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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8 – Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O Livro: O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1 O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa
Capítulo 8 Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O empresário Sérgio Mário Gabardo, em seu primeiro depoimento na 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, disse que o seu filho Mário Sérgio Gabardo utilizava um notebook em suas atividades profissionais junto a Transportadora Gabardo. Nesse notebook havia arquivos com informações sigilosas da empresa TransGabardo.

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Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

O velório de Mário Sérgio Gabardo ocorreu na sexta-feira 30/09/2005. No dia seguinte, sábado (01/10/2005), o empresário Sergio Mário Gabardo compareceu na TransGabardo. Lá, o empresário, após uma reunião com um grupo de funcionários, por volta das 11h da manhã, solicitou que lhe trouxessem o notebook de seu filho Mário Sérgio, o qual estava na sala do diretor de frota da empresa, local de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Funcionários da empresa então constataram que havia desaparecido o notebook de Mário Sérgio. O notebook com arquivos sigilosos e estratégicos da TransGabardo, de uso de Mário Sérgio, sumiu da empresa. A empresa possui sistema de vigilância com câmeras de vídeo que gravam a circulação de entrada e saída de pessoas. Quem roubou o notebook com informações sigilosas da empresa TransGabardo? Por que motivo ocorreu esse roubo de equipamento da empresa e de uso pessoal do Diretor de Frota? É importante novamente comentar que Mário Sérgio Gabardo exercia as funções de Diretor de Frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo. Área vital de qualquer empresa que atua com transporte de veículos. Nessa diretoria são traçadas as estratégias para redução de custos e otimização das despesas ligadas diretamente a frota de caminhões cegonheiros. O notebook ficava em cima da mesa de trabalho do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, quando esse se retirava da empresa. Por vezes o notebook era colocado em uma gaveta da mesa de trabalho. Sérgio Mário Gabardo fez o registro na Polícia Civil, e inspetores da 2ª. Delegacia estiveram na sede da empresa TransGabardo. Perícia foi realizada no local e entregues a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas o total de sete CD’s com imagens gravadas do dia 30/09/2005. sala mario 2 300x207 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8   Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardoFuncionários foram depor na Polícia Civil. Uma funcionária da empresa em seu depoimento a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira 30/09/2005, pela manhã, por volta das 8h30 foi a sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, e viu que o equipamento estava em cima da mesa de trabalho do jovem empresário. Na mesma sala do Diretor de Frota estavam dois outros funcionários quando da presença dessa funcionária. O notebook utilizado pelo Mário Sérgio Gabardo foi manuseado por essa funcionária. Os dois funcionários presenciaram a abertura do notebbok. Foram lidas mensagens no equipamento. Na sala os três permaneceram por 30 minutos. Quando todos se retiraram da sala o notebbok permaneceu em cima da mesa de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Isso ocorreu na sexta-feira entre 8h30 e 9h. Logo a seguir essa funcionária se retirou para o velório de Mário Sérgio. No dia seguinte no sábado ela soube que havia desaparecido o notebook. Um segundo funcionário que prestou declarações a 2ª.Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira (30/09/2005) entrou na sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, isso por volta das 10h30 e notou que o notebook não estava em cima da mesa de trabalho. Fez comentários com seus colegas que o notebook não estava na sala do Mário Sérgio. Isso significa que o roubo do notebook aconteceu entre as 9h e 10h30 de sexta-feira 30/09/2005, dia do velório de Mário Sérgio Gabardo. Em 07/11/2005 a delegada de polícia Kátia Rheinheimer encaminhou os sete CD’s com imagens do dia 30/09/2005 gravadas pelo sistema de vigilância instalado na empresa TransGabardo ao Instituto Geral de Perícias do Departamento de Criminalista. Em 13/01/2006, mais de dois meses após a remessa dos CD’s para análise das imagens, o Instituto Geral de Perícias encaminha ofício a 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas com a “Reprodução de imagens”, no. 217/2006, com a informação técnica sobre a obtenção, ampliação e tratamento das imagens de vídeo nos CD’s. Diz o documento em questão, do Departamento de Criminalística que “as seqüências de vídeo contidas nos CD’S não apresentam nenhuma imagem suspeita de roubou ou furto de notebook, conforme relatado na solicitação.” Quem teria roubado o notebook com informações sigilosas da empresa Transportadora Gabardo? Até a presente data a Polícia Civil não localizou o notebook do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsa

O Livro: O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1  O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa

Uma ocorrência policial de localização de arma e apreensão de objeto, registrada por meio de Boletim de Atendimento da Brigada Militar, número 818038/2005, desperta a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, a qual faz a investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo.

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Laudo do Departamento de Criminalística

A senhora Elizabeth Andre, na data de 13 de novembro de 2005, comunica a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas que estava tratando de seus cães, quando encontrou, no pátio de sua casa, um revólver calibre 38, marca Rossi, municiado com 5 cartuchos intactos. A residência de Elizabeth Andre fica localizada nas proximidades da via pública onde ocorreu o assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A inspetora de Polícia Lorena Maria Klain, em 22 de novembro de 2005, informa que esteve no local, na rua Dom Pedro II e fotografou  a casa de Elizabeth Andre onde a arma de fogo foi encontrada. O projétil que atingiu o coração de Mário Sérgio Gabardo foi expelida de um revólver calibre 38. Uma pista para a Polícia Civil. Talvez fosse a arma do crime. O revolver de marca Rossi, calibre 38, número de série AA698263, infra-tambor 3078, municiado com 5 cartuchos encontrado no pátio da casa de Elizabeth foi encaminhado para perícia. A delegada de polícia Kátia Rheinheimer oficia então a diretora do Departamento de Criminalista, ofício no. 2327/05, de 23/11/2005, solicitando que fosse respondidos os questionamentos em relação a arma de fogo encontrada no pátio da casa de Elizabeth Andre e  que ora encaminhava para perícia. A delegada Kátia perguntava: “Se a arma encaminhada apresenta condições de funcionamento? Se é possível identificar se o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo foi expelido pela arma encaminhada?” Ao mesmo tempo a delegada de polícia Kátia envia oficio, de no. 2339/05, ao diretor da Fábrica de Armas Rossi, em São Leopoldo, RS, requerendo informações sobre o revólver calibre 38 apreendido no pátio da casa de Elizabeth André. laudo fl 2 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial B-26216/2005 do Departamento de Criminalística informou a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, que a arma questionada, o revólver calibre especial, Rossi, está em má conservação, apresentava intensa corrosão oxidativa, ocasionada por barro disseminado em sua superfície metálica e mecanismos. Os cinco cartuchos encontravam-se intactos, sem marcas de percussão. “A arma após limpeza encontrava-se em perfeita condição de uso e de funcionamento”. Os cinco cartuchos foram deflagrados e mostraram-se eficazes nos testes de funcionamento com a arma questionada. “Nos exames comparativos, macro e microscópico, realizados entre o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo e os encontrados junto ao revolver 38 no pátio da casa de Elizabeth Andre, comprovou-se que não foi expelido através do cano da arma ora questionada.” Em outras palavras, o tiro certeiro que matou Mário Sérgio Gabardo não veio do revólver Rossi calibre 38 encontrado no pátio da casa de Elizabeth Andre. laudo fl 3 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial foi datado em 17/12/2005 e assinado pelos peritos Jorge Alberto Santiago Ferreira e Joseli Pérez Baldasso. A 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas procura ainda pela arma de fogo que expeliu o projétil que matou o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Hoje não há qualquer pista sobre a arma do crime.

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Palavras de um Pai que busca por Justiça

mario sergio gabardo 29 09 2005 175x300 Palavras de um Pai que busca por Justiça“Bom dia Mário!” “Você dormiu bem a noite passada?” “Temos muito trabalho hoje.” “Espero você na empresa.” “Vamos almoçar juntos.” “Precisamos conversar sobre o teu futuro.” Palavras que o pai Sérgio Mário Gabardo poderia dizer ao seu filho Mário Sérgio na data de hoje, 29 de abril de 2009.  Mas isso jamais vai acontecer. O pai Sérgio Mário Gabardo nunca mais vai poder falar com o seu filho Mário Sérgio. O jovem Mário Sérgio não tem mais futuro. Tiraram o direito do jovem Mário Sérgio de ter um futuro brilhante. Mário Sérgio Gabardo era um jovem executivo da Transportes Gabardo, uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil e da América do Sul. Em 29 de setembro de 2005, Mário Sérgio Gabardo foi assassinado com um tiro no coração. O crime ocorreu a exatos 3 anos, 6 meses e 29 dias passados. Os assassinos, o que deu o tiro certeiro no coração de Mário Sérgio e o que pilotava o Ford KA utilizado na noite do crime, continuam impunes até hoje. Fatos reveladores, que constam no inquérito policial da Polícia Civil gaúcha e no processo da Polícia Federal (PF), apontam para fortes indícios de um crime a mando de alguém. Na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, dentro de seu carro, Mário Sérgio aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário Sérgio e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA cor prata, que o estava perseguindo. O veículo Ford KA cor prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford KA cor prata, saltou pela porta dianteira do lado direito, um homem de 1m80 de altura, com um revólver calibre 38 na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados pelo assassino realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. O projétil calibre 38 penetrou no corpo de Mário Sérgio, na região escapular esquerda, acabou lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se alojou no interior do saco pericárdico (tecido fibroso que envolve o coração). Mortalmente ferido, Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307 automático, e a seguir o coloca em “marcha a frente”, e acelera o veículo percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel dos assassinos, um Ford KA cor prata, de luzes apagadas, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre. “Ainda nessa rua, esquina com a rua da Figueira, mais tarde uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro.” O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino (que deu o tiro certeiro), o qual se aproximou de Mário, observou a sua vítima por alguns instantes, e então retornou para o carro e se colocaram em fuga. Quem são esses assassinos que deram um tiro certeiro no coração do Mário? Quem são esses assassinos que perseguiram Mário quando este já havia sido baleado? Quem são esses assassinos que no trajeto de perseguição ao jovem Mário dispararam diversos outros tiros? Quem são esses assassinos que foram conferir se Mário estava morto? Quem são esses assassinos que tiraram a vida do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo? As respostas devem ser dadas pelas autoridades de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Respostas essas que os pais do jovem Mário Sérgio, 20 anos, esperam há quase 3 anos e 7 meses. Lágrimas nos olhos dos pais de Mário brotam inesperadamente a cada momento que recordam de seu único filho (à época do crime). A saudade aumenta a cada instante, a cada dia 29, a cada ano que passa, enquanto os assassinos continuam à solta, fazendo novas vítimas, certamente, quem sabe também a mando de terceiros. Os pais de Mário Sérgio Gabardo não estão sozinhos na luta para que os assassinos sejam presos e julgados pela Justiça. Contam certamente com os seus amigos e outras pessoas distantes. O Pai de Mário, o empresário Sergio Mario Gabardo e todos nós continuamos na intensa busca dos assassinos. Até agora, o Estado comprova toda a sua vulnerabilidade diante desses criminosos. Fé na Justiça Divina. Vamos encontrar esses assassinos e esclarecer o crime que vitimou o jovem Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 6 – Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

O Livro: O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1   O Crime
Capítulo 2  Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3  Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4  Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5  Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6  Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

No capítulo 5 se teve conhecimento de que a Polícia Civil, após a investigação do automóvel Ford KA, cor prata, de placa IMM-9933, acabou descartando-o do envolvimento no assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Em 08 de novembro de 2005, uma denúncia anônima, via telefone, indicou o automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, como que se estivesse envolvido no assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A partir da denúncia anônima a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas passou a investigar esse segundo veículo. O automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, pertencia a época a senhora Noeli Lourenço, moradora na cidade de Canoas. A Polícia Civil conseguiu apurar que o filho da proprietária do Ford KA cor prata, placa IGX-9056, e um amigo, foram flagrados, na via pública municipal, no interior de um outro veículo, portando dois revólveres. Isso por si só sinalizava para a delegada Kátia Rheinheimer de que deveria proceder na “busca e apreensão” do veículo e de armas de fogo nas residências dessas pessoas. Assim, em 10 de novembro de 2005, a delegada Kátia Rheinheimer, encaminhou o ofício no. 2280/2005 ao Juiz de Direito, plantonista no Fórum de Canoas, requerendo um Mandado de Busca e Apreensão para as residências das pessoas citadas, a fim de que fossem apreendidos um veículo Ford KA, placas IGX-9056 e armas de fogo. O Poder Judiciário, por meio do Juiz de Direito em substituição eventual, Fábio Koff Junior, despacha, determinando, conforme Protocolo no. 710/28 referente ao ofício 2280/2005 que fossem expedidos os respectivos mandados de busca e apreensão, exclusivamente para armas de fogo, para serem cumpridos no horário das 7h às 19h. O cumprimento ao mandado judicial foi realizado pelo inspetor de polícia Valdir Capellari da Silva, sem que tivesse encontrado qualquer arma de fogo nos endereços que constavam no mandado judicial. A Polícia Civil acabou intimando a proprietária do veículo Ford KA, placas IGX-9056, para prestar declarações na 2ª. Delegacia em Canoas. Noeli Lourenço compareceu e firmou termo de declarações em 22 de novembro de 2005. Junto a pessoa de Noeli Lourenço compareceu o seu filho Luciano Lourenço Machado. Em nada as suas declarações contribuíram para a elucidação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Conforme o processo criminal, o segundo veículo, o Ford KA cor prata, placa IGX-9056, foi submetido ao reconhecimento pelas testemunhas Anderson Rafael Walker, Sérgio Natalício Carvalho e Valter Leandro dos Santos Elsner, que não reconheceram ser esse veículo como sendo o Ford KA usado na noite do assassinato de Mário Sergio Gabardo. A Polícia Civil está agora sem qualquer pista para a identificação do veículo dos assassinos.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 4 – Depoimentos de testemunhas

O portal Cartel Brasileiro já escreveu os primeiros três capítulos sobre “O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução”. Os capítulos foram “O Crime”, o “Registro da ocorrência do crime” e “Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento”. Esses capítulos poderão ser lidos novamente no portal Cartel Brasileiro no link “O Caso Mário Gabardo”. O quarto capítulo denominamos de “Depoimentos das testemunhas”. Para que se pudesse entender o que aconteceu naquela noite, era preciso ler todo o “Volume 1 A” do processo do  inquérito policial. Foram lidas exatamente 200 páginas. A 2a. Delegacia de Policia Civil de Canoas coletou diversos depoimentos. Uma das testemunhas, Valter Leandro dos Santos Elsner, estava na noite do assassinato postado exatamente na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venâncio Aires. Valter Leandro viu o carro do empresário Mário Gabardo dobrar a rua Tomé de Souza, vindo da rua Venâncio Aires. Ele é a última pessoa que se comunicou (por um aceno de mão) com Mário Gabardo. A testemunha Valter Leandro trabalha na Galeteria Piato Belo, que fica na esquina da rua Tomé de Souza com a rua Venância Aires. Exerce ali as funções de manobrista dos veículos de clientes desse restaurante. Valter Leandro viu o carro que perseguia o Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo. Ele declarou na Policia Civil que foi um Ford KA, de cor prata, que dobrou a esquina onde trabalha. Ele notou que esse Ford KA prata estava seguindo o veículo de Mário. Valter Leandro chegou a cumprimentar o empresário naquela noite, pois o conhecia. Envolvido na sua atividade, acabou em frações de segundos desviando a sua atenção para o trabalho. Em instantes ouviu um disparo de arma de fogo, um tiro. Olhou para a direção desse disparo e viu o Peugeot 307 de Mário Gabardo dar a marcha-a-ré. Valter Leandro confirmou que o carro de Mário estava com a sua frente apontada para o portão da garagem da casa de número 258 da rua Tomé de Souza, local onde seria realizado o churrasco de confraternização. Esse manobrista viu após o tiro, que o carro de Mário Gabardo saiu em disparada pela rua Tomé de Souza em direção a rua Conde de Porto Alegre e que estava sendo seguido pelo Ford KA prata. Essa é a primeira testemunha importante do assassinato de Mário Gabardo. Valter Leandro faz prova de que os assassinos seguiam o carro do empresário Mário Gabardo, pelo menos desde a rua Venâncio Aires. Declara que o Ford KA prata perseguiu o carro do empresário Mário Gabardo pela rua Tomé de Souza até a esquina da rua Conde de Porto Alegre, quando dobraram a esquerda em direção a rua da Figueira. Essa perseguição ao veículo Peugeot 307 de Mário Sérgio Gabardo não é comum em tentativas frustradas de um “assalto a mão armada”. E muito menos ainda, quando o carro do empresário é perseguido pelo veículo dos assassinos, por mais de duas quadras. Isso não é comum em assaltos. Mais estranho ainda é que após essa perseguição, quando do acidente do Peugeot 307 com uma árvore na esquina da rua Conde de Porto Alegre com a rua da Figueira,  o veículo Ford KA prata, parou junto ao carro acidentado, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro e se puseram em fuga. Isso aponta para fortes indícios de execução. Uma outra testemunha, Sergio Natalicio Carvalho, morador na rua FAB (Força Aérea Brasileira), indica a característica do veículo dos assassinos, diz que era um Ford KA de cor prata. Que esse veículo desceu de marcha-a-ré a rua Conde de Porto Alegre, ocasião que fez uma manobra e saiu pela rua FAB em direção a BR 116 (rota de fuga do veículo dos assassinos). Não há qualquer dúvida mais sobre esse carro Ford KA prata. Também se pode confirmar que ocorreu uma perseguição ao veículo do empresário Mário Gabardo. Essa rua FAB fica abaixo da rua da Figueira, em paralelo, muito próximo do local do acidente do Peugeot 307 de Mário Gabardo que ocorreu na rua Conde de Porto Alegre. Um casal de namorados que pretendia jantar no restaurante Galeteria Piato Belo  viu o que aconteceu na noite de 29 de setembro de 2005. Ana Letícia de Mesquita em seu depoimento a 2a. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, conta que estava de aniversário naquele dia e que com o namorado pretendiam jantar a noite na Galeteria Piato Belo.  De dentro do carro do namorado, Ana Letícia viu na rua Tomé de Souza que o carro de Mário Gabardo parou em frente a casa de número 258 e que logo em seguida freou o veículo Ford KA. Essa testemunha também viu as características do veículo dos assassinos. Ana Leticia viu que do Ford KA desceu um “rapaz alto, com cerca de 1,80 de altura, magro, de cor branca, vestindo moletom, calça escura (parecia jeans) e boné”. Declarou que esse “rapaz” desceu do Ford KA, de cor prata, com uma arma de cano longo. Que esse assassino ao se dirigir para o veículo de Mário gritava: “Desce do carro, desce do carro”. Ana Letícia ouviu o barulho de dois tiros. Cabe relatar que o veículo em que se encontrava apontava a sua frente para o carro do Mário e dos assassinos. Ela tinha uma visão privilegiada. Mas quando ouviu o primeiro tiro, Ana Letícia se abaixou dentro do carro. A seguir Ana Letícia ouviu o segundo tiro.  Essa testemunha conseguiu memorizar as características do carro dos assassinos. Um Ford KA todo prateado, com película, com aerofólio prata, um carro incrementado. Ana Letícia e o namorado comunicaram por telefone a Brigada Militar, via o número 190. No outro dia é que Ana e o namorado ficaram sabendo que Mário Sérgio Gabardo tinha sido assassinado. Até aqui se tem confirmado que Mário Sérgio Gabardo sofreu um tiro certeiro, pelas costas, que teria sido o segundo disparado por meio de um revólver calibre 38 de cano longo, que esse projétil acabou com a vida do jovem empresário, que ocorreu uma perseguição com muitos outros tiros, que o assassino foi “conferir”  a vítima baleada, e que o veículo Ford Ka prata, todo prata, com película, aerofólio prata, e incrementado com acessórios foi utilizado no crime.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 3 – Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento

capa inquerito volume1a 208x300 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 3   Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento

Inquérito da Polícia Civil sobre a investigação do assassinato de Mário Gabardo - Volume 1-A

Anderson Rafael Walker ouviu barulho na frente da casa de número 258, local do churrasco, onde aguardava pelo amigo Mário Sérgio Gabardo. Ele saiu dessa casa e recebeu a notícia de que o amigo Mário Sérgio corria sério perigo, que tinha sofrido uma “tentativa de assalto”. Nesse momento Anderson tomou a iniciativa de ligar para o telefone do pai de Mário Sérgio. O empresário Sérgio Mário Gabardo foi assim rapidamente notificado de que tinha acontecido um atentado muito grave contra a vida de seu filho Mário Sérgio. Até esse momento, Anderson não havia relatado ao empresário Sérgio Mário Gabardo que o carro Peugeot 307 de seu filho Mário Sérgio tinha batido contra uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Aliás, nesse instante, Anderson ainda nem sabia desses detalhes. Portanto, pelo horário registrado desse telefonema, pode se saber a hora exata em que foi cometido o atentado contra o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Tão logo Anderson terminou a conversa com Sergio Gabardo, ligou então para o número de um dos telefones celulares de seu amigo Mário Sérgio. Foi então atendido por uma mulher, que havia retirado o aparelho do bolso do jovem empresário. Essa mulher, chamada Rosana de Oliveira Teixeira, é uma das moradoras da rua Conde de Porto Alegre. Mais adiante ela se tornou uma das testemunhas mais importante do caso. Rosana estava em sua casa na noite de 29 de setembro de 2005 e ouviu três disparos de arma de fogo na rua Conde de Porto Alegre, e a seguir novamente mais tiros. Viu também o veículo do Mário em cima da calçada, batido em uma árvore. Então ela se dirigiu até o local, onde ouviu tocar o celular de Mário Sérgio. Ela pegou o aparelho celular que estava no bolso da calça da vítima e atendeu a ligação. Sem saber que era Anderson, essa testemunha disse que o “dono do celular tinha batido o seu carro numa árvore” na rua Conde de Porto Alegre esquina rua da Figueira, e que o mesmo estava inconsciente. Anderson, conhecedor das ruas e avenidas daquele bairro canoense, sabia que estava a apenas duas quadras do acidente. Saiu em disparada, indo em direção a rua Conde de Porto Alegre esquina rua da Figueira. Ao chegar, Anderson viu a cena. O corpo do amigo Mário estava estendido no chão, em seu entorno, dois homens tentavam reanimá-lo. A mulher com quem havia falado instantes antes ao celular com Anderson, passou-lhe então o aparelho telefônico de Mário Sérgio. Anderson ouviu então tocar o segundo celular do amigo Mário e atendeu a ligação. Era o pai de Mário Sérgio. Nesse momento Sérgio Mário Gabardo recebeu a notícia sobre o que havia ocorrido com seu filho. Sérgio Gabardo em seu carro se dirigiu para a rua Conde de Porto Alegre, esquina com a Rua da Figueira. Ele chegou a tempo de acompanhar o atendimento no local a seu filho. A seguir Sergio segue com seu carro o trajeto desenvolvido pela ambulância que rumou para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas. Poucos minutos depois, naquela noite de 29 de setembro de 2005, o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo acabou falecendo. O depoimento de Sérgio Mário Gabardo, pai de Mário Sérgio, na 2ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, tomado apenas sete dias depois do falecimento de seu filho, revelou importantes detalhes até então desconhecidos pelas autoridades de segurança pública. Sérgio Mário Gabardo na 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, com o objetivo de contribuir com os esclarecimentos dos fatos e a elucidação do crime, e a prisão dos criminosos, conta tudo o que sabe sobre a vida de seu filho. Está tudo no inquérito policial. O empresário gaúcho Sergio Mário Gabardo disse que seu filho tinha 20 anos, trabalhava na Transportadora Gabardo, sendo também sócio na empresa. Mário Sérgio era diretor de frota dos caminhões cegonheiros. A empresa atua no mercado de transporte de veículos novos. Mário estudava na PUC, no curso de Direito, turno da noite, tendo aulas na faculdade de segunda-feira a sexta-feira. Mário tinha por rotina iniciar sua atividade profissional às 8 horas da manhã na TransGabardo. Ele dirigia o seu próprio automóvel, um Peugeot 307. No final do turno diário de trabalho na TransGabardo, Mário ia direto para a faculdade em Porto Alegre, de onde retornava a Canoas por volta das 23 horas. À noite, em casa, Mário Sérgio jantava com a família e conversavam todos sobre assuntos pessoais e profissionais. Mário Sérgio tinha uma namorada desde janeiro de 2003. O pai sabia que seu filho Mário Sérgio mantinha por rotina (nas noites de quintas-feiras) participar de uma confraternização com os amigos. O evento era sempre promovido na casa de número 258 da rua Tomé de Souza, em Canoas. Mário Sérgio trabalhava no setor financeiro na TransGabardo e, no início do ano de 2005, passou a gerenciar a frota dos caminhões cegonheiros. Diga-se de passagem, uma importantíssima área estratégica para a empresa. Os caminhões são monitorados 24 horas, via rastreamento por satélite, equipados com computador de bordo, possuindo relevantes informações sigilosas da TransGabardo. Para controle desses dados, Mário Sérgio utilizava um notebook. Esse equipamento permanecia na empresa quando terminava o seu trabalho diário. No dia seguinte ao assassinato de Mário Sérgio Gabardo, ou seja, na data de 30 de setembro de 2005, ocorreu o furto do notebook que se encontrava em cima de sua mesa de trabalho na empresa Transgabardo. O pai de Mário Sérgio também informou a Polícia Civil que ele e o filho haviam recebido ameaças. Essas ameaças aconteciam em decorrência de Sérgio Gabardo ter formulado denúncias ao Ministério Público Federal, em Porto Alegre, que passou então a investigar a ação do “Cartel dos Cegonheiros”. Essa investigação se desenvolveu também na Polícia Federal. Uma testemunha importante no processo complementou o que disse o pai de Mário Sérgio. Em duas viagens ao interior do Estado do Rio Grande do Sul, o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo sofreu dois acidentes com o seu carro, sendo que nas duas oportunidades parecia que seu carro tinha sofrido “fechadas” por outros veículos. E que, em Porto Alegre, duas outras situações deixaram Mário Sérgio preocupado. Uma delas quando Mário Sérgio retornava de suas aulas na PUC, à noite. Seu carro sofreu uma “fechada” de um outro automóvel. A testemunha relatou que, na segunda vez, essa bem próxima da data do assassinato de Mário, exatamente uma semana antes do crime, em um sábado, o jovem empresário e a sua namorada estavam passeando de carro, na estrada que liga a cidade de Porto Alegre ao município de Canoas, pela BR-116, quando repentinamente freou o seu carro. Assustado, Mário explicou a sua namorada que tinha freado porque um outro carro estava seguindo o seu. A mesma testemunha lembrou que, em 2004, Mário Sérgio e sua namorada estiveram na cidade de Gramado, na região da Serra, e que lá jantaram em um restaurante local. O casal sentou-se junto a uma mesa afastada das demais, quando dois homens, que estavam do lado de fora do restaurante, passaram a tirar fotografias de Mário Sérgio e de sua namorada. O jovem empresário Mário, em outra oportunidade, disse a sua namorada que deveriam ter cuidado em relação aos locais que freqüentavam, horários e veículos que poderiam segui-los, pois estavam recebendo ameaças do cartel dos cegonheiros, e que era para ela avisá-lo de qualquer suspeita que tivesse sido identificada. Essas declarações do pai de Mário Sérgio e dessa testemunha em especial, colocaram a Polícia Civil em outra posição, a de que não poderia o assassinato ser tratado apenas como uma simples tentativa de assalto seguida de morte. Há fortíssimos indícios de que não se tratou de uma “tentativa de assalto seguida de morte”. Como os leitores verificarão ao longo desta narrativa, toda amparada nos documentos recolhidos nos dois inquéritos policiais, há imensos buracos a confirmar que os indícios de um atentado deliberadamente preparado são muito fortes. Encerra-se o capítulo de hoje com um intrigante fato: um fato importante a ser considerado, o de que o Ford KA prata usado no atentado contra Mário Sérgio Gabardo nunca foi encontrado “abandonado” após esse crime de 29 de setembro de 2005. O carro tomou um sumiço total, o que é absolutamente anormal.

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O caso Mário Gabardo – Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 1 – O Crime

datas arte final 175x300 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução   Capítulo 1   O CrimeO jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira.

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A foto mostra o Shopping Bourboun Zaffari Canoas – Av. Getúlio Vargas, 5765 – Canoas

Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite.

Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza.

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Rua Venâncio Aires esquina Tomé de Souza e o restaurante Galeteria Piatto Bello

Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos.

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Rua Tomé de Souza em sua extensão, uma árvore a esquerda e logo a seguir o portão da garagem da casa 258

Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual.
 

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Na foto o portão de entrada da casa 258, com um jardim à frente

Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira.
 

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Peugeot 307 com o vidro da porta lateral esquerda traseira fraturado pelo projétil

Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas.  

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Rua Tomé de Souza com a Conde de Porto Alegre; Mário Sérgio virou à esquerda com seu Peugeot 307

O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro.

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Rua Conde de Porto Alegre

Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. 
 

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Na foto as árvores à direita, local onde ocorreu a batida do Peugeot 307 na subida da rua Conde de Porto Alegre

O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação.

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A frente do Peugeot 307 com a batida do lado frontal esquerdo

Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto.

Quase quatro anos após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal. O site “Cartel Brasileiro” (www.cartelbrasileiro.com) obteve cópias integrais dos dois inquéritos e vai revelar para seus leitores todos os meandros deste caso, e também proporcionar o conhecimento de seus documentos que não estão mais sob sigilo da Justiça gaúcha. É uma história para arrepiar os leitores. No portal “Cartel Brasileiro”, a cada dois dias, a partir dessa quarta-feira de cinzas, será publicado parte dessa história.

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Cartel Brasileiro vai analisar o processo do ‘inquérito policial’ que investigou o assassinato do empresário cegonheiro Mário Gabardo

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Capa do processo do inquérito policial do assassinato do empresário Mário Sergio Gabardo

O portal Cartel Brasileiro está analisando o processo no. 008/2.06.0014069-0, da Secretaria da Justiça e da Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, que trata do assassinato do empresário Mário Sérgio Gabardo, ocorrido na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha. Mais de 3 anos e 4 meses após esse brutal assassinato, os bandidos ainda não foram presos pelas autoridades de segurança pública do RS. Um crime sem solução? Pelo menos o pai de Mário, o empresário cegonheiro Sérgio Mário Gabardo, seus familiares e amigos não acreditam nessa hipótese. Analisar cada passo do processo em questão vai oportunizar conhecer detalhes sobre o que aconteceu naquela noite de 29 de setembro de 2005. Folha a folha do processo será lido, a se iniciar pela Portaria de 30 de setembro de 2005, assinada pelo delegado de Polícia da 2ª. Delegacia de Canoas, que determinou a instauração de inquérito policial, “tomando-se as providências cabíveis à elucidação dos fatos”. Detalhes como a “falta de preservação” do local do crime chamam a atenção nesse processo do inquérito policial da morte do empresário. Vamos revelar detalhes, questionar, entrevistar pessoas e fazer comentários, tudo com o objetivo de manter acesa a chama de Justiça, para que o assassinato do jovem Mário Sérgio Gabardo não seja esquecido pelas autoridades de segurança pública e ingresse na lista dos crimes “não solucionados”.

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Sergio, pai do Mário, continua lutando para identificar e prender os assassinos de seu filho

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Lista de crimes no Rio Grande do Sul: os assassinos do jovem Mário não foram identificados

Estamos em janeiro de 2005 (ano de dois mil e cinco). O cidadão brasileiro Sergio Mário Gabardo, é um homem honrado, trabalhador e empresário. Possui uma família, um único filho homem. O jovem Mário Sergio Gabardo, 20 anos, seu filho, é estudante do curso de Direito da PUCRS, também um homem honrado, trabalhador e empresário. O pai Sergio Mário Gabardo iniciou sua vida profissional transportando tomate. “Comeu poeira”. Mais tarde, Sergio Mário ingressou no ramo do transporte de automóveis. Formou a TransGabardo (uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil). Sergio Mário é um empresário de sucesso, conhecido no Brasil. Naquele ano de 2005, podíamos ver uma família brasileira que venceu pelo trabalho, que contribuiu ano a ano com seus impostos para que o Brasil seguisse o seu caminho como um país. Tudo estava certo. Mas, Deus reservava para essa família algo que poucos brasileiros já vivenciaram. Na noite de 29 de setembro de 2005, o seu filho Mário Sergio Gabardo, diretor da frota de caminhões cegonheiras da TransGabardo, teve a sua vida interrompida. Mário Sergio é brutalmente assassinado. O crime ocorreu na cidade de Canoas, na região metropolitana do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por volta das 21h30min naquela noite de 29 de setembro, Mário Sergio termina uma prova na Faculdade de Direito da PUCRS, em Porto Alegre, e logo se dirige para a cidade de Canoas, onde reside e possui muitos amigos. Mário Sergio faz compras para uma confraternização, um churrasco, onde estariam presentes os amigos. Chega então à rua Tomé de Souza na cidade de Canoas, em seu automóvel. Ao estacionar o veículo, o jovem é abordado por um homem portando uma arma de fogo. O bandido desceu de um Ford KA de cor prata. Mário Sergio está ainda dentro de seu automóvel. O assassino faz um único disparo com a arma de fogo. O projétil acerta o coração de Mário Sérgio. Na gíria se diria “coisa de profissional”. Mário Sergio ainda consegue arrancar o seu automóvel, em alta velocidade, tenta dobrar à sua esquerda, mas bate em uma árvore. Mário Sergio Gabardo está morto. Os assassinos fogem em alta velocidade. O assassinato de Mário Sergio Gabardo provavelmente ingressa na “Lista” da Secretaria Estadual de Segurança do RS como mais um “crime ainda não solucionado”. Uma vergonha para a sociedade. Hoje, 29 de janeiro de 2009, a família Gabardo ainda sofre com o assassinato de Mário Sergio. Nesta data completa 3 anos, três meses e 4 dias do assassinato de Mário Sergio Gabardo. Um crime sem solução?

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“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?”

“Quem seriam esses assassinos? Teriam assassinado meu filho a mando de alguém?” Apenas duas perguntas que até hoje Sergio Mário Gabardo ainda não tem as respostas. Sergio Mário Gabardo tem a forte convicção de que os assassinos serão presos pelas autoridades de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Mas não fica esperando pelas autoridades públicas. Como cidadão brasileiro e como pai, Sergio Mário Gabardo pressiona para que as autoridades de segurança pública cumpram o seu papel. Somente assim o assassinato de Mário Sergio Gabardo não passará definitivamente para o esquecimento público. Recebo hoje mais um email do meu amigo Sergio. Vamos ler. “Uma vez mais, venho à presença dos senhores para dizer que mais um mês se passou, sem que eu tenha notícias do ocorrido com meu filho Mário. Ele foi morto em 29 de setembro de 2005 e, até o momento, as autoridades envolvidas no caso não conseguiram identificar os autores ou mandantes. Ele tinha, apenas, 20 anos e era um filho como todos os pais gostariam de ter. Apesar da pouca idade, aliada à humildade e vontade de crescer, Mário destacou-se profissionalmente, conquistando o respeito de todos os funcionários e clientes da empresa. Estava pronto para assumir a empresa em janeiro de 2006. Isso tudo não era novidade no mercado e estávamos incomodando outras empresas do ramo. Eu recebi muitas ameaças dirigidas à minha pessoa e à empresa, muitas delas registradas, além de várias coincidências que eu poderia relacionar aqui, mas que não vem ao caso, pois estão tramitando em outra esfera. Como começou o processo: o assassinato do Mário foi tratado pelas autoridades que chamaram a perícia como “carro atingido por arma de fogo”, sem nenhuma referência a sua morte. Como esse é o início que desencadeou todo o processo, imaginem o desfecho. No dia seguinte, enquanto seu corpo estava sendo velado, o computador pessoal de Mário desapareceu misteriosamente de sua mesa de trabalho, mas isso foi considerado como outro caso, sem relação com a morte dele e simplesmente ignorado, apesar da empresa ter fornecido cópia da fita de filmagem e insistido para que fosse investigado. Se os senhores estão cansados de ler meus textos, um dia por mês, tentem se colocar no meu lugar. Como pai que teve seu então único filho assassinado, eu vejo relação entre todas as situações expostas acima. Mas estou sozinho nessa luta. O Estado, representado pelas autoridades que se dizem competentes, não se fez presente, nem mesmo para dizer que compreendia a minha dor de pai, ou que sentia muito. E isso, mesmo depois de muito insistir para ser recebido por algumas dessas autoridades. Será que não há uma única autoridade, nessa imensa lista, que tenha poder para mandar investigar o assassinato do Mário com o respeito que ele, como cidadão, merecia? Sou um cidadão comum, não um político, nem autoridade nesse meio. Mas será que isso justifica o descaso com que venho sendo tratado? Onde estão os Ministérios Públicos Estadual e Federal ou a Polícia que sempre nos encheu de orgulho? Só percebe a situação real da segurança pública (que de segurança só tem o nome) quem enfrenta uma situação semelhante a minha. Não espere que chegue a sua vez para fazer alguma coisa. Nesse dia, pode não haver mais segurança, nem mesmo no nome, pois pode ter sido substituída por “impunidade pública”, como de fato já foi. Para mim, o dia é o 29. Qual será o de vocês, pais de família, que ainda acredita na força de nossa justiça, como eu acreditava? Peço a Deus que proteja suas famílias, na certeza de que Ele não nos abandona, pois a justiça dos homens já não merece a minha consideração e de nem um cidadão Brasileiro. Sérgio, pai do Mário.

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Assassinato de diretor de empresa cegonheira completa 39 meses e crime ainda não está esclarecido

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Mário Sérgio Gabardo, assassinado em 29/09/2005

Estamos no Brasil. Há 39 meses que desabou o mundo do empresário gaúcho Sérgio Mario Gabardo, dono da empresa cegonheira Transportadora Gabardo. No dia 29/09/2005 foi assassinado o seu filho único à época, Mário Sérgio Gabardo, de 20 anos, que estudava na Faculdade de Direito na PUC, em Porto Alegre (RS). Apesar da pouca idade, Mário Sérgio Gabardo, um rapaz muito ajuizado, inteligente e competente, era diretor da frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo. Mais do que isso: Mário Sérgio tinha sido o responsável pela implantação e desenvolvimento de todo o projeto de certificação de qualidade da empresa. A TransGabardo, sob a sua orientação, tinha se modernizado e todo o transporte passou a ser monitorado por satélite, com acompanhamento online via internet pelos clientes dessa empresa cegonheira. Ou seja, Mário Sérgio era um diretor estratégico para a empresa cegonheira. Na fatídica noite de 29 de setembro de 2005, Mário Sergio Gabardo, teve a sua vida interrompida. Ele foi assassinado em Canoas, cidade da Grande Porto Alegre, onde morava. O assassinato ocorreu por volta das 21h30, quando ele voltava da universidade (PUC), em Porto Alegre, onde tinha realizado uma prova na Faculdade de Direito. Mário Sergio estava se dirigindo para um encontro habitual que mantinha com antigos colegas. Pouco antes de ser assassinado, Mário Sergio havia feito compras para o churrasco que faria com seus amigos. Ao entrar na rua Tomé de Souza, no bairro Nossa Senhora das Graças, a terceira via após o acesso à Base Aérea de Canoas, e estacionar o seu automóvel em frente a casa onde seria realizado o encontro com os amigos, Mário Sérgio foi abordado por um homem que desceu de um carro Ka, de cor prata, com uma arma na mão. O assassino fez um único disparo que atingiu Mário Sérgio. O jovem Mário arrancou o seu veículo em velocidade, e ao dobrar à sua esquerda, acabou batendo em uma árvore. Mário Sérgio foi morto por um tiro certeiro no coração. Mais um assassinato, mais um crime violento, na cidade canoense.

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Rua Tomé de Souza no município de Canoas onde foi morto Mário Sérgio Gabardo

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, depois de 39 meses da morte do diretor da TransGabardo, ainda não solucionou o caso. Os assassinos de Mário Sérgio até hoje gozam da impunidade. Quem seriam os assassinos de Mário Sérgio Gabardo? Hipóteses para o crime foram levantadas na oportunidade (interesses econômicos) e nunca comprovadas pelas autoridades de segurança pública do RS. O empresário Sergio Mario Gabardo, pai do jovem Mário, diz “que jamais descansará enquanto esse assassinato não for esclarecido”.

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