Artigos com Tag ‘Mário Sérgio Gabardo’

Caso Mário Sérgio Gabardo completa 52 meses sem solução e assassinos do empresário não foram sequer identificados pela Polícia

Um caso policial ainda sem solução pela polícia civil gaúcha. A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul até a presente data ainda não conseguiu colocar na cadeia os assassinos do empresário Mário Sérgio Gabardo. O caso completa hoje 52 meses sem solução e os assassinos continuam impunes. Em 29 de setembro de 2005, o jovem Gabardo, com apenas 20 anos, estava ingressando em uma residência de amigos na cidade gaúcha de Canoas, quando foi alvejado por um tiro. Mesmo mortalmente ferido, Gabardo colocou o seu automóvel em fuga. Os dois assassinos perseguiram o empresário, por três quadras. Novos tiros no trajeto de fuga do empresário foram disparados pelos bandidos, conforme testemunha. Na fuga Gabardo acabou tendo o seu automóvel colidido contra uma árvore. Um dos assassinos foi lá conferir se Gabardo estava morto. A seguir, se colocaram em fuga. Mário Sérgio Gabardo deu entrada no hospital da cidade de Canoas, onde veio a falecer. Declaração de testemunha aponta para uma execução. Mário Sérgio Gabardo era diretor da empresa TransGabardo. Jovem diretor e empresário, Mário Sérgio Gabardo detinha estratégicas informações sobre a empresa e o mercado de transporte de veículos novos. O processo policial de Mário Sérgio Gabardo está na prateleira dos “crimes não solucionados” pela Secretaria de Segurança Pública gaúcha. Dizem pessoas experientes em casos policiais que só um milagre para encontrar os assassinos do jovem empresário. O pai de Mário Sérgio Gabardo, o empresário Sergio Mário Gabardo é um homem de sucesso no mercado nacional de transporte de veículos novos. Sérgio Gabardo é dono da TransGabardo, uma transportadora cegonheira que atua no Brasil e no Exterior. O empresário Sergio Gabardo é incansável. Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário. Nesta sexta-feira (29/01/2010) será um dia comum para qualquer pessoa. Mas não para o pai do Mário. É mais um dia 29. Data em que a amargura e a saudade bate no fundo do coração da família Gabardo. Bate mais forte no peito de um Pai que perdeu o seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas, aos 20 anos, 2 meses e 20 dias de vida. Dia em que vai recordar do descaso com que o assunto foi tratado ao longo desses 52 meses pela segurança pública. Hoje é mais um Dia de lembrar os erros cometidos pelos agentes públicos nos trabalhos de investigação a respeito da morte brutal e abrupta do Mário. Até hoje Sergio Gabardo, como Pai, continua sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005. Passaram-se 52 meses e não sabe quem matou o seu único filho (à época) e, pior, quem foram os mandantes e qual o motivo que tiveram para ceifar uma vida tão linda e com um futuro promissor, como vinha se desenhando. É doloroso demais para um Pai perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos. Sergio Gabardo vai prosseguir o seu caminho, em mais uma missão de cobrar publicamente o que lhe é de direito como cidadão comum. Sergio Gabardo continuará escrevendo todo o dia 29, diretamente ou por meio de seus amigos. Relembre nesse dia 29 o Caso Mário Sérgio Gabardo. [Leia mais]

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Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?

datas arte final Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?Ao longo dos últimos anos eu tenho desfrutado por alguns instantes o convívio do meu amigo Sérgio Mário Gabardo. O empresário cegonheiro Sérgio Gabardo, dono da TransGabardo, é um homem de paz e de muita fé. Reconhecidamente um homem de sucesso. Mas Sergio Gabardo tem em seu coração profundas marcas causadas pelo assassinato do filho Mário Sergio Gabardo. Isso aconteceu há 49 meses atrás. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio tinha dois compromissos para a noite dessa quinta-feira de primavera. A Transportadora Gabardo fica localizada no bairro Anchieta, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no RS. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira. Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte. A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite. Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza. Ao realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos. Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual. Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307, e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro. Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto. Quarenta e nove meses após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a um profissional, continua hoje ainda insolúvel, apesar de ter sido investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e pela Polícia Federal.

sergio gabardo 002 ok 300x199 Assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo completa 49 meses sem solução e bandidos estão ainda impunes. Até quando?O empresário Sergio Gabardo é incansável. Jamais irá descansar se não encontrar os assassinos de seu filho Mário Sergio. Recebo hoje email do Sergio Gabardo. E de alguma forma quero contribuir para que seja feita a justiça. Transcrevo na íntegra o email a seguir.

Nesta quarta-feira. Será um dia comum para qualquer pessoa. Mas não pra mim, porque é mais um dia 29. Data em que a amargura e a saudade bate mais fundo no meu peito. No peito de um Pai que perdeu seu filho amado, seu amigo e seu companheiro de todas as horas, aos 20 anos, 2 meses e 20 dias de vida.

Dia em que recordo do descaso com que o assunto foi tratado ao longo desses 49 meses pelas nossas conhecidas autoridades da segurança pública.

Dia de doce lembrança dos bons momentos vividos e das boas lições de vida dadas por meu filho, apesar de jovem.

Dia de recordar das inúmeras vezes em que fui relegado a um plano inferior pelas autoridades da segurança pública. Dia de lembrar dos erros cometidos por esses agentes desde o início dos trabalhos de investigação a respeito da morte brutal e abrupta do meu filho Mário.

Dia de lembrar que precisei bradar aos quatro ventos para que uma dessas autoridades pudesse me receber e ouvir meu desabafo diante de tamanho descaso e da enorme falta de vontade política de elucidarem esse hediondo crime. De nada adiantou minha justa lamentação.

E até hoje continuo, como Pai, sem saber o que realmente aconteceu naquela trágica noite de 29 de setembro de 2005. Passaram-se 1.470 dias e não sei quem matou meu filho e, pior, quem foram os mandantes e qual o motivo que tiveram para ceifar uma vida tão linda e com um futuro promissor, como vinha se desenhando.

É doloroso demais para um Pai (e tenho certeza de que como eu, existem outros tantos nesse país a fora) perder o filho amado e ser tratado com tamanho descaso por quem deveria garantir a segurança dos cidadãos, principalmente dos jovens.

Enquanto essas autoridades mantem tamanho descaso, continuarei minha caminhada em busca de Justiça. Isso é tudo o que desejo: saber o que realmente aconteceu com o meu filho Mário e ver os responsáveis penalizados com o rigorismo da legislação, se é que se pode dizer que há rigorismo penal para quem comete uma atrocidade dessas.

Vou prosseguir meu caminho, nessa missão surda de cobrar o que me é de direito como cidadão comum. Continuarei escrevendo todo o dia 29, enquanto sigo minha luta recordando cada minuto vivido ao lado do meu filho Mário, chorando a cada segundo a sua ausência e lamentando o descaso dessas autoridades que preferem tratar esse assassinato apenas como mais um número na estatística da incompetência.

Sérgio, pai do Mário

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Assassinato do jovem empresário Mário Gabardo completa 3 anos e 10 meses sem solução e os bandidos estão ainda impunes

mario foto final Assassinato do jovem empresário Mário Gabardo completa 3 anos e 10 meses sem solução e os bandidos estão ainda impunesVamos lembrar as autoridades de segurança pública do Rio Grande do Sul que hoje é mais um dia 29. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo, aos 20 anos, não tinha motivo para desconfiar que vivia suas últimas horas, ao entardecer do dia 29 de setembro de 2005, quando saiu da empresa em que era sócio com seu pai, a Transportadora Gabardo Ltda, por volta das 18h30. Mário Sérgio saiu dali e se dirigiu para a PUC, localizada na Avenida Ipiranga, onde deveria prestar prova no curso de Direito. Ele estava cursando o 8º. semestre. Concluída a prova, o jovem diretor de frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo dirigiu-se para a cidade de Canoas, situada na região metropolitana de Porto Alegre, colada a capital gaúcha, onde morava. Mário Sérgio tinha por hábito, nas noites de quinta-feiras, realizar um churrasco com amigos, em uma casa particular na rua Tomé de Souza no.258, em Canoas, sempre que sua agenda lhe permitia. Na noite de 29 de setembro de 2005, por volta das 20h50m, o jovem empresário Mário Sérgio, já havia deixado o seu automóvel Peugeot 307, cor cinza, automático, ano 2005, placas IXX 0307, no estacionamento do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Nesse momento Mário falava ao telefone celular com o Anderson, um amigo pessoal. Mário disse a Anderson que estava no supermercado e que fazia as compras para o churrasco daquela quinta-feira. Conforme a nota fiscal da Companhia Zaffari Comércio e Indústria, encontrada posteriormente entre seus pertences no carro Peugeot 307, Mário Sérgio passou pelo caixa do supermercado às 21h18m. A nota fiscal discrimina as suas compras: coxa de frango, costela bovina, costela de ovino, lingüiça toscana, pão, alho, carvão, cerveja e refrigerantes. A atendente de nome Tatiane realizou a operação de registro dessas compras, encerrando exatamente às 21h20m. Mário Sérgio gastou apenas dois minutos para passar as suas compras no caixa do supermercado e realizar o pagamento no valor de R$ 66,77. Depois ele se desloca para o estacionamento do shopping. Descarrega as compras do carrinho do supermercado e as coloca no porta-malas de seu automóvel Peugeot 307. Mário Sérgio ficou entre 20h50 e 21h30 na área do Shopping Bourbon Zaffari Canoas. Ele estava a poucos minutos de sua morte.

A seguir o empresário Mário Sérgio tomou o rumo da casa do amigo, que mora na rua Tomé de Souza, no bairro Niterói, onde seria realizado o churrasco. A distância percorrida entre o Shopping Bourbon Zaffari Canoas e a casa de número 258 da rua Tomé de Souza, possui em linha reta, não mais do que dois quilômetros. Mário Sérgio, como morador de Canoas sabia que a cidade era dividida pela BR 116. Com toda a certeza escolheu um caminho seguro entre os dois pontos (shopping e o local do churrasco) para trafegar com seu Peugeot 307 naquele horário da noite. Do shopping chegou à rua Humaitá e a seguir ingressou na rua Venâncio Aires, percorrendo-a no sentido centro-bairro. Pela rua Venâncio Aires, o empresário Mário Sérgio, em seu automóvel Peugeot 307, passou por cinco quadras até alcançar a esquina da rua Tomé de Souza. Mário quase na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza, exatamente às 21h37m38,  faz uma ligação de seu telefone celular para o aparelho celular de seu amigo Anderson que está no local da confraternização. A ligação durou 30 segundos, tempo suficiente para que o amigo Anderson soubesse de que ele estava nas imediações da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza e que fosse aberto o portão da garagem de acesso ao interior do imóvel, onde ingressaria com seu carro (como sempre fazia rotineiramente nas quinta-feiras a noite).  O Peugeot 307 parou na esquina da rua Venâncio Aires com a rua Tomé de Souza. O empresário Mário Sérgio deu o sinal de que ingressaria com seu carro a sua esquerda, na rua Tomé de Souza. Rua Venâncio Aires esquina Tomé de Souza e o restaurante Galeteria Piatto BelloAo realizar a manobra com o Peugeot 307, dobrando a esquerda na Tomé de Souza, Mário Sérgio cumprimentou o manobrista da Galeteria Piatto Bello, que estava postado a frente dos veículos estacionados na área do restaurante. Esse lhe retribuiu com um aceno de mão. O funcionário da Piatto Bello viu o Peugeot 307 de Mário dobrar na rua Tomé de Souza. Também viu que atrás do Peugeot 307 vinha um automóvel Ford KA, cor prata, o qual realizou a mesma manobra. Até essa altura, Mário Sérgio não dava indicativo de se sentir ameaçado ou perseguido, tanto que acenou para o manobrista do restaurante Piatto Bello. Mário estava a poucos metros da casa particular onde se realizaria a confraternização habitual com seu grupo de amigos. Mário Sérgio, dirigindo o seu Peugeot 307 trafega mais alguns metros na rua Tomé de Souza, não mais de 30 metros, e vira o carro para a esquerda, após uma árvore, embicando-o em direção ao portão da casa de número 258, para ingressar na área interna do imóvel, onde se encontraria com os amigos para o churrasco semanal habitual. Dentro de seu carro, Mário aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no.258. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA prata, que o estava perseguindo, sem que tivesse desconfiado do que estava prestes a acontecer. O veículo Ford KA prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford Ka prata, saltou pela porta dianteira do lado direito (a do carona), um homem de 1m80 de altura, com uma arma na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. Esse projétil penetra no corpo de Mário Sérgio, na “região escapular esquerda, acaba lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se aloja no interior do saco pericárdico” (tecido fibroso que envolve o coração) do jovem empresário. Gravemente ferido, o empresário Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307 (automático), e a seguir acelera o veículo para a frente, percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel Ford KA prata, de luzes apagadas, já com o assassino dentro do veículo, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, fazendo o mesmo percurso, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre, sentido bairro-centro. Ainda na rua Conde de Porto Alegre, esquina com a rua da Figueira (segunda rua paralela com a rua Tomé de Souza), uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro. O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino, o qual se aproximou de Mário Sérgio, observou sua vítima por alguns instantes, e então voltou para o carro. A seguir se colocaram em fuga. O veículo Ford KA prata, onde estava o assassino e seu comparsa motorista, desceu a rua Conde de Porto Alegre de ré, com as luzes apagadas, tendo entrado também de ré na rua FAB (Força Aérea Brasileira), uma abaixo da rua da Figueira. Em seguida, engataram marcha a frente pela mesma rua FAB e saíram, duas quadras depois, na avenida Getúlio Vargas que margeia a BR 116 (estrada federal que atravessa a cidade e a corta em duas), sentido para o centro de Canoas. Imediatamente juntaram-se vários moradores em volta do Peugeot 307, cuja atenção foi despertada pelos tiros, pela freada de pneus e pelo barulho da colisão com a árvore. Passaram essas pessoas a serem testemunhas dos fatos ali ocorridos. Uma delas pediu socorro por telefone, chegaram brigada militar, uma ambulância e policiais civis. O jovem empresário Mário Sérgio Gabardo foi transferido nessa ambulância para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, e lá declarado morto. Hoje, quase quatro anos após este assassinato, com todas as características de um crime sob encomenda a profissionais, continua hoje ainda insolúvel.

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Caso Mário Gabardo completa 3 anos e 9 meses sem solução e a impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos

datas arte final 175x300 Caso Mário Gabardo completa 3 anos e 9 meses sem solução e a impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinosO empresário cegonheiro Sergio Mário Gabardo envia email ao Cartel Brasileiro para lembrar que hoje é mais um dia 29. Diz Sergio Mário Gabardo que “aqui estou eu novamente para cumprir minha missão mensal de protestar por uma solução para o caso do assassinato do meu filho. Não vou desistir, Nesta segunda feira (29/06) é mais um dia 29 e, portanto, já se passaram três anos e nove meses desde o dia que tiraram a vida de Mário Sérgio Gabardo, meu filho. É o momento de eu poder externar toda a minha dor. Aliás, são sentimentos que se misturam, porque ao mesmo tempo que sinto essa saudade imensa, acrescida de um sofrimento que talvez nunca tenha fim, também me sinto extremamente revoltado com esse descaso absoluto. Chega a ser um desrespeito tanta falta de atenção a uma situação de tamanha gravidade, marginais acabaram com a vida do meu filho e até hoje absolutamente nada foi feito para solucionar o caso. Não quero nada excepcional, não estou pedindo nenhum privilégio especial e, tampouco um tratamento diferenciado, peço apenas que o Estado cumpra com seu dever de fornecer segurança a todas as pessoas e que a Polícia investigue e descubra os assassinos do meu filho. Isso é pedir demais? Desculpa, mas não é, isso é o mínimo. Aliás, em se tratando de segurança pública a situação está caótica no Brasil e no nosso Rio Grande do Sul nem se fala. A população, a cada dia que passa, implora pela melhoria da segurança, mas o que vemos é um aumento considerável da violência diariamente. As notícias são aterrorizantes. Recentemente foi publicado em um jornal da capital do Rio Grande do Sul uma matéria informando que o nosso Estado é o segundo colocado no país em roubos de veículos. Isso é degradante e vergonhoso. E tudo o que o governo apresenta são propostas e planos; plano de construção de presídios, projetos estruturantes, planos de melhorias e reaparelhamento da polícia civil e da brigada militar. Mas e o que efetivamente foi feito??? Nada, e nem sequer podemos dizer que as coisas continuam iguais, porque elas estão piorando, e muito e é assim que a governadora Yeda quer e gosta. Continuo com o mesmo questionamento: quantos pais ainda terão que chorar a morte de seus filhos para que os governantes consigam perceber que já passou, e há muito tempo, a hora de providências drásticas serem tomadas? Tenho absoluta consciência de que não sou o único pai que clama por justiça e por atitudes mais eficazes em prol de uma segurança maior para toda a sociedade. Apesar de, muitas vezes, me sentir completamente sozinho neste caminho em busca de uma resposta esclarecedora para a morte do meu amado filho, tenho certeza que existem muitos outros pais, mães e familiares que também travam uma luta diária para esclarecer seus casos. Não sei até quando terei de escrever correspondências como esta para mostrar o meu sofrimento e o descaso das autoridades. Mas certamente o farei enquanto encontrar forças dentro de mim. Meu filho Mário merece. O lamentável é que era meu filho, e não de alguma autoridade. Caso assim fosse, com toda a certeza do mundo, os seus assassinos já teriam sido presos e encaminhados para julgamento. Ainda não perdi a esperança; ainda acredito que os assassinos do Mário, bem como seus mandantes, serão descobertos, julgados, condenados e, finalmente serão encaminhados para o lugar de onde nunca mais deveriam sair, a cadeia. Sérgio, pai do Mário.

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Estariam os assassinos impunes se fosse Mário Sérgio filho de uma autoridade do primeiro escalão de qualquer governo brasileiro?

mario dados 158x300 Estariam os assassinos impunes se fosse Mário Sérgio filho de uma autoridade do primeiro escalão de qualquer governo brasileiro?Hoje é dia 29 de maio de 2009, portanto, já passados três anos e oito meses do trágico dia em que o Mário foi, cruel e brutalmente, assassinado e, até o presente momento, não há nenhuma solução para o caso e também não há um questionamento sequer respondido. As perguntas que não calam ainda são as mesmas – Quem matou Mário Sérgio Gabardo? A mando de quem? Que motivos podem ter levado alguém a tomar uma atitude tão extremista? Essas são apenas algumas das questões que eu como pai gostaria de vê-las respondidas. Não perco jamais a esperança de ver esse caso solucionado e continuarei fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para buscar essa solução. Estou falando aqui em descobrir quem assassinou meu filho, meu amigo, meu companheiro, colega de trabalho, meu sucessor. Um jovem de apenas 20 anos de idade, com um caminho brilhante a ser trilhado. Um futuro que, com sua determinação, seu espírito empreendedor e sua “mania” de fazer o melhor sempre, vinha sendo solidamente construído. O que mais me entristece é pensar que posso, e provavelmente não sou o único pai a passar por tamanho sofrimento. Enquanto as coisas permanecerem estáticas como estão, muitos outros pais podem ser vítimas de uma tragédia indescritível como a minha e, talvez até pelos mesmos motivos. Não posso conceber que não haja, nesse país, alguém capaz de resolver a minha situação, assim como a de tantas outras pessoas, que aguardam uma solução definitiva para crimes bárbaros ocorridos com seus filhos, parentes e amigos. O que é necessário para que casos como esses não entrem para o rol dos crimes sem solução? Uma reformulação nas polícias civil e federal? Aparelhamento mais adequado? Boa vontade e disposição durante as investigações? Preparo? Provavelmente a resposta a todas essas perguntas seja sim. Porém, enquanto esse sonho não se realiza o povo está a mercê desses monstros que, certos de permanecerem impunes, roubam, violentam e matam ao seu bel prazer. A quem será que esses crimes beneficiam? Talvez, mobilizados pela certeza da impunidade? É imperioso que atitudes sejam urgentemente tomadas; que TODAS as autoridades unam-se em prol de um movimento que garanta segurança a todos os brasileiros. E nem falo aqui em maior segurança, porque no momento atual simplesmente não há nenhuma espécie de segurança garantida à população. É inacreditável e inaceitável que uma pessoa que sempre acreditou na justiça, seja assassinada e não possa contar com essa mesma justiça para identificar, prender e punir seus assassinos ou mandantes. A vitória do bem sobre o mal está virando ficção. Acredito que se não houver uma atitude por parte dos governantes, muito em breve, os assassinos estarão brincando de “tiro ao alvo” e vangloriando-se do número de mortes efetuadas num único dia. Ou será que isso já está acontecendo? Sergio Mário Gabardo, pai do Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8 - Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1 O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa
Capítulo 8 Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardo

O empresário Sérgio Mário Gabardo, em seu primeiro depoimento na 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, disse que o seu filho Mário Sérgio Gabardo utilizava um notebook em suas atividades profissionais junto a Transportadora Gabardo. Nesse notebook havia arquivos com informações sigilosas da empresa TransGabardo.

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

Sala do empresário Mário Sérgio Gabardo onde estava o notebook

O velório de Mário Sérgio Gabardo ocorreu na sexta-feira 30/09/2005. No dia seguinte, sábado (01/10/2005), o empresário Sergio Mário Gabardo compareceu na TransGabardo. Lá, o empresário, após uma reunião com um grupo de funcionários, por volta das 11h da manhã, solicitou que lhe trouxessem o notebook de seu filho Mário Sérgio, o qual estava na sala do diretor de frota da empresa, local de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Funcionários da empresa então constataram que havia desaparecido o notebook de Mário Sérgio. O notebook com arquivos sigilosos e estratégicos da TransGabardo, de uso de Mário Sérgio, sumiu da empresa. A empresa possui sistema de vigilância com câmeras de vídeo que gravam a circulação de entrada e saída de pessoas. Quem roubou o notebook com informações sigilosas da empresa TransGabardo? Por que motivo ocorreu esse roubo de equipamento da empresa e de uso pessoal do Diretor de Frota? É importante novamente comentar que Mário Sérgio Gabardo exercia as funções de Diretor de Frota de caminhões cegonheiros da TransGabardo. Área vital de qualquer empresa que atua com transporte de veículos. Nessa diretoria são traçadas as estratégias para redução de custos e otimização das despesas ligadas diretamente a frota de caminhões cegonheiros. O notebook ficava em cima da mesa de trabalho do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, quando esse se retirava da empresa. Por vezes o notebook era colocado em uma gaveta da mesa de trabalho. Sérgio Mário Gabardo fez o registro na Polícia Civil, e inspetores da 2ª. Delegacia estiveram na sede da empresa TransGabardo. Perícia foi realizada no local e entregues a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas o total de sete CD’s com imagens gravadas do dia 30/09/2005. sala mario 2 300x207 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 8   Roubo de notebook com arquivos sigilosos da TransGabardoFuncionários foram depor na Polícia Civil. Uma funcionária da empresa em seu depoimento a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira 30/09/2005, pela manhã, por volta das 8h30 foi a sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, e viu que o equipamento estava em cima da mesa de trabalho do jovem empresário. Na mesma sala do Diretor de Frota estavam dois outros funcionários quando da presença dessa funcionária. O notebook utilizado pelo Mário Sérgio Gabardo foi manuseado por essa funcionária. Os dois funcionários presenciaram a abertura do notebbok. Foram lidas mensagens no equipamento. Na sala os três permaneceram por 30 minutos. Quando todos se retiraram da sala o notebbok permaneceu em cima da mesa de trabalho de Mário Sérgio Gabardo. Isso ocorreu na sexta-feira entre 8h30 e 9h. Logo a seguir essa funcionária se retirou para o velório de Mário Sérgio. No dia seguinte no sábado ela soube que havia desaparecido o notebook. Um segundo funcionário que prestou declarações a 2ª.Delegacia de Polícia Civil de Canoas disse que na sexta-feira (30/09/2005) entrou na sala do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo, isso por volta das 10h30 e notou que o notebook não estava em cima da mesa de trabalho. Fez comentários com seus colegas que o notebook não estava na sala do Mário Sérgio. Isso significa que o roubo do notebook aconteceu entre as 9h e 10h30 de sexta-feira 30/09/2005, dia do velório de Mário Sérgio Gabardo. Em 07/11/2005 a delegada de polícia Kátia Rheinheimer encaminhou os sete CD’s com imagens do dia 30/09/2005 gravadas pelo sistema de vigilância instalado na empresa TransGabardo ao Instituto Geral de Perícias do Departamento de Criminalista. Em 13/01/2006, mais de dois meses após a remessa dos CD’s para análise das imagens, o Instituto Geral de Perícias encaminha ofício a 2ª. Delegacia de Polícia de Canoas com a “Reprodução de imagens”, no. 217/2006, com a informação técnica sobre a obtenção, ampliação e tratamento das imagens de vídeo nos CD’s. Diz o documento em questão, do Departamento de Criminalística que “as seqüências de vídeo contidas nos CD’S não apresentam nenhuma imagem suspeita de roubou ou furto de notebook, conforme relatado na solicitação.” Quem teria roubado o notebook com informações sigilosas da empresa Transportadora Gabardo? Até a presente data a Polícia Civil não localizou o notebook do Diretor de Frota Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsa

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1  O Crime
Capítulo 2 Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3 Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4 Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5 Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6 Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos
Capítulo 7 Pista falsa

Uma ocorrência policial de localização de arma e apreensão de objeto, registrada por meio de Boletim de Atendimento da Brigada Militar, número 818038/2005, desperta a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, a qual faz a investigação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo.

Laudo do Departamento de Criminalística

Laudo do Departamento de Criminalística

A senhora Elizabeth Andre, na data de 13 de novembro de 2005, comunica a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas que estava tratando de seus cães, quando encontrou, no pátio de sua casa, um revólver calibre 38, marca Rossi, municiado com 5 cartuchos intactos. A residência de Elizabeth Andre fica localizada nas proximidades da via pública onde ocorreu o assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A inspetora de Polícia Lorena Maria Klain, em 22 de novembro de 2005, informa que esteve no local, na rua Dom Pedro II e fotografou  a casa de Elizabeth Andre onde a arma de fogo foi encontrada. O projétil que atingiu o coração de Mário Sérgio Gabardo foi expelida de um revólver calibre 38. Uma pista para a Polícia Civil. Talvez fosse a arma do crime. O revolver de marca Rossi, calibre 38, número de série AA698263, infra-tambor 3078, municiado com 5 cartuchos encontrado no pátio da casa de Elizabeth foi encaminhado para perícia. A delegada de polícia Kátia Rheinheimer oficia então a diretora do Departamento de Criminalista, ofício no. 2327/05, de 23/11/2005, solicitando que fosse respondidos os questionamentos em relação a arma de fogo encontrada no pátio da casa de Elizabeth Andre e  que ora encaminhava para perícia. A delegada Kátia perguntava: “Se a arma encaminhada apresenta condições de funcionamento? Se é possível identificar se o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo foi expelido pela arma encaminhada?” Ao mesmo tempo a delegada de polícia Kátia envia oficio, de no. 2339/05, ao diretor da Fábrica de Armas Rossi, em São Leopoldo, RS, requerendo informações sobre o revólver calibre 38 apreendido no pátio da casa de Elizabeth André. laudo fl 2 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial B-26216/2005 do Departamento de Criminalística informou a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas, que a arma questionada, o revólver calibre especial, Rossi, está em má conservação, apresentava intensa corrosão oxidativa, ocasionada por barro disseminado em sua superfície metálica e mecanismos. Os cinco cartuchos encontravam-se intactos, sem marcas de percussão. “A arma após limpeza encontrava-se em perfeita condição de uso e de funcionamento”. Os cinco cartuchos foram deflagrados e mostraram-se eficazes nos testes de funcionamento com a arma questionada. “Nos exames comparativos, macro e microscópico, realizados entre o projétil retirado do corpo de Mário Sérgio Gabardo e os encontrados junto ao revolver 38 no pátio da casa de Elizabeth Andre, comprovou-se que não foi expelido através do cano da arma ora questionada.” Em outras palavras, o tiro certeiro que matou Mário Sérgio Gabardo não veio do revólver Rossi calibre 38 encontrado no pátio da casa de Elizabeth Andre. laudo fl 3 150x150 O caso Mário Gabardo   Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 7 – Pista falsaO laudo pericial foi datado em 17/12/2005 e assinado pelos peritos Jorge Alberto Santiago Ferreira e Joseli Pérez Baldasso. A 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas procura ainda pela arma de fogo que expeliu o projétil que matou o jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Hoje não há qualquer pista sobre a arma do crime.

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Palavras de um Pai que busca por Justiça

mario sergio gabardo 29 09 2005 175x300 Palavras de um Pai que busca por Justiça“Bom dia Mário!” “Você dormiu bem a noite passada?” “Temos muito trabalho hoje.” “Espero você na empresa.” “Vamos almoçar juntos.” “Precisamos conversar sobre o teu futuro.” Palavras que o pai Sérgio Mário Gabardo poderia dizer ao seu filho Mário Sérgio na data de hoje, 29 de abril de 2009.  Mas isso jamais vai acontecer. O pai Sérgio Mário Gabardo nunca mais vai poder falar com o seu filho Mário Sérgio. O jovem Mário Sérgio não tem mais futuro. Tiraram o direito do jovem Mário Sérgio de ter um futuro brilhante. Mário Sérgio Gabardo era um jovem executivo da Transportes Gabardo, uma das grandes empresas cegonheiras do Brasil e da América do Sul. Em 29 de setembro de 2005, Mário Sérgio Gabardo foi assassinado com um tiro no coração. O crime ocorreu a exatos 3 anos, 6 meses e 29 dias passados. Os assassinos, o que deu o tiro certeiro no coração de Mário Sérgio e o que pilotava o Ford KA utilizado na noite do crime, continuam impunes até hoje. Fatos reveladores, que constam no inquérito policial da Polícia Civil gaúcha e no processo da Polícia Federal (PF), apontam para fortes indícios de um crime a mando de alguém. Na noite de 29 de setembro de 2005, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, dentro de seu carro, Mário Sérgio aguardou por algumas frações de segundos para que fosse aberto o portão da casa de no. 258 da rua Tomé de Souza. Nesse momento, encosta em perpendicular ao carro de Mário Sérgio e paralelo a rua, de forma repentina, com luzes apagadas, por meio de uma manobra brusca, o automóvel Ford KA cor prata, que o estava perseguindo. O veículo Ford KA cor prata parou na contra mão da rua Tomé de Souza, junto à calçada do lado esquerdo, muito próximo do Peugeot 307 de Mário Sérgio. Do automóvel Ford KA cor prata, saltou pela porta dianteira do lado direito, um homem de 1m80 de altura, com um revólver calibre 38 na mão direita, gritando para que Mário Sérgio saísse do carro. “Desce do carro, desce do carro”, gritava o assassino. Ato imediato, segurando a arma do crime, agora com as duas mãos, como se fosse um experiente atirador e executor, o assassino dispara dois tiros. Um desses tiros disparados pelo assassino realiza a trajetória de “fora para dentro do Peugeot 307, da esquerda para a direita, de trás para a frente”, vindo a destroçar o vidro da porta lateral esquerda traseira. O projétil calibre 38 penetrou no corpo de Mário Sérgio, na região escapular esquerda, acabou lacerando o lobo superior do pulmão esquerdo, ventrículo esquerdo, e se alojou no interior do saco pericárdico (tecido fibroso que envolve o coração). Mortalmente ferido, Mário Sérgio consegue, inacreditavelmente, engatar uma marcha a ré no seu Peugeot 307 automático, e a seguir o coloca em “marcha a frente”, e acelera o veículo percorrendo alguns metros pela rua Tomé de Souza e entrando à esquerda na rua Conde de Porto Alegre, no sentido do centro da cidade de Canoas. O automóvel dos assassinos, um Ford KA cor prata, de luzes apagadas, sai correndo atrás do Peugeot 307 de Mário Sérgio, perseguindo-o a uma pequena distância. Os dois carros percorrem duas quadras da rua Conde de Porto Alegre. “Ainda nessa rua, esquina com a rua da Figueira, mais tarde uma testemunha declarou ter ouvido três disparos de arma de fogo e a seguir novamente mais tiros. Essa mesma testemunha recorda de um barulho de uma colisão de carro.” O Peugeot 307 acabou subindo a calçada e colidindo com uma árvore na rua Conde de Porto Alegre, quase esquina com a rua da Figueira. Mário Sérgio dentro do Peugeot 307 estava afivelado ao seu cinto de segurança, desmaiado, sem qualquer reação. Consta que o veículo Ford KA prata, parou junto ao Peugeot 307, e dele desceu o assassino (que deu o tiro certeiro), o qual se aproximou de Mário, observou a sua vítima por alguns instantes, e então retornou para o carro e se colocaram em fuga. Quem são esses assassinos que deram um tiro certeiro no coração do Mário? Quem são esses assassinos que perseguiram Mário quando este já havia sido baleado? Quem são esses assassinos que no trajeto de perseguição ao jovem Mário dispararam diversos outros tiros? Quem são esses assassinos que foram conferir se Mário estava morto? Quem são esses assassinos que tiraram a vida do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo? As respostas devem ser dadas pelas autoridades de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. Respostas essas que os pais do jovem Mário Sérgio, 20 anos, esperam há quase 3 anos e 7 meses. Lágrimas nos olhos dos pais de Mário brotam inesperadamente a cada momento que recordam de seu único filho (à época do crime). A saudade aumenta a cada instante, a cada dia 29, a cada ano que passa, enquanto os assassinos continuam à solta, fazendo novas vítimas, certamente, quem sabe também a mando de terceiros. Os pais de Mário Sérgio Gabardo não estão sozinhos na luta para que os assassinos sejam presos e julgados pela Justiça. Contam certamente com os seus amigos e outras pessoas distantes. O Pai de Mário, o empresário Sergio Mario Gabardo e todos nós continuamos na intensa busca dos assassinos. Até agora, o Estado comprova toda a sua vulnerabilidade diante desses criminosos. Fé na Justiça Divina. Vamos encontrar esses assassinos e esclarecer o crime que vitimou o jovem Mário Sérgio Gabardo.

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O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução – Capítulo 6 – Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

O Livro: O caso Mário Gabardo - Crônica de um assassinato ainda sem solução

Capítulo 1   O Crime
Capítulo 2  Registro da ocorrência do crime
Capítulo 3  Pai do Mário recebe a notícia e dá o seu depoimento
Capítulo 4  Depoimentos de testemunhas
Capítulo 5  Polícia procura pelo veículo dos assassinos
Capítulo 6  Polícia fica sem pistas do veículo utilizado pelos assassinos

No capítulo 5 se teve conhecimento de que a Polícia Civil, após a investigação do automóvel Ford KA, cor prata, de placa IMM-9933, acabou descartando-o do envolvimento no assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Em 08 de novembro de 2005, uma denúncia anônima, via telefone, indicou o automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, como que se estivesse envolvido no assassinato de Mário Sérgio Gabardo. A partir da denúncia anônima a 2ª. Delegacia de Polícia Civil de Canoas passou a investigar esse segundo veículo. O automóvel Ford KA, cor prata, placa IGX-9056, pertencia a época a senhora Noeli Lourenço, moradora na cidade de Canoas. A Polícia Civil conseguiu apurar que o filho da proprietária do Ford KA cor prata, placa IGX-9056, e um amigo, foram flagrados, na via pública municipal, no interior de um outro veículo, portando dois revólveres. Isso por si só sinalizava para a delegada Kátia Rheinheimer de que deveria proceder na “busca e apreensão” do veículo e de armas de fogo nas residências dessas pessoas. Assim, em 10 de novembro de 2005, a delegada Kátia Rheinheimer, encaminhou o ofício no. 2280/2005 ao Juiz de Direito, plantonista no Fórum de Canoas, requerendo um Mandado de Busca e Apreensão para as residências das pessoas citadas, a fim de que fossem apreendidos um veículo Ford KA, placas IGX-9056 e armas de fogo. O Poder Judiciário, por meio do Juiz de Direito em substituição eventual, Fábio Koff Junior, despacha, determinando, conforme Protocolo no. 710/28 referente ao ofício 2280/2005 que fossem expedidos os respectivos mandados de busca e apreensão, exclusivamente para armas de fogo, para serem cumpridos no horário das 7h às 19h. O cumprimento ao mandado judicial foi realizado pelo inspetor de polícia Valdir Capellari da Silva, sem que tivesse encontrado qualquer arma de fogo nos endereços que constavam no mandado judicial. A Polícia Civil acabou intimando a proprietária do veículo Ford KA, placas IGX-9056, para prestar declarações na 2ª. Delegacia em Canoas. Noeli Lourenço compareceu e firmou termo de declarações em 22 de novembro de 2005. Junto a pessoa de Noeli Lourenço compareceu o seu filho Luciano Lourenço Machado. Em nada as suas declarações contribuíram para a elucidação do assassinato do jovem empresário Mário Sérgio Gabardo. Conforme o processo criminal, o segundo veículo, o Ford KA cor prata, placa IGX-9056, foi submetido ao reconhecimento pelas testemunhas Anderson Rafael Walker, Sérgio Natalício Carvalho e Valter Leandro dos Santos Elsner, que não reconheceram ser esse veículo como sendo o Ford KA usado na noite do assassinato de Mário Sergio Gabardo. A Polícia Civil está agora sem qualquer pista para a identificação do veículo dos assassinos.

1 Comentário

A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos

Senhores:

 

datas arte final 175x300 A impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinosMais uma vez, eis-me aqui, não para lamentar, mas para registrar novamente o meu mais veemente protesto frente ao descaso das autoridades ditas da segurança pública do Rio Grande do Sul. Neste domingo, dia 29, o brutal assassinato do meu filho Mário (de apenas 20 anos) completa 42 meses. São noites de angústia, aflição e uma imensa saudade. Mário, como vocês sabem, foi assassinado na noite de 29 de setembro de 2005, quando chegava para um churrasco de confraternização com um grupo de amigo, colegas de infância.

 

De lá para cá, tenho sido acompanhado permanentemente pela dor da perda e pela incerteza a respeito do que efetivamente ocorreu com meu filho. Quem foram os mandantes do crime, quem foram os executores, e por qual motivo ocorreram tantos erros no trabalho de investigação dos “órgãos competentes”.

 

São perguntas que ninguém consegue responder-me, aumentando minha convicção de que a impunidade continua premiando a bandidagem, com a complacência das autoridades que mostram absoluto e hediondo descaso.

 

O Estado, representado por suas forças de segurança pública, constitucionalmente constituídas também para essa finalidade (descobrir a autoria dos assassinatos), me deve essa explicação. Quero sim, saber quem matou a sangue frio o meu filho. A dor que sinto é forte demais para que eu esqueça essa tragédia. Mas essas autoridades parecem esquecer, sem que ninguém cobre nada. Sinto-me sozinho nessa luta!

 

Não é à toa que assistimos ao Governo do estado envolto em sucessivos escândalos. Na verdade, muitos desses escândalos datam da época em que o Mário foi assassinado, tendo como Secretário da Segurança, uma pessoa de insensibilidade imensurável. Nunca foi capaz de conseguir um minuto em sua ocupadíssima agenda para me receber, tão ocupado estava em arquitetar os muitos crimes que agora estão vindo à tona.

 

Os reflexos da ausência de políticas sérias de combate à marginalidade são agora visíveis e vêm a público. Sem dúvida alguma, o objetivo dos órgãos de governo responsáveis pela segurança pública era outro. Está confirmado perante toda a sociedade gaúcha.

 

Enquanto os escândalos se amontoam, pais, como eu, continuam sem respostas. Falta sensibilidade e vontade de agir conforme os preceitos constitucionais para os quais esses organismos foram criados: garantir a segurança para a sociedade e, na falta dela, trabalhar de forma eficaz, a fim de encontrar e encaminhar para a punição com os rigorismos da legislação, os mandantes e/ou executores de um crime tão bárbaro quanto esse.

 

A inoperância e a insensibilidade me forçaram a viver com a dor de um pai que até agora não sabe o que realmente aconteceu com seu filho naquela noite de setembro de 2005. Impuseram-me a condição de cobrar insistentemente resultados positivos do trabalho da Polícia. É para isso que ela existe.

 

Procuro formas, todos os dias, de lutar contra a saudade e a dor de saber que o Mário não está mais ao meu lado. E, pior, com a certeza de que a impunidade é o grande prêmio concedido aos assassinos, que contam com o descaso das autoridades, razão pela qual continuam a fazer vítimas, gozando de uma terrível liberdade.

 

Decidi escrever todos os meses, no dia 29, para lembrá-los de que aqui existe um pai que viu seu, então, único filho ser assassinado, sem que as autoridades fizessem a sua parte para prender seus assassinos. Faço isso, também, no intuito de deixar claro que sou absolutamente contrário ao esquecimento, principal combustível desse Governo que controla o foco da administração conforme suas conveniências políticas, e não para fazer frente às necessidades da sociedade.

 

Sds,

Sérgio

Pai do Mário

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