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‘Operação Nêmesis’ prende executivos da empresa Julio Simões, lobistas e representantes do alto escalão da Polícia Militar da Bahia

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Depois de 6 meses de investigação a respeito de frade em contrato de compra e manutenção de 191 viaturas da Polícia Militar da Bahia, a Operação Nêmesis prendeu 12 pessoas (no último dia 5 de março) entre empresários da empresa Julio Simões, lobistas e representantes do alto escalão da PM. Jaime Palaia Sica e William Laviola executivos prepostos da empresa Julio Simões chegaram a Salvador (BA) às 9h45 e foram ao Bradesco no Iguatemi onde sacaram o montante de R$ 46 mil que serviria de propina para pagamento dos envolvidos no esquema de fraude do contrato. Do Bradesco os executivos da empresa Julio Simões, Jaime Palaia Sica e William Laviola, se dirigiram para a avenida Estados Unidos onde fica o escritório do lobista. Nesse local os executivos permaneceram por 45 minutos. Na saída Jaime Palaia Sica e William Laviola foram abordados pela Policia e presos. A seguir a Polícia os conduziu para o escritório do lobista. Lá outros envolvidos foram presos. No local com mandado judicial, a Policia apreendeu computadores, celulares e o dinheiro que serviu de pagamento de propina. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia promete “uma devassa” nas contas do empresário Fernando Simões, diretor presidente da Júlio Simões Transporte e Serviço, que teve o sigilo bancário e fiscal quebrados por determinação da Justiça.

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Fraude em licitação de aluguel de veículos na Polícia Militar da Bahia envolve Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda e dono da empresa é investigado

ex comandante santana e jorge ramos 300x271 Fraude em licitação de aluguel de veículos na Polícia Militar da Bahia envolve Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda e dono da empresa é investigadoUm esquema fraudulento em uma licitação de locação de veículos na Polícia Militar da Bahia é descoberto e leva a prisão 12 pessoas, entre elas três coronéis militares, o ex-comandante da PM da Bahia, Antônio Jorge Ribeiro Santana; o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Barbosa, e Jorge Silva Ramos, do Departamento de Apoio Logístico da PM (DAL) e diretores da empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda. Todos são acusados de envolvimento num esquema fraudulento na aquisição de viaturas da empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou ontem, sexta-feira, que as contas do empresário Fernando Simões, proprietário da empresa Júlio Simões envolvida na fraude da licitação de aluguel de viaturas para a Polícia Militar da Bahia, tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrados por determinação da Justiça. Por meio de pagamento de propinas, a empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda venceu o processo de licitação para a locação de 191 viaturas da PM na Bahia. Agentes do Comando de Operações Especiais da Polícia Civil, durante o cumprimento dos mandados, flagraram o ex-comandante da PM baiana Antônio Jorge Ribeiro Santana quando esse recebia R$ 26 mil dos diretores da empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda, Jaime Palaia Sica e William Laviola. Ainda na abordagem do agentes do COE, foi preso também o lobista Gracílio Junqueira Santos, com R$ 21 mil, responsável pela intermediação. O coronel Jorge Silva Ramos foi preso pouco depois de ter chegado ao Departamento de Apoio Logístico da PM, setor responsável pelo fechamento de contrato, enquanto o coronel Sérgio Barbosa foi surpreendido em casa. Também foram detidos o procurador da PM, André Thadeu Franco Bahia, e o tenente do Corpo de Bombeiros Antônio Derval de Sena Júlio. Os militares presos foram encaminhados ao Comando Geral da Polícia Militar, onde permanecem detidos. Os demais envolvidos, entre eles os diretores da empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda estão sob custódia da Polícia Civil. Eles responderão por corrupção e formação de quadrilha. As investigações foram iniciadas há cinco meses, após denúncia ao governador Jaques Wagner de que havia fraude no processo licitatório para aquisição de 191 viaturas da PM que estão circulando na Bahia por meio de uma autorização judicial.

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Como ocorreu a fraude na licitação de viaturas da Polícia Militar da Bahia

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Provas do crime foram apresentadas pelas autoridades da Secretaria de Segurança da Bahia

O esquema de fraude na licitação para o aluguel de 191 viaturas para a Polícia Militar começou no início do ano passado. O contrato inicial de R$ 25.819.977,00 já superfaturado foi ainda aditivado em mais R$ 6.454.994,25, perfazendo o total de R$ 32.274.971,25. A empresa Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda ofereceu proposta acima do valor referencial (R$ 23 milhões), partindo de R$ 25 milhões. Uma segunda empresa, saiu do páreo antes de findar o processo. Essa empresa será também investigada. Mas informações iniciais da Secretaria de Segurança Pública dão conta de que é uma empresa lícita. Uma terceira empresa, essa seria laranja, desistiu no momento da licitação pública, restando apenas a Júlio Simões Transportes e Serviços Ltda. Logo depois de vencer a licitação, a empresa acresceu o valor em 25%, e ainda assim foi acatado pelo comando da PM da época, mas o valor estratosférico chamou a atenção da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que emitiu parecer contrário. Para burlar a fiscalização da PGE, pessoas ligadas à empresa Júlio Simões adulteraram o parecer, que acabou por ser favorável à empresa. Acusada de corrupção ativa, a Empresa Júlio Simões foi criada em 1956 em Mogi das Cruzes, interior paulista. É a maior empresa de transporte do país, tendo 80 filiais espalhadas em vários estados do Brasil. Com um faturamento anual de R$ 1 bilhão, ao grupo Júlio Simões atua em transporte de cargas, de passageiros, coleta de lixo, seguros e comercialização de automóveis.

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