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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8 - Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1 O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa
Capítulo 8 Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O empresário Sérgio Mário Gabardo, em seu primeiro depoimento na 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, disse que o seu filho Mário Sérgio Gabardo utilizava um notebook em suas atividades profissionais junto a Transportadora Gabardo. Nesse notebook havia arquivos com informações sigilosas da empresa TransGabardo.

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

O velório de Mário Sérgio Gabardo ocorreu na sexta-feira 30/09/2005. No dia seguinte, sábado (01/10/2005), o empresário Sergio Mário Gabardo compareceu na TransGabardo. Lá, o empresário, após uma reunião com um grupo de funcionários, por volta das 11h da manhã, solicitou que lhe trouxessem o notebook de seu filho Mário Sérgio, o qual estava na sala do diretor de frota da empresa, local de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Funcionários da empresa então constataram que havia desaparecido o notebook de Mário Sérgio. O notebook com arquivos sigilosos e estratégicos da TransGabardo, de uso de Mário Sérgio, sumiu da empresa. A empresa possui sistema de vigilância com câmeras de vídeo que gravam a circulação de entrada e saída de pessoas. Quem roubou o notebook com informações sigilosas da empresa TransGabardo? Por que motivo ocorreu esse roubo de equipamento da empresa e de uso pessoal do Diretor de Frota? É importante novamente comentar que Mário Sérgio Gabardo exercia as funções de Diretor de Frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo. Área vital de qualquer empresa que atua com transporte de veículos. Nessa diretoria são traçadas as estratégias para redução de custos e otimização das despesas ligadas diretamente a frota de caminhões cegonheiros. O notebook ficava em cima da mesa de trabalho do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, quando esse se retirava da empresa. Por vezes o notebook era colocado em uma gaveta da mesa de trabalho. Sérgio Mário Gabardo fez o registro na Polícia Civil, e inspetores da 2ª. Delegacia estiveram na sede da empresa TransGabardo. Perícia foi realizada no local e entregues a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas o total de sete CD’s com imagens gravadas do dia 30/09/2005. sala mario 2 300x207 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8   Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardoFuncionários foram depor na Polícia Civil. Uma funcionária da empresa em seu depoimento a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira 30/09/2005, pela manhã, por volta das 8h30 foi a sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, e viu que o equipamento estava em cima da mesa de trabalho do jovem empresário. Na mesma sala do Diretor de Frota estavam dois outros funcionários quando da presença dessa funcionária. O notebook utilizado pelo Mário Sérgio Gabardo foi manuseado por essa funcionária. Os dois funcionários presenciaram a abertura do notebbok. Foram lidas mensagens no equipamento. Na sala os três permaneceram por 30 minutos. Quando todos se retiraram da sala o notebbok permaneceu em cima da mesa de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Isso ocorreu na sexta-feira entre 8h30 e 9h. Logo a seguir essa funcionária se retirou para o velório de Mário Sérgio. No dia seguinte no sábado ela soube que havia desaparecido o notebook. Um segundo funcionário que prestou declarações a 2ª.Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira (30/09/2005) entrou na sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, isso por volta das 10h30 e notou que o notebook não estava em cima da mesa de trabalho. Fez comentários com seus colegas que o notebook não estava na sala do Mário Sérgio. Isso significa que o roubo do notebook aconteceu entre as 9h e 10h30 de sexta-feira 30/09/2005, dia do velório de Mário Sérgio Gabardo. Em 07/11/2005 a delegada de polícia Kátia Rheinheimer encaminhou os sete CD’s com imagens do dia 30/09/2005 gravadas pelo sistema de vigilância instalado na empresa TransGabardo ao Instituto Geral de Perícias do Departamento de Criminalista. Em 13/01/2006, mais de dois meses após a remessa dos CD’s para análise das imagens, o Instituto Geral de Perícias encaminha ofício a 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas com a “Reprodução de imagens”, no. 217/2006, com a informação técnica sobre a obtenção, ampliação e tratamento das imagens de vídeo nos CD’s. Diz o documento em questão, do Departamento de Criminalística que “as seqüências de vídeo contidas nos CD’S não apresentam nenhuma imagem suspeita de roubou ou furto de notebook, conforme relatado na solicitação.” Quem teria roubado o notebook com informações sigilosas da empresa Transportadora Gabardo? Até a presente data a Polícia Civil não localizou o notebook do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsa

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1  O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa

Uma ocorrência policial de localização de arma e apreensão de objeto, registrada por meio de Boletim de Atendimento da Brigada Militar, número 818038/2005, desperta a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, a qual faz a investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo.

Laudo do Departamento de Criminalística

Laudo do Departamento de Criminalística

A senhora Elizabeth Andre, na data de 13 de novembro de 2005, comunica a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas que estava tratando de seus cães, quando encontrou, no pátio de sua casa, um revólver calibre 38, marca Rossi, municiado com 5 cartuchos intactos. A residência de Elizabeth Andre fica localizada nas proximidades da via pública onde ocorreu o assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A inspetora de Polícia Lorena Maria Klain, em 22 de novembro de 2005, informa que esteve no local, na rua Dom Pedro II e fotografou  a casa de Elizabeth Andre onde a arma de fogo foi encontrada. O projétil que atingiu o coração de Mário Sérgio Gabardo foi expelida de um revólver calibre 38. Uma pista para a Polícia Civil. Talvez fosse a arma do crime. O revolver de marca Rossi, calibre 38, número de série AA698263, infra-tambor 3078, municiado com 5 cartuchos encontrado no pátio da casa de Elizabeth foi encaminhado para perícia. A delegada de polícia Kátia Rheinheimer oficia então a diretora do Departamento de Criminalista, ofício no. 2327/05, de 23/11/2005, solicitando que fosse respondidos os questionamentos em relação a arma de fogo encontrada no pátio da casa de Elizabeth Andre e  que ora encaminhava para perícia. A delegada Kátia perguntava: “Se a arma encaminhada apresenta condições de funcionamento? Se é possível identificar se o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo foi expelido pela arma encaminhada?” Ao mesmo tempo a delegada de polícia Kátia envia oficio, de no. 2339/05, ao diretor da Fábrica de Armas Rossi, em São Leopoldo, RS, requerendo informações sobre o revólver calibre 38 apreendido no pátio da casa de Elizabeth André. laudo fl 2 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial B-26216/2005 do Departamento de Criminalística informou a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, que a arma questionada, o revólver calibre especial, Rossi, está em má conservação, apresentava intensa corrosão oxidativa, ocasionada por barro disseminado em sua superfície metálica e mecanismos. Os cinco cartuchos encontravam-se intactos, sem marcas de percussão. “A arma após limpeza encontrava-se em perfeita condição de uso e de funcionamento”. Os cinco cartuchos foram deflagrados e mostraram-se eficazes nos testes de funcionamento com a arma questionada. “Nos exames comparativos, macro e microscópico, realizados entre o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo e os encontrados junto ao revolver 38 no pátio da casa de Elizabeth Andre, comprovou-se que não foi expelido através do cano da arma ora questionada.” Em outras palavras, o tiro certeiro que matou Mário Sérgio Gabardo não veio do revólver Rossi calibre 38 encontrado no pátio da casa de Elizabeth Andre. laudo fl 3 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial foi datado em 17/12/2005 e assinado pelos peritos Jorge Alberto Santiago Ferreira e Joseli Pérez Baldasso. A 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas procura ainda pela arma de fogo que expeliu o projétil que matou o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Hoje não há qualquer pista sobre a arma do crime.

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Palavras de um Pai que busca por Justiça

mario sergio gabardo 29 09 2005 175x300 Palavras de um Pai que busca por Justiça“Bom dia Mário!” “Você dormiu bem a noite passada?” “Temos muito trabalho hoje.” “Espero você na empresa.” “Vamos almoçar juntos.” “Precisamos conversar sobre o teu futuro.” Palavras que o pai Sérgio Mário Gabardo poderia dizer ao seu filho Mário Sérgio na data de hoje, 29 de abril de 2009.  Mas isso jamais vai acontecer. O pai Sérgio Mário Gabardo nunca mais vai poder falar com o seu filho Mário Sérgio. O jovem Mário Sérgio não tem mais futuro. Tiraram o direito do jovem Mário Sérgio de ter um futuro brilhante. Mário Sérgio Gabardo era um jovem executivo da Transportes Gabardo, uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil e da América do Sul. Em 29 de setembro de 2005, Mário Sérgio Gabardo foi assassinado com um tiro no coração. O crime ocorreu a exatos 3 anos, 6 meses e 29 dias passados. Os assassinos, o que deu o tiro certeiro no coração de Mário Sérgio e o que pilotava o Ford KA utilizado na noite do crime, continuam impunes até hoje. Fatos reveladores, que constam no inquérito policial da Polícia Civil gaúcha e no processo da Polícia Federal (PF), apontam para fortes indícios de um crime a mando de alguém. Na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, dentro de seu carro, Mário Sérgio aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário Sérgio e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA cor prata, que o estava perseguindo. O veículo Ford KA cor prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford KA cor prata, saltou pela porta dianteira do lado direito, um homem de 1m80 de altura, com um revólver calibre 38 na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados pelo assassino realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. O projétil calibre 38 penetrou no corpo de Mário Sérgio, na região escapular esquerda, acabou lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se alojou no interior do saco pericárdico (tecido fibroso que envolve o coração). Mortalmente ferido, Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307 automático, e a seguir o coloca em “marcha a frente”, e acelera o veículo percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel dos assassinos, um Ford KA cor prata, de luzes apagadas, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre. “Ainda nessa rua, esquina com a rua da Figueira, mais tarde uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro.” O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino (que deu o tiro certeiro), o qual se aproximou de Mário, observou a sua vítima por alguns instantes, e então retornou para o carro e se colocaram em fuga. Quem são esses assassinos que deram um tiro certeiro no coração do Mário? Quem são esses assassinos que perseguiram Mário quando este já havia sido baleado? Quem são esses assassinos que no trajeto de perseguição ao jovem Mário dispararam diversos outros tiros? Quem são esses assassinos que foram conferir se Mário estava morto? Quem são esses assassinos que tiraram a vida do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo? As respostas devem ser dadas pelas autoridades de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Respostas essas que os pais do jovem Mário Sérgio, 20 anos, esperam há quase 3 anos e 7 meses. Lágrimas nos olhos dos pais de Mário brotam inesperadamente a cada momento que recordam de seu único filho (à época do crime). A saudade aumenta a cada instante, a cada dia 29, a cada ano que passa, enquanto os assassinos continuam à solta, fazendo novas vítimas, certamente, quem sabe também a mando de terceiros. Os pais de Mário Sérgio Gabardo não estão sozinhos na luta para que os assassinos sejam presos e julgados pela Justiça. Contam certamente com os seus amigos e outras pessoas distantes. O Pai de Mário, o empresário Sergio Mario Gabardo e todos nós continuamos na intensa busca dos assassinos. Até agora, o Estado comprova toda a sua vulnerabilidade diante desses criminosos. Fé na Justiça Divina. Vamos encontrar esses assassinos e esclarecer o crime que vitimou o jovem Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 6 – Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1   O Crime
Capítulo 2  Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3  Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4  Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5  Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6  Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

No capítulo 5 se teve conhecimento de que a Polícia Civil, após a investigação do automóvel Ford KA, cor prata, de placa IMM-9933, acabou descartando-o do envolvimento no assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Em 08 de novembro de 2005, uma denúncia anônima, via telefone, indicou o automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, como que se estivesse envolvido no assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A partir da denúncia anônima a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas passou a investigar esse segundo veículo. O automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, pertencia a época a senhora Noeli Lourenço, moradora na cidade de Canoas. A Polícia Civil conseguiu apurar que o filho da proprietária do Ford KA cor prata, placa IGX-9056, e um amigo, foram flagrados, na via pública municipal, no interior de um outro veículo, portando dois revólveres. Isso por si só sinalizava para a delegada Kátia Rheinheimer de que deveria proceder na “busca e apreensão” do veículo e de armas de fogo nas residências dessas pessoas. Assim, em 10 de novembro de 2005, a delegada Kátia Rheinheimer, encaminhou o ofício no. 2280/2005 ao Juiz de Direito, plantonista no Fórum de Canoas, requerendo um Mandado de Busca e Apreensão para as residências das pessoas citadas, a fim de que fossem apreendidos um veículo Ford KA, placas IGX-9056 e armas de fogo. O Poder Judiciário, por meio do Juiz de Direito em substituição eventual, Fábio Koff Junior, despacha, determinando, conforme Protocolo no. 710/28 referente ao ofício 2280/2005 que fossem expedidos os respectivos mandados de busca e apreensão, exclusivamente para armas de fogo, para serem cumpridos no horário das 7h às 19h. O cumprimento ao mandado judicial foi realizado pelo inspetor de polícia Valdir Capellari da Silva, sem que tivesse encontrado qualquer arma de fogo nos endereços que constavam no mandado judicial. A Polícia Civil acabou intimando a proprietária do veículo Ford KA, placas IGX-9056, para prestar declarações na 2ª. Delegacia em Canoas. Noeli Lourenço compareceu e firmou termo de declarações em 22 de novembro de 2005. Junto a pessoa de Noeli Lourenço compareceu o seu filho Luciano Lourenço Machado. Em nada as suas declarações contribuíram para a elucidação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Conforme o processo criminal, o segundo veículo, o Ford KA cor prata, placa IGX-9056, foi submetido ao reconhecimento pelas testemunhas Anderson Rafael Walker, Sérgio Natalício Carvalho e Valter Leandro dos Santos Elsner, que não reconheceram ser esse veículo como sendo o Ford KA usado na noite do assassinato de Mário Sergio Gabardo. A Polícia Civil está agora sem qualquer pista para a identificação do veículo dos assassinos.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução - Capítulo 4 – Depoimentos de testemunhas

O portal Cartel Brasileiro já escreveu os primeiros três capítulos sobre “O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução”. Os capítulos foram “O Crime”, o “Registro da ocorrência do crime” e “Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento”. Esses capítulos poderão ser lidos novamente no portal Cartel Brasileiro no link “O Caso Mário Gabardo”. O quarto capítulo denominamos de “Depoimentos das testemunhas”. Para que se pudesse entender o que aconteceu naquela noite, era preciso ler todo o “Volume 1 A” do processo do  inquérito policial. Foram lidas exatamente 200 páginas. A 2a. Delegacia de Policia Civil de Canoas coletou diversos depoimentos. Uma das testemunhas, Valter Leandro dos Santos Elsner, estava na noite do assassinato postado exatamente na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venâncio Aires. Valter Leandro viu o carro do empresário Mário Gabardo dobrar a rua Tomé de Souza, vindo da rua Venâncio Aires. Ele é a última pessoa que se comunicou (por um aceno de mão) com Mário Gabardo. A testemunha Valter Leandro trabalha na Galeteria Piato Belo, que fica na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venância Aires. Exerce ali as funções de manobrista dos veículos de clientes desse restaurante. Valter Leandro viu o carro que perseguia o Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo. Ele declarou na Policia Civil que foi um Ford KA, de cor prata, que dobrou a esquina onde trabalha. Ele notou que esse Ford KA prata estava seguindo o veículo de Mário. Valter Leandro chegou a cumprimentar o empresário naquela noite, pois o conhecia. Envolvido na sua atividade, acabou em frações de segundos desviando a sua atenção para o trabalho. Em instantes ouviu um disparo de arma de fogo, um tiro. Olhou para a direção desse disparo e viu o Peugeot 307 de Mário Gabardo dar a marcha-a-ré. Valter Leandro confirmou que o carro de Mário estava com a sua frente apontada para o portão da garagem da casa de número 258 da rua Tomé de Souza, local onde seria realizado o churrasco de confraternização. Esse manobrista viu após o tiro, que o carro de Mário Gabardo saiu em disparada pela rua Tomé de Souza em direção a rua Conde de Porto Alegre e que estava sendo seguido pelo Ford KA prata. Essa é a primeira testemunha importante do assassinato de Mário Gabardo. Valter Leandro faz prova de que os assassinos seguiam o carro do empresário Mário Gabardo, pelo menos desde a rua Venâncio Aires. Declara que o Ford KA prata perseguiu o carro do empresário Mário Gabardo pela rua Tomé de Souza até a esquina da rua Conde de Porto Alegre, quando dobraram a esquerda em direção a rua da Figueira. Essa perseguição ao veículo Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo não é comum em tentativas frustradas de um “assalto a mão armada”. E muito menos ainda, quando o carro do empresário é perseguido pelo veículo dos assassinos, por mais de duas quadras. Isso não é comum em assaltos. Mais estranho ainda é que após essa perseguição, quando do acidente do Peugeot 307 com uma árvore na esquina da rua Conde de Porto Alegre com a rua da Figueira,  o veículo Ford KA prata, parou junto ao carro acidentado, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro e se puseram em fuga. Isso aponta para fortes indícios de execução. Uma outra testemunha, Sergio Natalicio Carvalho, morador na rua FAB (Força Aérea Brasileira), indica a característica do veículo dos assassinos, diz que era um Ford KA de cor prata. Que esse veículo desceu de marcha-a-ré a rua Conde de Porto Alegre, ocasião que fez uma manobra e saiu pela rua FAB em direção a BR 116 (rota de fuga do veículo dos assassinos). Não há qualquer dúvida mais sobre esse carro Ford KA prata. Também se pode confirmar que ocorreu uma perseguição ao veículo do empresário Mário Gabardo. Essa rua FAB fica abaixo da rua da Figueira, em paralelo, muito próximo do local do acidente do Peugeot 307 de Mário Gabardo que ocorreu na rua Conde de Porto Alegre. Um casal de namorados que pretendia jantar no restaurante Galeteria Piato Belo  viu o que aconteceu na noite de 29 de setembro de 2005. Ana Letícia de Mesquita em seu depoimento a 2a. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, conta que estava de aniversário naquele dia e que com o namorado pretendiam jantar a noite na Galeteria Piato Belo.  De dentro do carro do namorado, Ana Letícia viu na rua Tomé de Souza que o carro de Mário Gabardo parou em frente a casa de número 258 e que logo em seguida freou o veículo Ford KA. Essa testemunha também viu as características do veículo dos assassinos. Ana Leticia viu que do Ford KA desceu um “rapaz alto, com cerca de 1,80 de altura, magro, de cor branca, vestindo moletom, calça escura (parecia jeans) e boné”. Declarou que esse “rapaz” desceu do Ford KA, de cor prata, com uma arma de cano longo. Que esse assassino ao se dirigir para o veículo de Mário gritava: “Desce do carro, desce do carro”. Ana Letícia ouviu o barulho de dois tiros. Cabe relatar que o veículo em que se encontrava apontava a sua frente para o carro do Mário e dos assassinos. Ela tinha uma visão privilegiada. Mas quando ouviu o primeiro tiro, Ana Letícia se abaixou dentro do carro. A seguir Ana Letícia ouviu o segundo tiro.  Essa testemunha conseguiu memorizar as características do carro dos assassinos. Um Ford KA todo prateado, com película, com aerofólio prata, um carro incrementado. Ana Letícia e o namorado comunicaram por telefone a Brigada Militar, via o número 190. No outro dia é que Ana e o namorado ficaram sabendo que Mário Sérgio Gabardo tinha sido assassinado. Até aqui se tem confirmado que Mário Sérgio Gabardo sofreu um tiro certeiro, pelas costas, que teria sido o segundo disparado por meio de um revólver calibre 38 de cano longo, que esse projétil acabou com a vida do jovem empresário, que ocorreu uma perseguição com muitos outros tiros, que o assassino foi “conferir”  a vítima baleada, e que o veículo Ford Ka prata, todo prata, com película, aerofólio prata, e incrementado com acessórios foi utilizado no crime.

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Sergio, pai do Mário, continua lutando para identificar e prender os assassinos de seu filho

"Lista de crimes no Rio Grande do Sul": Os assassinos de Mário Sergio Gabardo estão ainda impunes

Lista de crimes no Rio Grande do Sul: os assassinos do jovem Mário não foram identificados

Estamos em janeiro de 2005 (ano de dois mil e cinco). O cidadão brasileiro Sergio Mário Gabardo, é um homem honrado, trabalhador e empresário. Possui uma família, um único filho homem. O jovem Mário Sergio Gabardo, 20 anos, seu filho, é estudante do curso de Direito da PUCRS, também um homem honrado, trabalhador e empresário. O pai Sergio Mário Gabardo iniciou sua vida profissional transportando tomate. “Comeu poeira”. Mais tarde, Sergio Mário ingressou no ramo do transporte de automóveis. Formou a TransGabardo (uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil). Sergio Mário é um empresário de sucesso, conhecido no Brasil. Naquele ano de 2005, podíamos ver uma família brasileira que venceu pelo trabalho, que contribuiu ano a ano com seus impostos para que o Brasil seguisse o seu caminho como um país. Tudo estava certo. Mas, Deus reservava para essa família algo que poucos brasileiros já vivenciaram. Na noite de 29 de setembro de 2005, o seu filho Mário Sergio Gabardo, diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, teve a sua vida interrompida. Mário Sergio é brutalmente assassinado. O crime ocorreu na cidade de Canoas, na região metropolitana do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por volta das 21h30min naquela noite de 29 de setembro, Mário Sergio termina uma prova na Faculdade de Direito da PUCRS, em Porto Alegre, e logo se dirige para a cidade de Canoas, onde reside e possui muitos amigos. Mário Sergio faz compras para uma confraternização, um churrasco, onde estariam presentes os amigos. Chega então à rua Tomé de Souza na cidade de Canoas, em seu automóvel. Ao estacionar o veículo, o jovem é abordado por um homem portando uma arma de fogo. O bandido desceu de um Ford KA de cor prata. Mário Sergio está ainda dentro de seu automóvel. O assassino faz um único disparo com a arma de fogo. O projétil acerta o coração de Mário Sérgio. Na gíria se diria “coisa de profissional”. Mário Sergio ainda consegue arrancar o seu automóvel, em alta velocidade, tenta dobrar à sua esquerda, mas bate em uma árvore. Mário Sergio Gabardo está morto. Os assassinos fogem em alta velocidade. O assassinato de Mário Sergio Gabardo provavelmente ingressa na “Lista” da Secretaria Estadual de Segurança do RS como mais um “crime ainda não solucionado”. Uma vergonha para a sociedade. Hoje, 29 de janeiro de 2009, a família Gabardo ainda sofre com o assassinato de Mário Sergio. Nesta data completa 3 anos, três meses e 4 dias do assassinato de Mário Sergio Gabardo. Um crime sem solução?

. “Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?”

“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?”

“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?” Apenas duas perguntas que até hoje Sergio Mário Gabardo ainda não tem as respostas. Sergio Mário Gabardo tem a forte convicção de que os assassinos serão presos pelas autoridades de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Mas não fica esperando pelas autoridades públicas. Como cidadão brasileiro e como pai, Sergio Mário Gabardo pressiona para que as autoridades de segurança pública cumpram o seu papel. Somente assim o assassinato de Mário Sergio Gabardo não passará definitivamente para o esquecimento público. Recebo hoje mais um email do meu amigo Sergio. Vamos ler. “Uma vez mais, venho à presença dos senhores para dizer que mais um mês se passou, sem que eu tenha notícias do ocorrido com meu filho Mário. Ele foi morto em 29 de setembro de 2005 e, até o momento, as autoridades envolvidas no caso não conseguiram identificar os autores ou mandantes. Ele tinha, apenas, 20 anos e era um filho como todos os pais gostariam de ter. Apesar da pouca idade, aliada à humildade e vontade de crescer, Mário destacou-se profissionalmente, conquistando o respeito de todos os funcionários e clientes da empresa. Estava pronto para assumir a empresa em janeiro de 2006. Isso tudo não era novidade no mercado e estávamos incomodando outras empresas do ramo. Eu recebi muitas ameaças dirigidas à minha pessoa e à empresa, muitas delas registradas, além de várias coincidências que eu poderia relacionar aqui, mas que não vem ao caso, pois estão tramitando em outra esfera. Como começou o processo: o assassinato do Mário foi tratado pelas autoridades que chamaram a perícia como “carro atingido por arma de fogo”, sem nenhuma referência a sua morte. Como esse é o início que desencadeou todo o processo, imaginem o desfecho. No dia seguinte, enquanto seu corpo estava sendo velado, o computador pessoal de Mário desapareceu misteriosamente de sua mesa de trabalho, mas isso foi considerado como outro caso, sem relação com a morte dele e simplesmente ignorado, apesar da empresa ter fornecido cópia da fita de filmagem e insistido para que fosse investigado. Se os senhores estão cansados de ler meus textos, um dia por mês, tentem se colocar no meu lugar. Como pai que teve seu então único filho assassinado, eu vejo relação entre todas as situações expostas acima. Mas estou sozinho nessa luta. O Estado, representado pelas autoridades que se dizem competentes, não se fez presente, nem mesmo para dizer que compreendia a minha dor de pai, ou que sentia muito. E isso, mesmo depois de muito insistir para ser recebido por algumas dessas autoridades. Será que não há uma única autoridade, nessa imensa lista, que tenha poder para mandar investigar o assassinato do Mário com o respeito que ele, como cidadão, merecia? Sou um cidadão comum, não um político, nem autoridade nesse meio. Mas será que isso justifica o descaso com que venho sendo tratado? Onde estão os Ministérios Públicos Estadual e Federal ou a Polícia que sempre nos encheu de orgulho? Só percebe a situação real da segurança pública (que de segurança só tem o nome) quem enfrenta uma situação semelhante a minha. Não espere que chegue a sua vez para fazer alguma coisa. Nesse dia, pode não haver mais segurança, nem mesmo no nome, pois pode ter sido substituída por “impunidade pública”, como de fato já foi. Para mim, o dia é o 29. Qual será o de vocês, pais de família, que ainda acredita na força de nossa justiça, como eu acreditava? Peço a Deus que proteja suas famílias, na certeza de que Ele não nos abandona, pois a justiça dos homens já não merece a minha consideração e de nem um cidadão Brasileiro. Sérgio, pai do Mário.

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