Artigos da Categoria ‘Política’

Governo Federal vai prorrogar redução de IPI

O governo brasileiro decidiu prorrogar por mais três meses a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na venda de veículos. O presidente Lula está convencido de que a medida ajudou a combater os efeitos negativos da crise. A redução implica uma renúncia fiscal estimada em RS 1,35 bilhão em quatro meses. Para a cúpula do governo, é um efeito pequeno sobre a arrecadação se comparado à possibilidade de demissões no setor. O governo vai esperar até o final do mês para anunciar a prorrogação da isenção do IPI e que não deverá confirmar a decisão até o último momento. Assim, evita uma queda nos números do mercado neste mês.

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PF vai apurar denúncia do PSOL contra governo de Yeda

A Polícia Federal vai investigar se houve irregularidades na campanha do PSDB ao governo do Rio Grande do Sul em 2006. A apuração foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral que quer saber se as denúncias feitas pela cúpula do PSOL em 19 de fevereiro são verdadeiras. Naquele dia, a deputada federal Luciana Genro e o vereador de Porto Alegre Pedro Ruas disseram que pessoas do partido viram gravações que comprovariam entrega de recursos sem registro a integrantes da equipe de campanha dos tucanos, negociação de valores “por fora”, por intermediários, na aquisição de um imóvel pela então candidata eleita Yeda Crusius e pagamento de contas pessoais da governadora por empresas de publicidade. No ofício que encaminhou hoje à superintendência regional da PF, o procurador Victor Hugo Gomes da Cunha pediu que o órgão entre em contato com os denunciantes para saber se existem provas. A governadora Yeda Crusius (PSDB) não falou sobre o assunto. Na Assembleia Legislativa, a bancada do PT não conseguiu que o colégio de líderes aprovasse um pedido formal de acesso às provas que estariam com o Ministério Público Federal.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 1 – O Crime

datas arte final 175x300 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O CrimeO jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira.

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A foto mostra o Shopping Bourboun Zaffari Canoas – Av. Getúlio Vargas, 5765 – Canoas

Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite.

Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza.

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Rua Venâncio Aires esquina Tomé de Souza e o restaurante Galeteria Piatto Bello

Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos.

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Rua Tomé de Souza em sua extensão, uma árvore a esquerda e logo a seguir o portão da garagem da casa 258

Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual.
 

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Na foto o portão de entrada da casa 258, com um jardim à frente

Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira.
 

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Peugeot 307 com o vidro da porta lateral esquerda traseira fraturado pelo projétil

Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas.  

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Rua Tomé de Souza com a Conde de Porto Alegre; Mário Sérgio virou à esquerda com seu Peugeot 307

O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro.

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Rua Conde de Porto Alegre

Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. 
 

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Na foto as árvores à direita, local onde ocorreu a batida do Peugeot 307 na subida da rua Conde de Porto Alegre

O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação.

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A frente do Peugeot 307 com a batida do lado frontal esquerdo

Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto.

Quase quatro anos após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal. O site “Cartel Brasileiro” (www.cartelbrasileiro.com) obteve cópias integrais dos dois inquéritos e vai revelar para seus leitores todos os meandros deste caso, e também proporcionar o conhecimento de seus documentos que não estão mais sob sigilo da Justiça gaúcha. É uma história para arrepiar os leitores. No portal “Cartel Brasileiro”, a cada dois dias, a partir dessa quarta-feira de cinzas, será publicado parte dessa história.

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Cartel Brasileiro vai analisar o processo do ‘inquérito policial’ que investigou o assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo

capa processo policia mario 199x300 Cartel Brasileiro vai analisar o processo do ‘inquérito policial’ que investigou o assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo

Capa do processo do inquérito policial do assassinato do empresário Mário Sergio Gabardo

O portal Cartel Brasileiro está analisando o processo no. 008/2.06.0014069-0, da Secretaria da Justiça e da Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, que trata do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha. Mais de 3 anos e 4 meses após esse brutal assassinato, os bandidos ainda não foram presos pelas autoridades de segurança pública do RS. Um crime sem solução? Pelo menos o pai de Mário, o empresário cegonheiro Sérgio Mário Gabardo, seus familiares e amigos não acreditam nessa hipótese. Analisar cada passo do processo em questão vai oportunizar conhecer detalhes sobre o que aconteceu naquela noite de 29 de setembro de 2005. Folha a folha do processo será lido, a se iniciar pela Portaria de 30 de setembro de 2005, assinada pelo delegado de Polícia da 2ª. Delegacia de Canoas, que determinou a instauração de inquérito policial, “tomando-se as providências cabíveis à elucidação dos fatos”. Detalhes como a “falta de preservação” do local do crime chamam a atenção nesse processo do inquérito policial da morte do empresário. Vamos revelar detalhes, questionar, entrevistar pessoas e fazer comentários, tudo com o objetivo de manter acesa a chama de Justiça, para que o assassinato do jovem Mário Sérgio Gabardo não seja esquecido pelas autoridades de segurança pública e ingresse na lista dos crimes “não solucionados”.

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Cassado governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima

Depois de decidir nesta terça-feira por unanimidade cassar os mandatos do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM), o Tribunal Superior Eleitoral determinou que o senador José Maranhão (PMDB-PB) assuma o governo do Estado. Maranhão foi o segundo colocado nas eleições de 2006. A ordem deve ter execução imediata. O advogado do vice-governador, Francisco Peçanha Martins, recorreu no próprio TSE, com um embargo de declaração para evitar que a decisão seja cumprida imediatamente. Durante o julgamento os ministros rejeitaram a possibilidade de novas eleições. Houve recomendação para a realização de novas eleições e de forma indireta. A proposta gerou polêmica e críticas entre alguns ministros. Os ministros rejeitaram ainda os sete embargos declaratórios ajuizados por partidos que apoiam o governador e o vice. Cássio Cunha Lima e seu vice são acusados de utilizar programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso FAC (Fundação de Ação Comunitária). De acordo com as investigações mencionadas no processo, foram distribuídos 35 mil cheques para eleitores de baixa renda. As irregularidades foram cometidas durante ano eleitoral de 2006, por intermédio de um convênio firmado entre a FAC e o Fundo de Combate à Pobreza.

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PSOL pede que Jarbas Vasconcelos divulgue nomes de políticos corruptos

O PSOL encaminhou nesta terça-feira uma carta ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) com o pedido para que o parlamentar torne públicos os nomes dos integrantes do PMDB envolvidos em atos de corrupção. Como Jarbas declarou em entrevista à revista “Veja” que a maioria dos integrantes do PMDB “quer mesmo é a corrupção”, integrantes do PSOL cobram que Jarbas divulgue os nomes aos quais se referiu. “Para serem consequentes, suas denúncias devem vir acompanhadas do detalhamento de situações, nomes e fatos que gerem iniciativas aguardadas por toda a sociedade, em nome do interesse público. Esta seria uma saudável providência para que os fatos por Vossa Excelência relatados não caiam no esquecimento e possam ser devidamente apurados”, diz o PSOL. Esse PSOL chega atrasado 30 anos. Ele é igual ao PT de 30 anos atrás. Já se sabe no que deu.

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Ex-embaixador do Rio Grande em Brasília é encontrado morto no lago Paranoá

cavalcante 299x235 Ex embaixador do Rio Grande em Brasília é encontrado morto no lago ParanoáO corpo do ex-chefe da Representação do Governo do Rio Grande do Sul em Brasília Marcelo Cavalcante foi encontrado na manhã desta terça-feira no Lago Paranoá, na capital federal. Um familiar confirmou a identificação do cadáver. Cavalcante estava desaparecido desde a tarde de sábado, quando se reuniu com amigos. Segundo informações de peritos que estão no local, o corpo apresenta um hematoma no rosto. A marca pode ter sido causada por uma agressão ou por uma queda. A causa da morte está sendo investigada. Segundo relatos de colegas de trabalho, Cavalcante teria telefonado para a mulher ainda no sábado. Desde então, não voltou mais para casa. Na manhã de ontem, o carro dele, um Toyota Corolla, foi localizado estacionado junto à Ponte Juscelino Kubitschek, às margens do Lago Paranoá. O veículo estava trancado e, em seu interior, foram encontrados documentos e cartões de crédito de Cavalcante. Apenas o telefone celular do ex-secretário não foi encontrado. Os familiares registraram o desaparecimento de Cavalcante em ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal. O caso está sob investigação. Cavalcante havia sido exonerado pela governadora Yeda Crusius em junho do ano passado, no ápice do escândalo do Detran. À época, ele foi flagrado em uma escuta telefônica intermediando uma reunião do lobista Lair Ferst na Secretaria da Fazenda.

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Governo criará órgão para coordenar transferência de tecnologia do trem-bala

O governo deverá criar um órgão para coordenar a transferência de tecnologia durante a construção do trem de alta velocidade que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A ideia é constituir uma nova estatal ou instituto que fará a ligação com a empresa vencedora e empresas brasileiras para captar a tecnologia de produção de peças e componentes. “Não basta ter uma empresa estrangeira fabricando peças no Brasil. É importante que se possa avançar no domínio do conhecimento de componentes importantes que hoje ainda estão incorporados no domínio tecnológico das empresas brasileiras”, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O secretário, porém, não adiantou quanto custará a criação do novo órgão, nem quantos funcionários terá. “Não vai ser necessário uma estrutura pesada, mas serão necessários profissionais de altíssimo nível”, acrescentou. O novo órgão, que deverá ser criado por projeto de lei ou medida provisória, deverá ser formado até o fim do ano, antes da assinatura dos contratos com a empresa vencedora. A expectativa do governo é fazer a licitação no dia 15 de junho. No dia 2 de abril, serão apresentados em audiência pública os estudos de traçado e de demanda. Segundo Passos, o governo ainda não bateu o martelo sobre a participação estatal na obra, mas disse que provavelmente será necessário dinheiro público. O governo espera que, com a transferência de tecnologia, empresas brasileiras possam construir componentes para os próximos trem-bala em estudo, como os que ligarão São Paulo a Belo Horizonte e São Paulo a Curitiba. O trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro deverá ficar pronto em 2014.

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Itália protocola mandado de segurança contra refúgio a Cesare Battisti

Em mais uma manobra para garantir a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, o governo da Itália protocolou nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal um mandado de segurança contra a decisão que concedeu o refúgio político ao terrorista. O advogado do governo italiano no Brasil, Nabor Bulhões, pede que Supremo emita uma liminar suspendendo o refúgio. A alegação do governo italiano é de que a concessão do refúgio “poderá gerar prejuízo ao processo de extradição” que tramita no Supremo Tribunal Federal. O advogado também contesta a lei do refúgio, que julga inconstitucional. Segundo o pedido, a decisão pela extradição deve ser do Supremo, não do ministro da Justiça. Na semana passada, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que não seria incoerente caso o Supremo decida rever a lei de refúgios durante a análise do processo de extradição do terrorista Cesare Battisti. O caso deve ser julgado apenas em março. O governo italiano também entregou nesta segunda-feira ao Supremo nova manifestação no processo de extradição do terrorista Battisti. A manifestação foi um pedido do governo de Silvio Berlusconi após a concessão do status de refugiado político a Battisti no dia 13 de janeiro. A autorização para que a Itália se manifestasse a respeito do processo de extradição foi concedida pelo ministro Cezar Peluso, relator da ação, cuja mulher, Lucia Peluso, é assessora de Tarso Genro. No documento protocolado nesta segunda-feira, a Itália também se manifesta a respeito do pedido de revogação da prisão feito pela defesa do terrorista Cesare Battisti.

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Violência fecha único hospital de cidade administrada por filho de Zé Dirceu

O único hospital do município de Cruzeiro do Oeste (noroeste do Paraná) foi fechado nesta segunda-feira depois de atos de violência de pacientes contra médicos e funcionários. Segundo o diretor clínico do Hospital e Maternidade Bem Jesus, Emmanoel Haji Antoniou, a agressão a um médico no sábado foi determinante. “Um clínico geral foi agredido e ameaçado de morte. E não foi a primeira vez que um profissional sofreu agressão física no pronto-socorro do hospital”, disse Antoniou. Há 15 dias, uma enfermeira também foi agredida por pacientes. O hospital, privado, foi reaberto há três anos após um contrato de gestão entre a direção e a prefeitura, administrada por José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu (PT), filho do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu (deputado federal petista cassado por corrupção e destacado réu no processo do Mensalão). O hospital tem 40 leitos, sendo que 35 são destinados ao atendimento de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Nesta segunda-feira, funcionários do hospital fizeram uma passeata de protesto contra a violência pelo centro de Cruzeiro do Oeste (localizado a 572 quilômetros de Curitiba), município com 20.291 habitantes. Segundo Antoniou, a violência, com agressões verbais e físicas por parte de pacientes, levou a “uma dificuldade em encontrar profissionais com disposição para trabalhar no pronto-socorro e nos plantões”. O hospital funcionava com 12 médicos, de diversas especialidades, e 35 funcionários. Uma das alternativas para manter o hospital funcionando é colocar policiais militares para o serviço de segurança externa na instituição. Mas, Antoniou disse que não continuará na administração do hospital: “Para mim é definitivo, deixo o hospital. Sei que o município está contatando médicos para assumirem a gestão, mas eu estou fora”.

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