Artigos da Categoria ‘Internacional’

GM oferece controle ao governo dos Estados Unidos em troca de mais US$ 11,6 bilhões

O governo norte-americano poderia assumir o controle da fabricante de veículos GM (General Motors) em troca de oferecer outros US$ 11,6 bilhões em ajuda à montadora, segundo o plano da empresa para acelerar seu plano de reestruturação, que envolve ainda a extinção da marca Pontiac, o corte de 21 mil empregos e o fechamento de 13 unidades nos Estados Unidos até o final de 2010. Esses US$ 11,6 bilhões, segundo a proposta da GM, se somariam aos US$ 15,4 bilhões que a GM já recebeu em ajuda do governo (na última quarta-feira, o Departamento do Tesouro liberou para a GM mais US$ 2 bilhões para manter sua produção e financiar seu capital de giro; a empresa já havia conseguido US$ 13,4 bilhões no ano passado para não falir). Neste ano, a GM pediu ao governo do presidente Barack Obama outros US$ 16,6 bilhões em empréstimos. A montadora também anunciou um plano de troca de US$ 27 bilhões de dívida não assegurada por ações: a empresa quer oferecer 225 ações para cada US$ 1.000,00 em dívidas de seus credores. Com a troca, e a conversão de sua dívida com o Departamento do Tesouro e com um fundo de funcionários aposentados do UAW (United Auto Workers, principal sindicato do setor automobilístico nos Estados Unidos), a GM poderia reduzir sua dívida em US$ 44 bilhões. Dessa forma, o Tesouro ficaria com o controle de mais da metade da GM. O presidente da GM, Fritz Henderson, disse que a montadora continuará a ser “uma companhia global, mas sua natureza vai mudar”, quando sua reestruturação tiver sido concluída. A GM vai se concentrar na manutenção de quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC).

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Mortos por gripe suína no México podem chegar a 103, diz ministro

O número de mortos por gripe suína no México pode chegar a 103, anunciou o ministro da Saúde do país, Jose Angel Cordova, neste domingo (26) na TV. Segundo o ministro, até o momento, as autoridades de saúde conseguiram confirmar oficialmente que 22 pessoas morreram em decorrência da gripe. Mas as suspeitas indicam que o número é bem maior. O ministro afirmou também que 400 pessoas estão hospitalizadas e há cerca de 1600 casos suspeitos da doença. Neste domingo, o Banco Mundial anunciou que vai liberar US$ 205 milhões para o México combater a gripe. O objetivo da liberação é também minimizar possíveis impactos econômicos da doença. De acordo com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, o surgimento da gripe suína deve ser considerado um “grande desastre para o México”.

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Ford Motor registra perda de US$ 1,4 bi no primeiro trimestre

A fabricante americana de veículos Ford Motor informou nesta sexta-feira (24/04) que teve um prejuízo de US$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre deste ano. A perda por ação da empresa no período foi de US$ 0,60, contra um ganho de US$ 3 por ação no mesmo período do ano passado. Excluindo itens extraordinários, como os ganhos com o processo de reestruturação da empresa, a perda por ação foi de US$ 0,75. Mesmo assim, o resultado superou as expectativas dos analistas, que previam uma perda de US$ 1,23 por ação, segundo a agência de notícias Associated Press. A receita da Ford caiu 37% no trimestre passado, para US$ 24,8 bilhões, contra as previsões eram de uma perda de US$ 22 bilhões.

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Fiat perde US$ 536 milhões no 1º trimestre

A fabricante italiana de automóveis Fiat teve um prejuízo de 411 milhões de euros (US$ 536,7 milhões) no primeiro trimestre deste ano, contrastando com o lucro de 427 milhões de euros (US$ 557,6 milhões) alcançado no primeiro trimestre de 2008. Trata-se do primeiro resultado trimestral negativo desde 2004. A montadora também registrou queda de 25,3% na receita, em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Entre janeiro e março, a Fiat obteve uma receita de 11,268 bilhões de euros (US$ 14,715 bilhões), contra 15,078 bilhões de euros (US$ 19,691 bilhões) no mesmo período do ano passado. A receita da divisão de negócio mais importante da companhia, a dos automóveis, que reúne marcas como Fiat, Maserati e Ferrari, caiu 17,7%, ficando 6,111 bilhões de euros (US$ 7,98 bilhões), contra 7,422 bilhões de euros (US$ 9,69 bilhões) um ano antes. Apesar das perdas, a montadora afirmou que continua em negociações para formar uma parceria com a montadora norte-americana Chrysler, acrescentando que pretende chegar a um acordo até 30 de abril.

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Produção de automóveis cai 51,3% em março no Reino Unido

A produção de automóveis no Reino Unido caiu 51,3% em março em comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou hoje a SMMT (Sociedade de Comerciantes e Fabricantes Automobilísticos, na sigla em inglês). O número de automóveis fabricados no Reino Unido ficou em 61.829 em março. Já o de veículos comerciais ficou em 8.074 unidades, uma queda de 57,1%. Com estes números correspondentes a março, a produção de automóveis nos três primeiros meses deste ano caiu 56,6% em comparação com o mesmo período de 2008. No caso dos veículos comerciais, a queda ficou em 63% no primeiro trimestre de 2009.

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General Motors vai encerrar temporiamente 13 fábricas nos EUA e no México

A General Motors (GM) anunciou que vai encerrar, temporariamente, 13 fábricas nos Estados Unidos e no México, numa tentativa de controlar o crescente armazenamento de carros devido à queda nas vendas. A principal construtora automóvel norte-americana, disse que a suspensão da produção terá início em maio e terminará em julho, o que vai gerar um corte de produção de 190 mil veículos, numa tentativa de equilibrar a produção com as vendas. O número de semanas que as fábricas estarão encerradas vai variar de caso para caso. Os empregados destas 13 fábricas terão assim “férias coletivas”. A GM disse que a paralisação das fábricas também vai ajudar a proteger a montadora contra uma eventual suspensão nos trabalhos da fabricante de peças Delphi, que está em concordata. Porém, este encerramento temporário pode ser catastrófico para muitos fornecedores de peças para carros que já estão perto da falência devido aos anteriores cortes da produção, de acordo com o mesmo jornal. A decisão foi tomada num altura em que a GM, que sobrevive à custa do empréstimo estatal de 13,4 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros), se esforça para continuar a funcionar com ajuda do Governo. A companhia tem um prazo imposto por Barack Obama, que vai até ao primeiro dia de junho, para se reestruturar profundamente ou, então, pedir falência.

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General Motors pode fechar maioria das fábricas nos Estados Unidos

Duas pessoas envolvidas com os planos de reestruturação da GM afirmaram que a montadora deve fechar a maior parte de suas fábricas nos Estados Unidos, como parte de seu plano de reestruturação. A companhia pode desativar as unidades em até nove semanas. O governo americano concedeu até o dia 1º de junho como prazo para a empresa apresentar seu projeto de resgate, como parte dos requisitos para a liberação de mais verbas para manter a produção. A empresa recebeu em dezembro de 2008 uma ajuda de US$ 13,4 bilhões para manter suas fábricas abertas. Contudo, a empresa pediu neste ano outros US$ 16,6 bilhões para dar cabo do plano de reestruturação de suas marcas. As quedas nas vendas e o grande volume dos estoques foram os motivos apontados pelos funcionários envolvidos no projeto para fechar várias unidades.

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GM pode deixar de pagar dívida de US$ 1 bilhão devido à reestruturação

O diretor financeiro da GM (General Motors), Ray Young, afirmou nesta quarta-feira que a empresa pode não fazer o pagamento de uma dívida de US$ 1 bilhão, com vencimento em 1º de junho, segundo reportagem do diário norte-americano “The Wall Street Journal”. O pagamento dessa dívida só ocorreria se o credor aceitasse uma troca de papéis de dívida por títulos, o que faz parte da estratégia de reestruturação da empresa. “De qualquer modo, já teremos uma oferta aberta”, disse Julie Gibson, porta-voz da empresa. A data do vencimento da dívida é emblemática porque ocorre um dia antes de expirar o prazo dado pelo governo norte-americano para que a empresa apresente um novo plano de reestruturação. Segundo Young, o programa de troca de papéis será lançado nos próximos dias e pretende reduzir a dívida não garantida da empresa, de US$ 28 bilhões. A expectativa do executivo-chefe da empresa da montadora, Fritz Henderson, é reduzir a dívida para cerca de US$ 9,2 bilhões.

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Indústria automobilística já recebeu US$ 54 bilhões

O socorro financeiro anunciado até agora para a indústria automobilística amenizar os efeitos da crise global já soma US$ 54 bilhões, a maior parte em subsídios oferecidos pelos governos às empresas de 14 dos principais países produtores. O montante equivale a 36 vezes o valor atual de mercado da General Motors (GM) dos Estados Unidos ou de um Banco Goldman Sachs inteiro. As condições para liberar os benefícios variam segundo as exigências dos governos locais. Nos EUA, a GM e a Chrysler, que até agora ficaram com a maior fatia dos US$ 23,4 bilhões liberados para o setor automotivo naquele país, são obrigadas a promover severo plano de reestruturação que inclui fechamento de fábricas e milhares de demissões. Na Europa, a contrapartida é o aumento da produção de carros pequenos e também menos poluentes. No Brasil, o compromisso com manutenção de empregos em troca de redução de impostos é apenas um “acordo de cavalheiros”, segundo definiu o Ministério da Fazenda. Já na Rússia, os postos de trabalho estão garantidos, mas a principal beneficiada da ajuda governamental, a Avtovaz, uma das montadoras menos eficientes do mundo, não tem qualquer cobrança para melhorar seus veículos.  Há quatro décadas a empresa produz a mesma versão do modelo Lada. Sozinha, vai embolsar US$ 3,5 bilhões liberados pelo governo russo. Os números não incluem o recente pacote de estímulos anunciado pela cúpula do G-20 (grupo das maiores economias do mundo), de US$ 1,1 trilhão até o fim de 2010 para irrigar a economia mundial, pois não se sabe a parcela que caberá ao setor automobilístico.

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Lucro do Bank of America no primeiro trimestre supera em três vezes o total de 2008

O Bank of America teve um lucro de US$ 4,247 bilhões no primeiro trimestre do ano, o que significa que o banco americano ganhou nos três primeiros meses de 2009 mais que em 2008 inteiro. A instituição lembrou que o valor é 3,5 vezes superior ao US$ 1,21 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2008 e que representa um lucro de US$ 0,44 por ação, frente aos US$ 0,23 de um ano atrás. Durante todo o ano passado, o banco lucrou US$ 4,01 bilhões, e, por isso, os resultados do primeiro trimestre do ano surpreenderam os analistas. Descontados os dividendos correspondentes às ações preferenciais, entre os quais se incluem US$ 402 milhões pagos ao Governo americano, o lucro líquido aplicável ao resto dos acionistas ficou em US$ 2,814 bilhões, frente aos US$ 1,02 bilhão de 2008. O banco explicou que no balanço do primeiro trimestre incluiu, pela primeira vez, os resultados do Merrill Lynch, comprado em 1º de janeiro de 2009, assim como os do Countrywide, adquirido em 1º de julho de 2008. O Merrill Lynch contribuiu com um lucro de US$ 3,7 bilhões, excluídos custos de integração, enquanto o Countrywide “também forneceu lucro líquido, graças ao aumento da atividade hipotecária e de refinanciamento”. O faturamento líquido do banco alcançou US$ 35,758 bilhões, frente aos US$ 17,071 bilhões dos três primeiros meses de 2008, enquanto as reservas para cobrir possíveis faltas de pagamentos de empréstimos somaram US$ 13,38 milhões.

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