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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8 - Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1 O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa
Capítulo 8 Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O empresário Sérgio Mário Gabardo, em seu primeiro depoimento na 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, disse que o seu filho Mário Sérgio Gabardo utilizava um notebook em suas atividades profissionais junto a Transportadora Gabardo. Nesse notebook havia arquivos com informações sigilosas da empresa TransGabardo.

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

O velório de Mário Sérgio Gabardo ocorreu na sexta-feira 30/09/2005. No dia seguinte, sábado (01/10/2005), o empresário Sergio Mário Gabardo compareceu na TransGabardo. Lá, o empresário, após uma reunião com um grupo de funcionários, por volta das 11h da manhã, solicitou que lhe trouxessem o notebook de seu filho Mário Sérgio, o qual estava na sala do diretor de frota da empresa, local de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Funcionários da empresa então constataram que havia desaparecido o notebook de Mário Sérgio. O notebook com arquivos sigilosos e estratégicos da TransGabardo, de uso de Mário Sérgio, sumiu da empresa. A empresa possui sistema de vigilância com câmeras de vídeo que gravam a circulação de entrada e saída de pessoas. Quem roubou o notebook com informações sigilosas da empresa TransGabardo? Por que motivo ocorreu esse roubo de equipamento da empresa e de uso pessoal do Diretor de Frota? É importante novamente comentar que Mário Sérgio Gabardo exercia as funções de Diretor de Frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo. Área vital de qualquer empresa que atua com transporte de veículos. Nessa diretoria são traçadas as estratégias para redução de custos e otimização das despesas ligadas diretamente a frota de caminhões cegonheiros. O notebook ficava em cima da mesa de trabalho do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, quando esse se retirava da empresa. Por vezes o notebook era colocado em uma gaveta da mesa de trabalho. Sérgio Mário Gabardo fez o registro na Polícia Civil, e inspetores da 2ª. Delegacia estiveram na sede da empresa TransGabardo. Perícia foi realizada no local e entregues a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas o total de sete CD’s com imagens gravadas do dia 30/09/2005. sala mario 2 300x207 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8   Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardoFuncionários foram depor na Polícia Civil. Uma funcionária da empresa em seu depoimento a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira 30/09/2005, pela manhã, por volta das 8h30 foi a sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, e viu que o equipamento estava em cima da mesa de trabalho do jovem empresário. Na mesma sala do Diretor de Frota estavam dois outros funcionários quando da presença dessa funcionária. O notebook utilizado pelo Mário Sérgio Gabardo foi manuseado por essa funcionária. Os dois funcionários presenciaram a abertura do notebbok. Foram lidas mensagens no equipamento. Na sala os três permaneceram por 30 minutos. Quando todos se retiraram da sala o notebbok permaneceu em cima da mesa de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Isso ocorreu na sexta-feira entre 8h30 e 9h. Logo a seguir essa funcionária se retirou para o velório de Mário Sérgio. No dia seguinte no sábado ela soube que havia desaparecido o notebook. Um segundo funcionário que prestou declarações a 2ª.Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira (30/09/2005) entrou na sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, isso por volta das 10h30 e notou que o notebook não estava em cima da mesa de trabalho. Fez comentários com seus colegas que o notebook não estava na sala do Mário Sérgio. Isso significa que o roubo do notebook aconteceu entre as 9h e 10h30 de sexta-feira 30/09/2005, dia do velório de Mário Sérgio Gabardo. Em 07/11/2005 a delegada de polícia Kátia Rheinheimer encaminhou os sete CD’s com imagens do dia 30/09/2005 gravadas pelo sistema de vigilância instalado na empresa TransGabardo ao Instituto Geral de Perícias do Departamento de Criminalista. Em 13/01/2006, mais de dois meses após a remessa dos CD’s para análise das imagens, o Instituto Geral de Perícias encaminha ofício a 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas com a “Reprodução de imagens”, no. 217/2006, com a informação técnica sobre a obtenção, ampliação e tratamento das imagens de vídeo nos CD’s. Diz o documento em questão, do Departamento de Criminalística que “as seqüências de vídeo contidas nos CD’S não apresentam nenhuma imagem suspeita de roubou ou furto de notebook, conforme relatado na solicitação.” Quem teria roubado o notebook com informações sigilosas da empresa Transportadora Gabardo? Até a presente data a Polícia Civil não localizou o notebook do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsa

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1  O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa

Uma ocorrência policial de localização de arma e apreensão de objeto, registrada por meio de Boletim de Atendimento da Brigada Militar, número 818038/2005, desperta a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, a qual faz a investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo.

Laudo do Departamento de Criminalística

Laudo do Departamento de Criminalística

A senhora Elizabeth Andre, na data de 13 de novembro de 2005, comunica a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas que estava tratando de seus cães, quando encontrou, no pátio de sua casa, um revólver calibre 38, marca Rossi, municiado com 5 cartuchos intactos. A residência de Elizabeth Andre fica localizada nas proximidades da via pública onde ocorreu o assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A inspetora de Polícia Lorena Maria Klain, em 22 de novembro de 2005, informa que esteve no local, na rua Dom Pedro II e fotografou  a casa de Elizabeth Andre onde a arma de fogo foi encontrada. O projétil que atingiu o coração de Mário Sérgio Gabardo foi expelida de um revólver calibre 38. Uma pista para a Polícia Civil. Talvez fosse a arma do crime. O revolver de marca Rossi, calibre 38, número de série AA698263, infra-tambor 3078, municiado com 5 cartuchos encontrado no pátio da casa de Elizabeth foi encaminhado para perícia. A delegada de polícia Kátia Rheinheimer oficia então a diretora do Departamento de Criminalista, ofício no. 2327/05, de 23/11/2005, solicitando que fosse respondidos os questionamentos em relação a arma de fogo encontrada no pátio da casa de Elizabeth Andre e  que ora encaminhava para perícia. A delegada Kátia perguntava: “Se a arma encaminhada apresenta condições de funcionamento? Se é possível identificar se o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo foi expelido pela arma encaminhada?” Ao mesmo tempo a delegada de polícia Kátia envia oficio, de no. 2339/05, ao diretor da Fábrica de Armas Rossi, em São Leopoldo, RS, requerendo informações sobre o revólver calibre 38 apreendido no pátio da casa de Elizabeth André. laudo fl 2 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial B-26216/2005 do Departamento de Criminalística informou a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, que a arma questionada, o revólver calibre especial, Rossi, está em má conservação, apresentava intensa corrosão oxidativa, ocasionada por barro disseminado em sua superfície metálica e mecanismos. Os cinco cartuchos encontravam-se intactos, sem marcas de percussão. “A arma após limpeza encontrava-se em perfeita condição de uso e de funcionamento”. Os cinco cartuchos foram deflagrados e mostraram-se eficazes nos testes de funcionamento com a arma questionada. “Nos exames comparativos, macro e microscópico, realizados entre o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo e os encontrados junto ao revolver 38 no pátio da casa de Elizabeth Andre, comprovou-se que não foi expelido através do cano da arma ora questionada.” Em outras palavras, o tiro certeiro que matou Mário Sérgio Gabardo não veio do revólver Rossi calibre 38 encontrado no pátio da casa de Elizabeth Andre. laudo fl 3 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial foi datado em 17/12/2005 e assinado pelos peritos Jorge Alberto Santiago Ferreira e Joseli Pérez Baldasso. A 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas procura ainda pela arma de fogo que expeliu o projétil que matou o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Hoje não há qualquer pista sobre a arma do crime.

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