a troca de US$ 28 bilhões em dívidas e com o sindicato Automobile Workers Union, completa o jornal. A GM já recebeu uma ajuda federal de 13,4 bilhões de dólares e insiste em afirmar que a imagem da empresa não deve ser prejudicada.

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Reduz em 33% o número de processos para análise do CADE

A crise econômica reduziu o movimento de fusões e aquisições que passam pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça. No primeiro trimestre, chegaram apenas 92 negócios para julgamento do Cade. Isso representa uma redução de 33% com relação ao primeiro trimestre de 2008, quando o órgão antitruste recebeu 138 fusões e aquisições. A queda foi mais acentuada em fevereiro, quando apenas 17 negócios chegaram ao Cade. Não há registro de um número tão baixo nos 24 meses anteriores. A queda começou em novembro, com uma redução de 25% nas fusões e aquisições com relação ao mesmo mês em 2007. Na ocasião, surgiram apenas 33 novas fusões, ante 44 em novembro de 2007. Em dezembro de 2008 foram apenas 34, diante de 48 um ano antes. Esses números revelam que a crise econômica reverteu uma tendência acentuada de crescimento de fusões e aquisições no Brasil. O ano de 2008 foi recorde no Cade, com 604 negócios notificados. Antes, houve 586 fusões, em 2007, e 418, em 2006. Era, portanto, uma curva clara de crescimento. Agora, será difícil repetir 2008 em número de negócios. O Cade recebe todas as fusões e aquisições que envolvem mais de 20% de participação num determinado setor ou de empresas que faturem mais de R$ 400 milhões anuais. São aprovadas mais de 95% dessas operações.

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