Artigos da Categoria ‘Economia’

Procuradoria questiona inquérito da PF sobre desvio de dinheiro de royalties da Petrobras

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro vai apurar se há investigação paralela ao inquérito da Polícia Federal que trata de esquema de desvio de dinheiro de royalties. O procurador Marcelo Freire disse que irá ordenar a abertura de um procedimento de controle externo das atividades policiais porque, diz ele, os autos do inquérito a que teve acesso têm só 29 páginas, não cita nomes e é baseado em notícias de jornal. Relatório de equipe de inteligência da Polícia Federal coloca o administrador de empresas Victor de Souza Martins, irmão do ministro Franklin Martins (Comunicação Social), no centro de um esquema para aumentar a fatia de prefeituras na distribuição de royalties de petróleo, pagos essencialmente pela Petrobras. Victor Martins é diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Combustíveis) desde 2005.

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Sócio britânico da Petrobras descobre indícios de petróleo e gás no pré-sal

O grupo BG (British Gas) anunciou nesta quarta-feira ter encontrado indícios de petróleo e gás em outra área do pré-sal da bacia de Santos. A descoberta foi feita no bloco BM-S-52, no poço denominado como Corcovado-1. Apesar de ter menor participação (40%), a BG é o operador do bloco durante a fase exploratória, tendo como sócio a Petrobras, que detém os 60% restantes. A área descoberta está situada a 130 quilômetros da costa do Estado de São Paulo. De acordo com a companhia está prevista nova perfuração no bloco ainda este ano, conforme o plano de exploração firmado com a ANP (Agência Nacional do Petróleo). A BG detém sete concessões na bacia de Santos, e está presente na área “offshore” brasileira desde 2000.

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Ministro iraquiano propõe que Petrobras construa refinaria no país

O ministro do planejamento do Iraque, Ali Ghalib Baban, reuniu-se nesta quarta-feira com representantes da Petrobras e propôs à estatal a construção de uma refinaria no seu país. Segundo Baban, o petróleo bruto para a refinaria seria vendido com desconto, e a Petrobras poderia colocar os derivados tanto no mercado iraquiano quanto no mercado externo a preços internacionais. Baban informou que serão criadas duas comissões para tratar de possíveis parcerias. O governo iraquiano abriu possibilidades de atuação conjunta em todas as áreas do setor de petróleo e gás. O Iraque tem uma necessidade de ampliar sua capacidade de refino em 500 mil barris/dia. Baban observou que a possível parceria com a Petrobras seria de uma unidade com capacidade mínima para 200 mil barris/dia. “A Petrobras ficou de estudar a proposta seriamente”, ressaltou. Na refinaria seriam produzidos todos os tipos de derivados, principalmente gasolina. Baban garantiu que o governo iraquiano é o único que negocia qualquer atividade na área petrolífera, e que vem discutindo parcerias com outras empresas. A produção atual do Iraque é de 2,4 milhões de barris/dia. As reservas estimadas, no entanto, somam 180 bilhões de barris, segundo Baban. A maior parte está em áreas terrestres, o que minimiza o custo de extração.

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Obama manda equipe acelerar reestruturação da General Motors

A equipe que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, designou para tratar da crise no setor automotivo enviou 15 pessoas a Detroit, para acelerar o plano de reestruturação da GM (General Motors), informou nesta quarta-feira a imprensa local. No site do jornal “Detroit News”, citando fontes do governo, diz que o grupo “ficará em Detroit até o fim da semana” e só “voltará na semana seguinte”. O objetivo da viagem seria “acelerar o processo que o presidente estabeleceu” para a montadora. Na semana passada, Obama disse que a GM tem até 1º de junho para apresentar um plano de reestruturação radical que inclua uma substancial redução de sua dívida, de US$ 28 bilhões.

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CADE quer a aprovação de projeto de lei que visa reestruturar o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência

O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin está determinado em ver aprovado pelo Senado Federal o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 6 de 2009, que visa reestruturar o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) do Cade. E garante: a análise de fusões e aquisições deve cair de 48 para 20 dias. “Se não houver manifestação em até 20 dias, o ato é automaticamente aprovado”, explica Badin. O projeto de lei ficou quatro anos na Câmara, um ano em votação no plenário. Desde 27 de março deste ano a PLC está com a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Com a aprovação da lei, haverá a unificação do sistema, que hoje conta com Secretaria de Acompanhamento Eletrônico (SEAE), Secretaria de Direito Econômico (SDE) e Cade em um único órgão, o “Novo Cade”. “Os Estados Unidos têm 40 especialistas no departamento de economia. O Brasil tem apenas 5, mas que trabalham com muita garra. É uma estrutura exígua. Se o Brasil quiser dar um salto institucional na melhoria da lei antitruste, precisa da aprovação da lei”, aponta o presidente do Cade, que revela: “Estamos com 80 investigações em vários setores suspeitos da prática de cartel”, falou o presidente do Cade.

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Presidente da GM não descarta quebra e cogita mais demissões

O novo presidente da General Motors, Frederick Fritz, admitiu neste domingo, a possibilidade de declarar a quebra da montadora e recorrer à recuperação pela via judicial se for necessário. A GM, no entanto, prefere a reestruturação sem monitoramento da Justiça. Ele também anunciou novas demissões ao declarar que a empresa terá de dispensar mais empregados do que o previsto em fevereiro. Para sobreviver à crise, a companhia depende da liberação de um resgate estimado em US$ 16,6 bilhões, mas a exigência do governo de Barack Obama para isso é que a GM faça uma reforma drástica nas finanças. O primeiro passo já foi cumprido oficialmente com a renúncia do então presidente Rick Wagoner. O governo americano rejeitou a proposta de reestruturação da companhia apresentada por ele por considerá-la “tímida, lenta e pouco profunda” e pediu a saída do executivo. Segundo Henderson, o novo plano de reestruturação, cujo prazo para ser apresentado é 1º de junho, deve prever o fechamento de mais fábricas. No plano anterior, estava previsto o fechamento de cinco unidades nos Estados Unidos e Canadá.

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Petrobrás tira bancos do topo dos que mais lucraram

O setor de petróleo e gás desbancou os bancos no ranking dos maiores lucros do País em 2008. O resultado foi impulsionado pelo ganho recorde da Petrobrás, de R$ 32,99 bilhões, no ano passado. Sozinha, a estatal superou com folga o lucro de R$ 29,25 bilhões de 28 instituições financeiras, segundo levantamento feito pela empresa Economática com 326 companhias negociadas na BM&F Bovespa. Se excluída a Petrobrás, no entanto, os bancos continuam na liderança. Embora o lucro tenha caído 2,8% no ano, o resultado está longe de ser considerado ruim para as instituições de grande porte. Apenas os três maiores bancos de capital aberto no País (Banco do Brasil, Itaú-Unibanco e Bradesco) foram responsáveis por 90% do lucro do setor. Juntos, eles ganharam R$ 26,42 bilhões.

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Março tem alta de 18% no mercado de automóveis

Em março foram comercializados 260.971 automóveis de passeio e comerciais leves, um número 18,2% superior em relação ao mesmo mês do ano passado e 36,4% a mais do que em fevereiro de 2009. Segundo melhor mês da história da indústria automobilística nacional, março só perde para julho do ano passado, quando foram vendidas 272.934 unidades. Os dados são da agência AutoInforme. No trimestre o crescimento foi de 4% em relação a 2008, com 642.062 unidades comercializadas. As vendas diárias de março foram de 11.862 carros, crescimento de 7,4% em relação a março de 2008 e 17,8% a mais do que o mês anterior. Se comparado com julho de 2008, mês recorde histórico de emplacamentos, as vendas diárias são quase as mesmas. Naquele mês a média foi de 11.867 unidades vendidas diariamente, ou seja, apenas cinco carros a mais por dia. Após ter a liderança ameaçada, a Fiat se recuperou e liderou as vendas do mês, com 64.481 carros vendidos, ficando com 24,7% de participação. A Volkswagen continua na disputa e vendeu 64.110 unidades, fechando o mês com 24,6% de participação no mercado. A Chevrolet vem em terceiro, com 49.401, seguida pela Ford, com 29.325. A Honda é a quinta colocada, com 11.271 vendas, seguida por Toyota, com 8.609, e Renault, com 8.164. No acumulado do ano a Fiat conseguiu abrir um pouco mais a vantagem sobre a Volks. Isto pode confirmar que a empresa italiana realmente calculou mal os efeitos da crise, deixando de abastecer o mercado nos dois primeiros meses do ano, quando perdeu a liderança. No trimestre a Fiat aparece em primeiro, com 152.782 carros e comerciais leves vendidos. Em segundo está a VW, com 151.739, e em terceiro aparece a GM com 123.326.

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Vendas nos EUA caem 36,8% em março

Na última quarta-feira foram divulgados os dados nada animadores de desempenho em vendas da indústria automobilística norte-americana. Na média geral, a queda em março foi de 36,8% em relação ao ano passado, sendo que a GM registrou queda de 44,7% e a Ford comercializou 42,1% a menos. Apesar disso, o resultado foi melhor que o registrado em fevereiro, pior mês em volume de vendas em 27 anos, quando 9,1 milhões de carros ganharam as ruas. No terceiro mês deste ano, 9,3 milhões de unidades deixaram as concessionárias norte-americanas. Apesar do cenário, a economista da Ford, Kelly Kolinski Morris, acha que “é muito cedo para dizer que as vendas estão se recuperando. Várias incertezas ainda se fazem presentes e o risco de re-estruturação das fabricantes é outra coisa que deve ser levada em conta”. Dentre as empresas que menos perderam vendas encontram-se Subaru (-2,6%), Suzuki (-24,1%) e BMW (- 22,9%). Com os números em mãos, o presidente da BMW para América do Norte, Jim ODonnell, declarou que “a perda não foi tão grande quanto esperava”.

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Mudança no limite de empréstimo consignado para aposentados entra em vigor

Começa a valer nesta quinta-feira a mudança nas regras dos empréstimos com desconto em folha para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O beneficiário do INSS poderá voltar a comprometer até 30% da sua renda com empréstimos com desconto em folha. O limite é o mesmo que estava em vigor até maio do ano passado, quando o Conselho Nacional de Previdência Social dividiu o percentual em duas partes: 20% para empréstimos consignados e 10% para uso no cartão de crédito consignado. Agora, o aposentado poderá escolher entre usar todo o seu limite com empréstimos, que tem juros menores, ou se prefere usar parte dele com o cartão de crédito consignado. A medida tem como objetivo aumentar a oferta de crédito em um momento em que a economia está em desaceleração. Não houve alteração no teto para as taxas de juros, que foi mantido em 2,5% ao mês (empréstimos) e 3,5% ao mês (cartão de crédito). O número máximo de parcelas continua em 60 meses. Os empréstimos consignados, considerando INSS, servidores e setor privado, representam mais da metade do volume total no crédito pessoal no país. Quando reduziu o limite, o governo temia um aquecimento excessivo da economia. Agora, a Previdência avalia que é preciso “preservar o consumo privado” para sustentar o crescimento da economia, que está em desaceleração. Segundo dados do Banco Central, o crédito consignado teve um crescimento de 20% nos 12 meses encerrados em janeiro deste ano. No começo de 2008, o consignado crescia a taxas anuais de 35%.

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