Seis Promotores de Justiça investigam fraude na Polícia Militar da Bahia que envolvem lobista, empresa Julio Simões e militares
Seis promotores de Justiça passaram a investigar os processos de licitações realizadas pela Polícia Militar (PM) da Bahia junto às empresas envolvidas no escândalo de corrupção na cúpula da corporação. A força-tarefa do Ministério Público do Estado da Bahia encaminhou ofício, à Prefeitura do Salvador (PMS), pedindo a suspensão de qualquer pagamento às empresas ligadas ao lobista Gracílio Junqueira Santos. O MP vai adotar mesma providência junto ao Estado, em relação aos pagamentos para a empresa Júlio Simões. Durante pelo menos cinco meses, segundo o secretário Nunes, a SSP investigava coronéis e outros oficiais da PM, além do lobista e pessoas apontadas como laranjas dele. Na quinta-feira passada, foi deflagrada a Operação Nêmesis, que cumpriu 12 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. Foram presos o ex-comandante-geral da PM, coronel Antônio Jorge Ribeiro Santana, 56, o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, cel. Sérgio Alberto Barbosa da Silva e o colega de patente Jorge Silva Ramos, o tenente Antônio Durval Senna Júnior, o lobista Gracílio, o procurador do Estado André Thadeu Franco Bahia, a ex-gerente do Bradesco Jocélia Fernandes Oliveira, os supostos empresários Aline Cerqueira de Castro, Aidano da Silva Portugal e Sidnei Couto de Jesus (estes quatros apontados como laranjas do lobista Gracílio) e os executivos Jaime Palaia Sica e Willian Ochiulini Laviola, da empresa Júlio Simões. Todos foram postos em liberdade anteontem, quando a juíza Ivone Bessa (1ª Vara Criminal), antecipou em um dia a soltura, uma vez que a prisão expiraria ontem, e não havia interesse dos delegados do inquérito na prorrogação das prisões.