Artigos da Categoria ‘Transporte veículos’

Cartel Brasileiro entrevista o advogado do Sintravec do Paraná

O portal Cartel Brasileiro manteve contato com o advogado Ricardo De Lucca Mechking, do Sintravec do Paraná, que recentemente obteve uma decisão importante proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. Acórdão publicado em 05/05/2009, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, confirma a multa diária (R$ 10.000,00 por dia desde abril de 2002), em desfavor do SINDICAM (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos). Tudo com base em Ação de Interdito Proibitório transitada em julgado junto ao Superior Tribunal de Justiça, igualmente contra o Sindicam, que confirma, ademais, a Base Territorial do Estado do Paraná em favor do Sindicato do Paraná – SINTRAVEC (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos do Paraná). A entrevista com o advogado do SINTRAVEC trará novas informações sobre o que está sendo feito a partir dessa decisão do TRT. O leitor do Cartel Brasileiro terá conhecimento de cada detalhe sobre o tema na próxima segunda-feira (18/05) quando será publicada a íntegra da entrevista.

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TRT confirma multa diária em desfavor do SINDICAN

Acórdão publicado em 05/05/2009, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, confirma a multa diária (R$ 10.000,00 por dia desde abril de 2002), em desfavor do SINDICAN (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos). Tudo com base em Ação de Interdito Proibitório transitada em julgado junto ao Superior Tribunal de Justiça, igualmente contra o Sindicam, que confirma, ademais, a Base Territorial do Estado do Paraná em favor do Sindicato do Paraná – SINTRAVEC (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Veículos do Paraná). O Sintravec noticia que “estão sendo adotadas medidas judiciais de urgência, com base nas Decisões vitoriosas, no sentido de dar cumprimento à estas em favor do Sindicato do Paraná em relação ao Transporte de Veículos Novos fabricados no Estado, tendo em vista a desobediência de ordem judicial desde Abril de 2002”. O leitor a seguir pode conhecer a íntegra do documento. [Leia mais]

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Caminhoneiros temem rodovia federal

Trafegar na BR-101 tornou-se situação de risco para quem faz transporte de carga, o mais utilizado meio de escoamento de produtos no Brasil. Os constantes assaltos na rodovia federal em território alagoano metem medo nos caminhoneiros que tentam se precaver evitando dirigir à noite, horário preferido pelas quadrilhas que agem com violência e armamento pesado. Um movimento inesperado ou a reação ao roubo podem significar a morte do profissional do volante, maior vítima da falta de segurança na principal rota entre as regiões Sudeste e Nordeste do País. Fiscalizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-101 corta municípios alagoanos que rendem manchetes de notícias policiais justamente pelas queixas de roubos de cargas e veículos. A investigação dos casos recai nas delegacias de cidades como Porto Real do Colégio, São Sebastião, Junqueiro, Teotônio Vilela e São Miguel dos Campos, só para citar as que estão entre a divisa com Sergipe e as mais próximas de Maceió. Carentes de viaturas, armamentos e recursos humanos, a investigação dos casos dificilmente resulta na identificação dos autores ou na localização do caminhão e da mercadoria.

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Bandidos são presos após roubarem 4 veículos de um caminhão-cegonha na Região do ABC

cegonha roubada 2 300x219 Bandidos são presos após roubarem 4 veículos de um caminhão cegonha na Região do ABCAs forças de segurança pública agiram rápido e prenderam três assaltantes de um caminhão-cegonha. A ocorrência policial aconteceu em São Bernardo do Campo, São Paulo. O caminhão-cegonha transportava o total de cinco veículos no trajeto entre São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro. A quadrilha era formada por seis bandidos. Dois deles renderam o motorista do caminhão-cegonha quando este estava saindo de um restaurante popular. Deslocaram a seguir o caminhão-cegonha para uma estrada próxima da Rodovia dos Imigrantes, onde mais quatro bandidos aguardavam pelo produto do crime. O motorista cegonheiro foi obrigado a entregar quatro veículos dos cinco que transportava no caminhão-cegonha. Os seis bandidos fugiram, e o motorista logo chamou a polícia. Dois carros foram localizados em São Bernardo do Campo. Após uma perseguição policial cinematográfica, dois bandidos perderam o controle dos veículos que dirigiam e acabaram destruindo os carros. Um dos detidos era menor de 18 anos. A seguir a polícia localizou os outros dois veículos, um deles com um dos assaltantes. cegonha roubada 1 300x215 Bandidos são presos após roubarem 4 veículos de um caminhão cegonha na Região do ABC A policia conseguiu prender três bandidos e os demais que participaram do crime ainda estão foragidos. A violência continua aumentando no Brasil. No mês passado terroristas incendiaram duas carretas cegonheiras carregadas de veículos novos. O portal “Cartel Brasileiro” publicou a matéria inédita, onde apontava para atos terroristas que estariam sendo praticados no Brasil, tendo por estratégia incendiar os caminhões cegonhas que trafegam pelo território nacional. Esses atos terroristas colocam no prejuízo as empresas cegonheiras. Isso indica que buscam prejudicar não somente o patrimônio de empresas cegonheiras, mas também o próprio mercado de transporte de veículos. Pelo que se viu até hoje, os terroristas não agem sozinhos, e seus crimes indicam que há pelo menos um mandante. Atacam sorrateiramente, em dupla, durante o turno da noite, sempre que o caminhão-cegonha está estacionado e o seu motorista descansando do trabalho. cegonha roubada 3 300x222 Bandidos são presos após roubarem 4 veículos de um caminhão cegonha na Região do ABCIsso é uma tática terrorista, diferente a do roubo, a exemplo do que aconteceu em São Bernardo do Campo, como o leitor leu acima. A cada dia que passa se conhece um novo ato desses terroristas. Nos primeiros dias de março desse ano mais duas carretas cegonhas foram incendiadas criminosamente. Os automóveis novos que estavam sendo transportados nessas “cegonhas” foram todos consumidos pelo fogo criminoso. O Ministério Público Federal está agindo, assim como a área de inteligência dos organismos de segurança pública dos Estados. Logo vamos conhecer os terroristas que praticaram esses atos criminosos bem como os seus mandantes. Pelo menos dois deles se tem fortíssimos indícios de seu rastro.

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A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos

Senhores:

 

datas arte final 175x300 A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinosMais uma vez, eis-me aqui, não para lamentar, mas para registrar novamente o meu mais veemente protesto frente ao descaso das autoridades ditas da segurança pública do Rio Grande do Sul. Neste domingo, dia 29, o brutal assassinato do meu filho Mário (de apenas 20 anos) completa 42 meses. São noites de angústia, aflição e uma imensa saudade. Mário, como vocês sabem, foi assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando chegava para um churrasco de confraternização com um grupo de amigo, colegas de infância.

 

De lá para cá, tenho sido acompanhado permanentemente pela dor da perda e pela incerteza a respeito do que efetivamente ocorreu com meu filho. Quem foram os mandantes do crime, quem foram os executores, e por qual motivo ocorreram tantos erros no trabalho de investigação dos “órgãos competentes”.

 

São perguntas que ninguém consegue responder-me, aumentando minha convicção de que a impunidade continua premiando a bandidagem, com a complacência das autoridades que mostram absoluto e hediondo descaso.

 

O Estado, representado por suas forças de segurança pública, constitucionalmente constituídas também para essa finalidade (descobrir a autoria dos assassinatos), me deve essa explicação. Quero sim, saber quem matou a sangue frio o meu filho. A dor que sinto é forte demais para que eu esqueça essa tragédia. Mas essas autoridades parecem esquecer, sem que ninguém cobre nada. Sinto-me sozinho nessa luta!

 

Não é à toa que assistimos ao Governo do estado envolto em sucessivos escândalos. Na verdade, muitos desses escândalos datam da época em que o Mário foi assassinado, tendo como Secretário da Segurança, uma pessoa de insensibilidade imensurável. Nunca foi capaz de conseguir um minuto em sua ocupadíssima agenda para me receber, tão ocupado estava em arquitetar os muitos crimes que agora estão vindo à tona.

 

Os reflexos da ausência de políticas sérias de combate à marginalidade são agora visíveis e vêm a público. Sem dúvida alguma, o objetivo dos órgãos de governo responsáveis pela segurança pública era outro. Está confirmado perante toda a sociedade gaúcha.

 

Enquanto os escândalos se amontoam, pais, como eu, continuam sem respostas. Falta sensibilidade e vontade de agir conforme os preceitos constitucionais para os quais esses organismos foram criados: garantir a segurança para a sociedade e, na falta dela, trabalhar de forma eficaz, a fim de encontrar e encaminhar para a punição com os rigorismos da legislação, os mandantes e/ou executores de um crime tão bárbaro quanto esse.

 

A inoperância e a insensibilidade me forçaram a viver com a dor de um pai que até agora não sabe o que realmente aconteceu com seu filho naquela noite de setembro de 2005. Impuseram-me a condição de cobrar insistentemente resultados positivos do trabalho da Polícia. É para isso que ela existe.

 

Procuro formas, todos os dias, de lutar contra a saudade e a dor de saber que o Mário não está mais ao meu lado. E, pior, com a certeza de que a impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos, que contam com o descaso das autoridades, razão pela qual continuam a fazer vítimas, gozando de uma terrível liberdade.

 

Decidi escrever todos os meses, no dia 29, para lembrá-los de que aqui existe um pai que viu seu, então, único filho ser assassinado, sem que as autoridades fizessem a sua parte para prender seus assassinos. Faço isso, também, no intuito de deixar claro que sou absolutamente contrário ao esquecimento, principal combustível desse Governo que controla o foco da administração conforme suas conveniências políticas, e não para fazer frente às necessidades da sociedade.

 

Sds,

Sérgio

Pai do Mário

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Terroristas incendiários de caminhões ‘cegonha’ continuam agindo no Brasil

Terroristas incendeiam caminhão cegonha com veículos novos no mês de fevereiro

Terroristas incendeiam caminhão cegonha com veículos novos no mês de fevereiro

Em 26 de fevereiro de 2009, o portal “Cartel Brasileiro” publicou matéria inédita, onde apontava para atos terroristas que estariam sendo praticados no Brasil, tendo por estratégia incendiar os caminhões cegonhas que trafegam pelo território nacional. Esses atos terroristas colocam no prejuízo as empresas cegonheiras. Isso indica que esses terroristas buscam prejudicar não somente o patrimônio de empresas cegonheiras, mas também o próprio mercado. Pelo que se viu até hoje, os terroristas não agem sozinhos, e seus crimes indicam que há um mandante. Atacam sorrateiramente, em dupla, durante o turno da noite, sempre que o caminhão cegonha está estacionado e o seu motorista descansando. Isso é uma tática terrorista. A cada dia que passa se conhece um novo ato desses terroristas. Nos primeiros dias de março desse ano mais duas carretas cegonhas foram incendiadas criminosamente. Os automóveis novos que estavam sendo transportados nessas “cegonhas” foram todos consumidos pelo fogo criminoso. O grupo Decibra está investigando os rastros deixados pelos terroristas incendiários. Essa empresa de investigação empresarial disponibilizou todo o seu corpo de agentes na busca desses criminosos. O Ministério Público Federal está agindo, assim como a área de inteligência dos organismos de segurança pública.

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Cartéis : Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões

O jornalista Alex Bezerra, editor do portal Tribuna de Betim, que o leitor pode conhecer no endereço da internet http://www.tribunadebetim.com , publicou matéria sobre o transporte de veículos novos com o título “Cartéis: Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões”. Diz Bezerra que “a  BF Transportes, empresa com sede em Betim (MG) que até 1999 era responsável pelo transporte de grande parte dos veículos da Fiat, ganhou na Justiça uma ação de indenização até o momento avaliada em R$ 226 milhões. A montadora informou que está recorrendo do valor, mas admitiu que não cabe mais recurso em relação à ordem de pagamento. O grupo dono da transportadora, de origem italiana, alega prejuízos causados pelo rompimento, em 1999, do contrato de entrega por parte da Fiat. A empresa teria feito pesados investimentos compra de veículos para atender a montadora. Com o fim do contrato, a BF, que tinha 90% de suas atividades ligadas à montadora, teve de demitir pessoal e encerrar contratos com empresas terceirizadas que também completavam sua frota. A Fiat, por sua vez, alegou que “seguiu todas as normas comerciais e mercadológicas da época”. A decisão do Superior Tribunal de Justiça em favor da BF Transportes foi anunciada em setembro de 2007, mas não estabelecia valores. Foi então designado um grupo de peritos para avaliar a indenização. Em meados de janeiro, a perícia determinou o valor de R$ 226 milhões, que está sendo questionado pela Fiat. Quando entrou com o processo, em 2002, a empresa alegou que a Fiat descumpriu e rescindiu um acordo firmado em 1991, pelo qual a BF se encarregaria de transportar metade dos veículos novos da Fiat no Brasil, Argentina e Uruguai. A transportadora afirmou que, a partir de 1996, no entanto, a montadora reduziu drasticamente a participação da BF, até rescindir o contrato, em 1999. Ainda segundo o processo, a Fiat teria repassado o serviço para a Sada Transportes e Armazenagens, do então deputado federal Vittorio Medioli. A primeira defesa da Fiat Automóveis dizia que o contrato com a BF, na verdade, se tratava de uma “minuta sem validade”, já que não trazia a assinatura do então presidente da empresa, Pacífico Paoli. O veículo Tribuna do Betim teria procurado pelo representante para comentar o assunto e que o mesmo não foi localizado.”

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Terroristas incendiários de carretas cegonha no Brasil deverão ser presos a qualquer momento

Terroristas incendeiam carreta cegonha com e os veículos novos

Terroristas incendeiam carreta cegonha com os veículos novos

O portal “Cartel Brasileiro” está acompanhando o caso inédito no Brasil da participação de terroristas no mercado de transporte de veículos novos (zero km). A qualquer momento deverão ser presos pela Polícia Federal (PF) pelo menos dois terroristas que incendiaram na quarta-feira as três carretas cegonheiras e seus veículos novos (uma com perda total junto com os veículos zero km que transportava). Essa empresa privada, que teve seu patrimônio atingido pelos atos desses terroristas incendiários, tomou providências na própria quarta-feira (25/02), registrando uma ocorrência na Polícia Civil. Entidade cegonheira protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para exigir providências imediatas e barrar esses bandidos. Pelo que se tem conhecimento, o MPF quer colocar atrás das grades pelo menos dois dos terroristas incendiários, os quais já estão sendo procurados pelos organismos policiais. Estão também na mira do MPF os comparsas desses terroristas incendiários. O Ministério Público Federal abriu um expediente específico para cuidar do caso que certamente terá novos desdobramentos a partir desta sexta-feira. O MPF atua no combate a formação de cartel no mercado de transporte de veículos novos, cujos processos tramitam na Justiça do Rio Grande do Sul.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução - Capítulo 1 - O Crime

datas arte final 175x300 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O CrimeO jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira.

A foto mostra o Shopping Bourboun Zaffari Canoas – Avenida Getúlio Vargas, 5765 – Centro da cidade de Canoas
A foto mostra o Shopping Bourboun Zaffari Canoas – Av. Getúlio Vargas, 5765 – Canoas

Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite.

Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza.

A foto mostra o local onde o Peugeot 307 ficou junto à faixa amarela que se vê no canto esquerdo; ao fundo, o restaurante Galeteria Piatto Bello
Rua Venâncio Aires esquina Tomé de Souza e o restaurante Galeteria Piatto Bello

Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos.

Rua Tomé de Souza em sua extensão, uma árvore a esquerda e logo a seguir o portão da garagem da casa 258

Rua Tomé de Souza em sua extensão, uma árvore a esquerda e logo a seguir o portão da garagem da casa 258

Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual.
 

Na foto o portão de entrada da casa 258, com um jardim à frente

Na foto o portão de entrada da casa 258, com um jardim à frente

Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira.
 

Peugeot 307 com o vidro da porta lateral esquerda traseira fraturado pelo projétil

Peugeot 307 com o vidro da porta lateral esquerda traseira fraturado pelo projétil

Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas.  

Rua Tomé de Souza com a Conde de Porto Alegre; Mário Sérgio virou à esquerda com seu Peugeot 307

Rua Tomé de Souza com a Conde de Porto Alegre; Mário Sérgio virou à esquerda com seu Peugeot 307

O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro.

arte final foto 7 rua conde O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O Crime

Rua Conde de Porto Alegre

Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. 
 

Na foto as árvores à direita, local onde ocorreu a batida do Peugeot 307 na subida da rua Conde de Porto Alegre

Na foto as árvores à direita, local onde ocorreu a batida do Peugeot 307 na subida da rua Conde de Porto Alegre

O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação.

A frente do Peugeot 307 com a batida do lado frontal esquerdo

A frente do Peugeot 307 com a batida do lado frontal esquerdo

Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto.

Quase quatro anos após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal. O site “Cartel Brasileiro” (www.cartelbrasileiro.com) obteve cópias integrais dos dois inquéritos e vai revelar para seus leitores todos os meandros deste caso, e também proporcionar o conhecimento de seus documentos que não estão mais sob sigilo da Justiça gaúcha. É uma história para arrepiar os leitores. No portal “Cartel Brasileiro”, a cada dois dias, a partir dessa quarta-feira de cinzas, será publicado parte dessa história.

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O insondável mundo dos negócios italo-mineiros

deloitte 237x300 O insondável mundo dos negócios italo mineirosA revista “Mundo Corporativo”, editada pela Deloitte no Brasil, em sua edição número 23, referente ao primeiro trimestre deste ano de 2009, publica matéria na sua coluna “Negócios no sertão do Brasil”, na qual afirma que, “no semiárido mineiro, a região menos desenvolvida do Estado, o Grupo SADA também encontrou oportunidades. Responsável pelo transporte dos automóveis da montadora Fiat no território nacional, o Grupo SADA (que tem 2 mil caminhões), já investiu mais de R$ 100 milhões de capital próprio no município de Jaíba, onde mantém uma área de 16 mil hectares. Em 2008 iniciou sua produção de etanol, com 22 milhões de litros e deve multiplicar por seis essa capacidade até 2010. Também esta instalada no local uma usina termoelétrica que será abastecida pelo bagaço de cana e terá energia excedente comercializável de 38 megawatts, suficiente para iluminar uma cidade com 250 mil habitantes”. Essa é uma informação considerável, que desperta muita atenção. Em primeiro lugar, o Grupo SADA pertence a Vittorio Mediolli, um italiano naturalizado brasileiro, que foi deputado federal até recentemente. A reportagem diz que a empresa de Vittorio Mediolli tem mais de 2.000 caminhões e investiu mais de 100 milhões de reais na produção de cana e energia no sertão mineiro. Ora, a empresa Deloitte, que está no Brasil desde 1911, e que é especializada no ramo das auditorias, deveria exibir números certos e confiáveis. Deloitte - página 24Ou estariam agindo também como essas empresas internacionais de análise de risco, que sempre mantiveram empresas e estados em desenvolvimento em baixo grau de investimento, justamente para que pagassem custos mais caros nas suas tomadas de empréstimos, e avaliaram sempre lá em cima seus comparsas no mundo industrializado, que acabaram estourando todos a partir de setembro do ano passado? De onde a Deloitte tirou esse número de “cerca de 2.000 caminhões” do Grupo SADA? Para que os leitores do Cartel Brasileiro entendam, porque a matéria da Deloitte não diz: o Grupo SADA domina o mercado nacional de transportes de veículos das montadoras brasileiras. São caminhões cegonheiros. Mas, o Grupo SADA teria os 2.000 caminhões, o que, em  tese, atestaria a saúde financeira do Grupo SADE e sua musculatura para investir na produção de cana e energia no sertão mineiro? O Grupo SADA teria então 100 milhões de reais, de recursos próprios (dinheiro guardado em caixa) para investir na plantação e produção na área do biodiesel? A Deloitte está devendo uma explicação para os brasileiros. A Deloitte é auditora do Grupo SADA? Como pode afirmar tal coisa a respeito do Grupo SADA? O que é sabido, no Brasil inteiro, é que o Grupo SADA lidera o mercado de transporte dos veículos das montadoras brasileiras. Se a Deloitte não audita os números do Grupo SADA, e não os conhece, então não pode afirmar o que publica na sua revista. E, nesse caso, como os leitores não poderão contar com o Grupo Deloitte, só poderiam contar com o trabalho do Ministério da Justiça, por meio da sua Secretaria de Direitos Econômicos, que investiga a ação de empresas cartelistas. Isso é mais um caso para o Ministério Público Federal examinar com profundidade.

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