Artigos da Categoria ‘Internacional’

Secretário-geral da Opep alerta para ‘situação difícil’ do cartel

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o líbio Abdala el-Badri, disse que o cartel enfrenta uma difícil situação e deve atuar perante um mercado com um grande excedente de oferta da commodity. “O mercado está sobre-abastecido. Os estoques estão muito altos. Temos cerca de 100 milhões de barris de oferta excedente, temos que tirar petróleo do mercado. A situação é muito difícil e temos que atuar”, advertiu Badri. Os mercados petrolíferos esperam que o resultado da 151ª conferência ministerial seja um considerável corte da oferta de petróleo, após o Irã ter defendido uma redução da produção de entre 1,5 e 2 milhões de barris diários (mbd) e o Kuwait advogasse uma diminuição de 2 mbd. O presidente da Opep e ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse recentemente que já existe o consenso na organização para pactuar um corte da parcela de produção, fixada em 27,3 mbd desde 1º de novembro, mas os ministros ainda devem negociar o volume da redução. Será o terceiro corte que a Opep fará desde setembro, após retirar 0,5 mbd em outubro, e 1,5 mbd em novembro, sem conseguir o efeito desejado de frear a precipitada queda dos preços do petróleo, que caíram cerca de 70% desde julho.

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México: General Motors vai encerrar temporariamente três fábricas

General Motors (GM) vai encerrar temporariamente três das suas fábricas no México no final de Dezembro, anunciou segunda-feira a empresa. As fábricas de San Luis Potosi e Guanajuato (centro) e de Coahuila (nordeste) serão fechadas a 22 de Dezembro e reabertas progressivamente em Janeiro de 2009, precisou a GM num comunicado. As grandes praças bolsistas terminaram em queda na segunda-feira, aguardando uma decisão de Washington relativa a uma ajuda aos construtores automóveis norte-americanos em dificuldades, incluindo a General Motors, Ford e Chrysler. “As condições do mercado ilustram uma situação que atinge a indústria automóvel mundial”, explicou a General Motors México. “Por esta razão, vamos reexaminar constantemente os nossos níveis de produção para os ajustar à procura”, acrescentou o grupo, sem revelar detalhes suplementares sobre a redução da produção.

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Grupo alemão MAN AG adquire a Volkswagen Caminhões e Ônibus

A partir de 1º. de janeiro de 2009 a Volkswagen Caminhões e Ônibus se tornará mais uma empresa do grupo alemão MAN AG. O anúncio foi feito ontem, segunda-feira (15/12) no Brasil, em São Paulo/SP, por Håkan Samuelsson, presidente da MAN AG, e por Roberto Cortes, presidente da a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO). A Volkswagen AG concentrará seus negócios na área de automóveis e comerciais leves, mas acabará se beneficiando indiretamente da nova parceria, pois manterá sua participação na MAN AG. Os executivos falaram à imprensa brasileira e internacional para enfatizar as excelentes oportunidades de sinergia no mercado internacional de veículos comerciais, com reflexos positivos na América Latina e na África. Comemorando 250 anos de existência em 2008, o grupo MAN AG é um dos líderes europeus na fabricação de veículos comerciais, motores e equipamentos de engenharia mecânica.

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GM paralisa 30% de suas operações nos EUA

A General Motors informou na última sexta-feira que irá paralisar 30% de sua produção na América do Norte, “como reação à rápida deterioração das condições do mercado”. A montadora, que luta contra a quebra, e para isso foi a Washington pedir a aprovação de um pacote de ajuda ao setor automotivo -, explicou que sua decisão se deve à queda de 26% nas vendas mundiais de automóveis registrada em novembro. A GM, sozinha, amargou uma queda de 41%. “O impacto dessa e de outras ações anunciadas recentemente para ajustar a produção à demanda do mercado resultarão na paralisação temporária de aproximadamente 30% do volume de produção da GM na América do Norte no primeiro trimestre de 2009, o que significará 250 mil unidades a menos neste período”, indicou a GM em um comunicado. A suspensão de parte da capacidade produtora da GM afetará fábricas em México, Estados Unidos e Canadá.

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Canadá anuncia crédito de US$ 2,6 bilhões para montadoras

O Governo do Canadá anunciou que financiará um pacote de ajuda de 3,3 bilhões de dólares canadenses (US$ 2,64 bilhões) para as montadoras General Motors (GM), Ford e Chrysler, metade do valor que havia sido pedido pelas fabricantes de automóveis. O anúncio foi dado pelo ministro da Indústria do Canadá, Tony Clément, que explicou que a ajuda será proporcionada tanto pelo Governo Federal canadense quanto pelas autoridades de Ontário, a província onde se concentra toda a indústria automobilística do país. No entanto, o ministro também disse que a ajuda está condicionada a que os Estados Unidos aprovem seu próprio pacote de socorro para o setor. Na última quinta, o Senado americano não conseguiu chegar a um acordo para votar um plano de US$ 14 bilhões. As montadoras esperam agora que o governo use o dinheiro de um plano de US$ 700 bilhões criado para o setor bancário para recuperar a indústria automobilística.

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GM pode pedir concordata

Logo após a rejeição pelo Senado dos EUA do pacote de socorro às montadoras, na madrugada desta sexta-feira (horário de Brasília), a General Motors afirmou, por meio de seu porta-voz, estar “profundamente desapontada” com a decisão. Mais do que isso, a montadora revelou que contratou assessores jurídicos e banqueiros para “enfrentar todas as emergências possíveis”, incluindo um pedido de concordata, segundo a agência AFP. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o diretor-executivo da GM, Rick Wagoner, “ainda não acredita” na necessidade do pedido de concordata. Porém, diante da dura batalha para obter o empréstimo do governo federal, decidiu “nas últimas semanas contratar assessores externos” para preparar uma eventual quebra. GM e Chrysler correm contra o tempo. Juntas, as companhias haviam pedido 34 bilhões de dólares aos cofres públicos. A Câmara dos Representantes aprovou a ajuda de 14 bilhões de dólares, com a contrapartida de receber ações das empresas. O Senado, porém, rejeitou a proposta.

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Toyota diz que falência da GM pioraria crise

A Toyota Motor afirmou que uma grande falência na indústria automotiva dos Estados Unidos pioraria a situação já grave do ambiente de negócios. A empresa acrescentou que espera por uma solução para que esse cenário seja evitado. “O mercado automotivo dos Estados Unidos está encolhendo rapidamente”, afirmou a maior montadora do Japão em comunicado. “Uma grande falência vai exacerbar um ambiente de negócios já difícil para a Toyota e para a indústria. Esperamos evitar essa situação.” Uma proposta de ajuda financeira a General Motors, Chrysler e Ford fracassou no Senado dos EUA, aumentando a chance de um colapso da indústria e provocando fortes desvalorizações de ações de fabricantes de veículos da Ásia.

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Fracassa no Senado dos EUA acordo para socorrer montadoras

O Senado dos Estados não chegou a um acordo para votar o plano de socorro à indústria automobilística nesta quinta-feira, informou o líder democrata, Harry Reid. “Estou terrivelmente decepcionado por não termos sido capazes de chegar a uma conclusão”, disse Reid, após várias horas de negociações entre os legisladores para chegar a um acordo que permitiria o desembolso de empréstimos federais aos grandes fabricantes de automóveis de Detroit. Um núcleo de senadores republicanos se opõe ao plano de ajuda com fundos públicos às montadoras General Motors, Chrysler e Ford. “Poderíamos passar toda a noite, a manhã, o sábado, o domingo que não chegaríamos a um acordo”, admitiu o democrata. Na última quarta-feira, a Câmara dos Representantes aprovou um pacote de US$ 14 bilhões para a indústria automobilística. O texto, acertado entre negociadores da maioria democrata no Congresso e a Casa Branca, foi aprovado por 237 votos contra 170. O projeto prevê a liberação, de forma imediata, de US$ 14 bilhões de dólares em empréstimos para General Motors (GM), Chrysler e Ford, as “Três Grandes” montadoras americanas. Inicialmente, os três principais fabricantes de veículos pediam US$ 34 bilhões de dólares para evitar a falência.

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Construtora Queiroz Galvão aceita concluir rodovia na Bolívia

A construtora brasileira Queiroz Galvão aceitou completar um polêmico projeto rodoviário na Bolívia, abandonando reivindicação de cobrar 20% a mais do que o preço original da obra, informou nesta quinta-feira o governo boliviano. O ministro das Obras Públicas, Oscar Coca, disse que a construtora comunicou sua decisão de concluir a estrada de mais de 400 quilômetros entre as cidades de Potosi e Tarija em um prazo de 28 meses e mediante o preço acertado de US$ 226 milhões. “A empresa desistiu de seu pedido para um pagamento adicional de US$ 45 milhões, embora tenha pedido que o governo acerte um pagamento relativo a uma decisão de vários anos atrás tomada por um tribunal arbitral e que não tem relação direta com o projeto rodoviário em questão”, declarou Coca. A presidente da estatal Administradora Boliviana de Estradas (ABC), Patricia Ballivián, afirmou que o governo vai fazer o pagamento, que é de cerca de US$ 15 milhões, embora tenha alertado que ele será programado de acordo com a “disponibilidade do Tesouro Geral da Nação”. O governo havia ameaçado no mês passado rescindir o contrato com a construtora e executar suas garantias por US$ 30 milhões, se a empresa persistisse na reivindicação. O dilema da Queiroz Galvão na Bolívia começou em 2007, quando a empresa foi expulsa pelo presidente cocaleiro trotskista Evo Morales sob a alegação de que não havia obedecido às especificações do projeto de construção de duas rodovias no Sul do país. Na ocasião, também foi decretada a prisão de um dos diretores da companhia, que conseguiu escapar do país.

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