Artigos da Categoria ‘Internacional’

GM faz recall de 280 mil automóveis

General Motors anunciou (em 13/03) um recall que abrange quase 280 mil carros das marcas Chevrolet, Pontiac, Buich, Saturn e GMC, para resolver um problema nos veículos equipados com câmbio automático. Todos os carros teoricamente foram vendidos nos Estados Unidos, mas podendo terem sido exportados não oficialmente para outros países. É que foi constatado que muitas vezes mesmo com a alavanca de câmbio colocada na posição “P” e com o veículo desligado, o que impediria que o carro continuasse a andar, o veículo anda assim se movimentava, podendo causar acidentes caso o motorista não estivesse atento. Isso poderia ocorrer até mesmo com a chave de ignição fora do contato. São dez os modelos de carros envolvidos no recall, incluindo o Chevrolet Traverse (foto), que foi mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo para possível avaliação de ser importado para o Brasil. Os outros modelos são: Buick Enclave, Chevrolet Cobalt, Chevrolet HHR, Chevrolet Malibu, GMC Acadia, Pontiac G5, Pontiac G6, Saturn Aura e Saturn Outlook Não existem informações oficiais de quantos destes carros podem estar rodando no Brasil. Em outro comunicado, a GM afirmou que outros 2 mil Hummer também terão que comparecer a uma concessionária para verificar um possível problema na tampa do tanque que gasolina. Em alguns casos foi verificado a má vedação da tampa, permitindo o vazamento de gazes e a evaporação do combustível.

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Novas autoridades da concorrência dos Estados Unidos e da França são nomeadas

O mês de março começou com renovação no cenário antitruste internacional.  Nos Estados Unidos Jonathan Leibowitz assume a Federal Trade Commission (FTC), enquanto na França a modificação na legislação da concorrência cria uma única agência, a Autorité de la Concurrence, presidida por Bruno Lasserre. A FTC é uma agência federal americana que atua tanto na defesa do consumidor quanto na defesa da concorrência. O relacionamento da agência americana com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tem sido mais dinâmico ao longo dos anos, tendo como exemplo a série de palestras ocorridas na sede do Conselho em novembro do ano passado e agenda de estágios do corpo técnico do Cade na FTC. O sistema americano de notificação prévia de Atos de Concentração (Acs) foi tema do curso realizado em novembro no plenário do Cade. A importância dessa experiência é baseada no  projeto de lei que reforma o Cade e que prevê, entre outras mudanças, a avaliação prévia dos ACs que devem ser encaminhados ao Conselho. Insere-se, também, nesse quesito a necessidade do intercâmbio de informações ocorrido nos estágios realizados pelos membros do Cade. [Leia mais]

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Montadoras terão US$ 3,8 bi extras de banco europeu

O Banco Europeu de Investimentos (EIB) aprovou ontem 3 bilhões de euros (US$ 3,8 bilhões) em empréstimos à debilitada indústria automotiva do continente. O dinheiro irá para as montadoras de Alemanha, Itália, França e Suécia. Fontes do mercado acreditam que parte do capital poderá ser usado pelo governo alemão para resgatar a Opel, divisão da General Motors. Ontem, as ações da montadora norte-americana dispararam no pregão de Nova York depois que a GM divulgou comunicado afirmando que conseguirá sobreviver em março sem a ajuda extra de US$ 2 bilhões que havia pedido ao governo dos EUA. O braço de financiamento de longo prazo da União Europeia acrescentou prever aprovar mais 2,8 bilhões de euros em empréstimos para o setor em abril e maio, o que elevaria para 6,3 bilhões de euros a quantia fornecida desde dezembro às montadoras. A Volkswagen afirmou ontem que poderá registrar prejuízo no primeiro trimestre deste ano e que suas vendas e lucros cairão em 2009, por causa do declínio do mercado automotivo. Além disso, os investimentos este ano deverão ser cortados em 2 bilhões de euros (US$ 2,56 bilhões). No mesmo dia, a BMW informou que obteve lucro líquido de 330 milhões de euros (US$ 423 milhões) em 2008 – resultado 89% menor que o de 3,13 bilhões de 2007, quando a deterioração da demanda por carros de luxo no final do ano passado se acelerou.

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Empresas da América Latina perdem mais de US$ 100 bilhões em 2009

Empresas de capital aberto da América Latina registraram perdas de US$ 105,3 bilhões em valor de mercado neste ano, em análise feita até segunda-feira. O volume é equivalente ao valor de mercado da Petrobras, calculado em US$ 107,3 bilhões no dia 9. Os dados são da Economática. Segundo a consultoria, as 694 empresas analisadas tiveram queda de 9,7% em seu valor de mercado no período. A crise financeira, mais uma vez, é apontada como responsável pelas perdas. Percentualmente, o mercado Argentino, representado por 66 empresas, foi o que registrou maior queda, 35,5%. Ao final de 2008, as empresas argentinas tinham US$ 46,7 bilhões contra US$ 30,1 bilhões no fechamento de segunda-feira. Já as 88 empresas mexicanas analisadas apresentaram queda de US$ 69,9 bilhões (29,1%), a maior queda nominal entre os mercados estudados pela Economática. O Brasil, representado por 309 empresas, é o mercado que tem a menor queda percentual (2,4%) entre os países com perdas no ano de 2009.

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Linhas de cartões de crédito devem perder US$ 2,7 trilhões até 2010

A oferta de linhas de crédito em cartões nos Estados UNidos deve ser reduzida em US$ 2,7 trilhões até o fim de 2010, o que terá consequências sobre a confiança e os gastos dos consumidores e afetará a economia como um todo. As previsões constam de artigo publicado nesta terça-feira no jornal financeiro norte-americano “The Wall Street Journal”. A estimativa anterior era de ao menos US$ 2 trilhões até o fim do próximo ano. De acordo com o texto, a redução representa mais da metade dos atuais US$ 5 trilhões à disposição no país. Desse total, pouco mais de US$ 800 bilhões estão em uso atualmente. Embora os números sejam menores que a dívida total em hipotecas (de mais de US$ 10,5 trilhões, segundo o jornal), o cartão de crédito tem um “papel crítico” nos gastos dos consumidores norte-americanos. “Sem dúvida, o crédito foi estendido de forma muito livre nos últimos 15 anos, e uma racionalização dos empréstimos é inevitável”, diz o texto.

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General Motors planeja vender metade da unidade alemã Opel

A General Motors está considerando a venda de pelo menos metade da sua unidade alemã Opel para compradores privados com apoio do governo da Alemanha, embora esteja procurando mais ajuda externa e dos Estados Unidos para se manter operando, noticiou ontem à noite a Bloomberg News, citando uma pessoa com conhecimento dos planos. O braço europeu da GM ainda terá de economizar US$ 1,2 bilhão anuais de acordo com os termos da proposta, que poderia incluir também o fechamento de uma fábrica em Antuérpia, na Bélgica, e a venda de uma fábrica em Eisenach, na Alemanha, disse a fonte, de acordo com a Bloomberg. Segundo a fonte, uma fábrica em Bochum, na Alemanha, poderia ser salva com concessões suficientes, informou a agência de notícias. As informações são da Dow Jones. Nas últimas semanas, trabalhadores da Opel na Alemanha vinham pressionando pela separação da subsidiária de sua matriz americana.

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Bernard Madoff declara-se culpado pelos 11 crimes que é acusado

Bernard Madoff, acusado de engendrar uma mega-fraude através do maior esquema Ponzi da história dos Estados Unidos, vai declarar-se culpado esta semana pelos 11 crimes de que é acusado, admitiu ontem o advogado de Madoff a um juiz federal. O ex-presidente do Nasdaq enfrenta uma pena que pode chegar a 150 anos de prisão. Madoff prepara-se assim para reconhecer que foi responsável por uma fraude, que terá começado em inícios dos anos 80 e que poderá resultar em perdas de 50 mil milhões de dólares. De acordo com documentos do Tribunal Federal de Manhattan, no passado mês de Novembro, Madoff adiantou que tinha 4.800 investidores, com um investimento de 64,8 mil milhões de dólares. Caso seja considerado culpado, Madoff enfrenta uma pena máxima de 150 anos de prisão, ou seja, prisão perpétua, bem como o pagamento de multas. O ex-presidente da plataforma tecnológica da bolsa de Nova Iorque vai assumir assim crimes de fraude, branqueamento de capitais, perjúrio e falso testemunho, entre outros, segundo adiantaram os seus advogados, após uma reunião no Tribunal de Manhattan. Madoff permanece em prisão domiciliária, depois de ter sido libertado mediante uma fiança de 10 milhões de dólares.

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GM pode não sobreviver à crise, dizem auditores

Existem dúvidas substanciais sobre a capacidade da montadora General Motors (GM) de sobreviver à atual crise econômica, disseram os auditores que avaliam a saúde financeira da empresa. “Prejuízos recorrentes, déficit de acionistas e dificuldades para gerar dinheiro para honrar seus compromissos levantam sérias dúvidas sobre a habilidade da empresa para prosseguir”, afirma o relatório anual da Deloitte & Touche. Após o anúncio dos auditores, a GM informou que credores concordaram em não pressionar a empresa a pagar mais de US$ 6 bilhões, para que a companhia tenha mais chances de receber empréstimos do governo. A GM declarou que se a empresa declarar concordata, as chances de fechar são grandes, já que a companhia pode não ter fundos suficientes para financiar sua reorganização. Além disso, a GM afirma que os consumidores podem relutar em comprar automóveis de montadoras em concordata. As vendas dos carros da empresa em fevereiro foram 53% menores do que em relação ao mesmo mês de 2008. Na semana passada, a GM declarou que perdeu US$ 30,9 bilhões em 2008 e avisou que 2009 seria um ano “de desafios”. A empresa planeja cortar 47 mil empregos e disse que vai precisar de outros US$ 22,6 bilhões em empréstimos governamentais para sobreviver. A GM já recebeu US$ 13.4 bilhões do governo dos Estados Unidos. Analistas dizem que o mercado automobilístico atravessa sua pior crise em 27 anos. O diretor de operações da empresa, Fritz Henderson, disse que a GM europeia pode quebrar dentro de semanas, levando à demissão de até 300 mil pessoas, a menos que receba ajuda de governos do continente.

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EUA: Setor privado perde 697 mil empregos somente no mês de fevereiro

O setor privado da economia americana perdeu 697 mil empregos em fevereiro, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria de recursos humanos ADP Employer Services. O dado chega às vésperas da divulgação índices do Departamento do Trabalho sobre empregos referente ao mesmo mês. A expectativa dos analistas é de que tenham sido fechadas no mês passado 640 mil vagas e que a taxa de desemprego tenha ficado em 7,9%, contra 7,6% em janeiro. Em janeiro, foram fechadas quase 600 mil vagas no mercado de trabalho americano. Em 2008, três milhões de pessoas perderam o emprego e o número de desempregados no país passa de 11 milhões. Desde o início da recessão nos EUA, em dezembro de 2007, o país já perdeu cerca de 3,6 milhões de empregos. Os números do mercado de trabalho têm desanimado analistas e levado a estimativas de um aprofundamento da recessão em que se encontra a economia dos EUA desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês). Na semana passada, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que a economia americana sofre uma “severa contração” e é preciso utilizar todos os instrumentos disponíveis para que o país saia da recessão. Segundo a autoridade monetária americana, o desemprego no país deve crescer “substancialmente” até o início 2010, quando então deve começar a ceder e seguir em ritmo moderado de redução ao longo do ano. Outro sinal negativo apresentado também na semana passada foi o número de americanos recebendo auxílio-desemprego nos EUA, que já atingiu a marca de 5,1 milhões de pessoas, a maior já registrada desde o começo das pesquisas, em 1967. No mês passado foi aprovado o pacote de US$ 787 bilhões em estímulo para a economia americana. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse à época que o “coração do pacote é a criação de empregos”, e destacou que o projeto deve criar cerca de 3 milhões de postos de trabalho, “90% dos quais no setor privado”. Segundo ele, o pacote é “apenas o início” do que precisa ser feito para levar o país de volta ao rumo do crescimento. Ontem, Obama disse que mais empregos serão criados no setor de transportes em um ano do que o número de americanos que perdeu seu trabalho em empresas como a montadora GM (General Motors) nos últimos três anos.

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Chefe da GM na Europa anuncia demissão de 3,5 mil na Opel

O chefe da General Motors (GM) na Europa, Carl-Peter Forster, anunciou que o plano de saneamento da Opel contempla, além da solicitação de ajudas estatais, o corte de mais 3,5 mil postos de trabalho e reduções salariais. “Deveremos suportar novos cortes na receita. Além disso, será necessário contar com a redução de, esperemos, não mais que 3,5 mil postos de trabalho”, assinala Forster, em declarações ao jornal alemão “Bild”. Na entrevista, o executivo se mostra favorável a que os quatro estados alemães onde há fábricas da Opel adquiram capital da empresa, de modo a garantir sua sobrevivência. Forster ressalta ainda que a “GM tem grande interesse na independência da Opel e está disposta a ser flexível no reordenamento da propriedade da empresa”. Apesar da crise, a Opel se tornou a segunda marca que maior número de veículos vende no mercado alemão, com 22 mil negociados em fevereiro e um aumento de 4,2% frente ao mesmo mês de 2008.

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