O Ministério Público vai enviar recomendação à Prefeitura de São Paulo para que a Município suspenda e rescinda, no prazo de 45 dias, os contratos de fornecimento da merenda para a rede municipal de ensino. Na recomendação, que será enviada na próxima semana, o promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Sílvio Antonio Marques vai sugerir, ainda, que a Prefeitura reassuma a produção e fornecimento da merenda escolar, terceirizada em 2001. A providência do Ministério Público é resultado de um inquérito civil aberto no ano passado pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social e de investigações feitas em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec), que apuram a formação de cartel pelas 10 empresas que exploram a terceirização da merenda escolar na Capital. As investigações, iniciadas em outubro do ano passado, revelaram que as empresas combinavam entre si quais delas venceriam os pregões eletrônicos para fornecimento da merenda escolar nos vários lotes em que se dividiu a cidade de São Paulo, ajustando os preços conjuntamente. [Leia mais]