Artigos com Tag ‘Opep’

Corte de produção da OPEP é “forte possibilidade” com preços inferiores a 40 dólares

O governador iraniano da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) afirmou que o cartel poderá voltar a cortar a produção, caso os preços do petróleo continuem a assumir valores inferiores a 40 dólares no mercado norte-americano. “Se o preço for inferior a 40 dólares por barril, então haverá uma forte possibilidade de outro corte”, afirmou Mohammad Ali Khatibi, governador iraniano do petróleo na OPEP, numa entrevista telefónica à Bloomberg. No entanto, o responsável acrescentou que “se o preço aumentar – o preço da gasolina está agora a aumentar nos EUA – então a possibilidade de cortar vai ser fraca.” Desde a reunião de Dezembro, quando a OPEP anunciou que ia cortar sua produção em 9% para os 24,845 milhões diários, a matéria-prima já desvalorizou 14% nos EUA. Os preços do petróleo seguiam a negociar pouco alterados com o West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, a ganhar 0,08% para os 37,54 dólares. Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência a Portugal, a subia 0,04% para os 44,83 dólares.

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Petróleo cai em Nova York apesar da aparente firmeza da Opep

Os preços do petróleo sofreram uma nova queda ontem, terça-feira, em Nova York, apesar da firmeza aparente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e na véspera da publicação do relatório semanal sobre os estoques do Departamento americano da Energia. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘light sweet crude’ para entrega em março fechou a 41,58 dólares, uma queda de 4,15 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em março caiu 3,23 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira, fechando a 43,73 dólares. Os preços podem ter sido influenciados pelas previsões negativas dos investidores na véspera da publicação dos estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos e para os quais o mercado espera uma nova progressão, apesar da onda de frio que assola o leste do país. Segundo os analistas questionados pela agência Dow Jones Newswires, os estoques de bruto teriam registrado um aumento de 2,9 milhões de barris, e os de gasolina de 1,5 milhão de barris, durante a semana encerrada em 23 de janeiro. Ao contrário, as reservas de destilados, que incluem o combustível para calefação e o diesel, devem registrar uma baixa de 700.000 barris. A queda de 9% dos preços registrada nesta terça-feira aconteceu apesar da acumulação de informações sobre a aparente disciplina dos membros da Opep em relação a seus cortes de produção. Contudo, alguns observadores não acreditam nas boas intenções da Opep.

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Arábia Saudita planeja reduzir produção de petróleo

A Arábia Saudita planeja reduzir sua produção de petróleo em até 300 mil barris por dia, abaixo da quota acordada com a OPEP, um passo pró-ativo para estimular um mercado em crise, disseram fontes da indústria neste domingo. O país-membro mais influente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo reduziu o suprimento deste mês para 8 milhões de barris por dia, cumprindo a meta do pacto da organização para reduzir a produção total em um volume recorde a partir de 1o de janeiro. Mas a disciplina severa dos sauditas não conseguiu aumentar os preços, cujo atual patamar de aproximadamente 40 dólares por barril está longe dos 75 dólares por barril considerados pelo rei saudita Abdullah como um preço justo. [Leia mais]

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Opep faz maior corte da história em sua produção de petróleo

Em reunião extraordinária em Oran, na Argélia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu nesta quarta-feira (17/12) por uma redução suplementar recorde na produção diária de petróleo dos países do bloco, de 2,2 milhões de barris. Somada aos cortes de 2 milhões anunciados desde setembro, a redução na produção do bloco será de 4,2 milhões. A nova cota do grupo, que não inclui a produção do Iraque nem da Indonésia, será de 24,8 milhões de barris por dia a partir do início do próximo ano.

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Angola assume presidência da OPEP num momento crítico do mercado

Angola vai assumir, formalmente, a partir da próxima quarta-feira (17/12) a presidência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), num momento bastante conturbado do mercado mundial, face à queda acentuada do preço do crude. Neste dia, o cartel vai realizar na cidade argelina de Oran mais uma sessão ministerial ordinária, durante a qual o ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, assumirá o cargo presentemente ocupado pelo seu homólogo da Argélia, Chakib Khelil. A OPEP, cuja quota de produção é determinada pelo próprio cartel, não excluirá a possibilidade de voltar a reduzir os seus níveis de produção estimados em mais de 30 milhões de barris de petróleo/dia. O cartel reduziu da sua produção 1,5 (1, 5 milhão de barris/dia) na última reunião extraordinária, realizada em Outubro último em Viena, Áustria. Como forma de condicionar a oferta do crude e buscar um preço de equilíbrio no mercado, a redução nos atuais níveis de produção é apontada como uma das decisões a sair da reunião ministerial da OPEP do dia 17, cujos trabalhos preparatórios já decorrem na cidade argelina de Oran. Angola, que atualmente ocupa a vice-presidência do cartel, vai assumir o comando da OPEP, durante um ano, e terá como grande desafio contribuir para a estabilidade do mercado internacional do petróleo, numa altura em que se assiste a uma crise financeira generalizada.

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Secretário-geral da Opep alerta para ‘situação difícil’ do cartel

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o líbio Abdala el-Badri, disse que o cartel enfrenta uma difícil situação e deve atuar perante um mercado com um grande excedente de oferta da commodity. “O mercado está sobre-abastecido. Os estoques estão muito altos. Temos cerca de 100 milhões de barris de oferta excedente, temos que tirar petróleo do mercado. A situação é muito difícil e temos que atuar”, advertiu Badri. Os mercados petrolíferos esperam que o resultado da 151ª conferência ministerial seja um considerável corte da oferta de petróleo, após o Irã ter defendido uma redução da produção de entre 1,5 e 2 milhões de barris diários (mbd) e o Kuwait advogasse uma diminuição de 2 mbd. O presidente da Opep e ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse recentemente que já existe o consenso na organização para pactuar um corte da parcela de produção, fixada em 27,3 mbd desde 1º de novembro, mas os ministros ainda devem negociar o volume da redução. Será o terceiro corte que a Opep fará desde setembro, após retirar 0,5 mbd em outubro, e 1,5 mbd em novembro, sem conseguir o efeito desejado de frear a precipitada queda dos preços do petróleo, que caíram cerca de 70% desde julho.

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