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Ex-deputado federal Vittorio Medioli seria o novo dono do jornal tradicional gaúcho Correio do Povo

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Vittorio Medioli, ex-deputado federal

A Revista Voto – veículo de comunicação focado em política e negócios no sul do Brasil - noticiou que o ex-deputado federal por Minas Gerais Vittorio Medioli (PSDB – 1989-2005, PV – 2005), proprietário do grupo SADA (que atua no setor de transporte cegonheiro), seria o novo comprador do jornal tradicional gaúcho Correio do Povo. Os novos compradores do jornal Correio do Povo querem ser um dos maiores grupos de comunicação impressa do país. O Correio do Povo, em fevereiro de 2007 foi vendido pela Empresa Jornalística Caldas Júnior a Rede Record. Naquela oportunidade a aquisição do jornal Correio do Povo incluiu o histórico edifício Hudson (patrimônio histórico localizado no centro de Porto Alegre), sede do veículo de comunicação gaúcho. O jornal Correio do Povo foi fundado em 1º. de outubro de 1895, pelo jornalista Antônio Vieira Caldas Júnior, sendo um dos jornais mais antigos em circulação no Rio Grande do Sul. Deixou de circular somente em 1984 por dificuldades financeiras, mas voltou ao mercado dois anos depois, ao ser adquirido pelo empresário Renato Ribeiro. O ex-deputado federal Vittorio Medioli é proprietário dos jornais O Tempo, Pampulha, o tablóide Super Notícia, o semanário O Tempo Uberlândia, de distribuição gratuita, em parceria com a Uberlândia Agora, e a versão mineira do Primeiramão. A Revista Voto diz que a Editora Sempre, que tem por presidente o ex-deputado federal Vittorio Medioli, confirmou por meio do diretor executivo Teodomiro Braga  que, de fato, “chegou a haver contatos que não prosperaram” e assegura não ter ocorrido a assinatura de contrato. A Revista Voto diz que continua afirmando o que tem publicado.

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Cartéis : Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões

O jornalista Alex Bezerra, editor do portal Tribuna de Betim, que o leitor pode conhecer no endereço da internet http://www.tribunadebetim.com , publicou matéria sobre o transporte de veículos novos com o título “Cartéis: Fiat terá de pagar indenização de R$ 226 milhões”. Diz Bezerra que “a  BF Transportes, empresa com sede em Betim (MG) que até 1999 era responsável pelo transporte de grande parte dos veículos da Fiat, ganhou na Justiça uma ação de indenização até o momento avaliada em R$ 226 milhões. A montadora informou que está recorrendo do valor, mas admitiu que não cabe mais recurso em relação à ordem de pagamento. O grupo dono da transportadora, de origem italiana, alega prejuízos causados pelo rompimento, em 1999, do contrato de entrega por parte da Fiat. A empresa teria feito pesados investimentos compra de veículos para atender a montadora. Com o fim do contrato, a BF, que tinha 90% de suas atividades ligadas à montadora, teve de demitir pessoal e encerrar contratos com empresas terceirizadas que também completavam sua frota. A Fiat, por sua vez, alegou que “seguiu todas as normas comerciais e mercadológicas da época”. A decisão do Superior Tribunal de Justiça em favor da BF Transportes foi anunciada em setembro de 2007, mas não estabelecia valores. Foi então designado um grupo de peritos para avaliar a indenização. Em meados de janeiro, a perícia determinou o valor de R$ 226 milhões, que está sendo questionado pela Fiat. Quando entrou com o processo, em 2002, a empresa alegou que a Fiat descumpriu e rescindiu um acordo firmado em 1991, pelo qual a BF se encarregaria de transportar metade dos veículos novos da Fiat no Brasil, Argentina e Uruguai. A transportadora afirmou que, a partir de 1996, no entanto, a montadora reduziu drasticamente a participação da BF, até rescindir o contrato, em 1999. Ainda segundo o processo, a Fiat teria repassado o serviço para a Sada Transportes e Armazenagens, do então deputado federal Vittorio Medioli. A primeira defesa da Fiat Automóveis dizia que o contrato com a BF, na verdade, se tratava de uma “minuta sem validade”, já que não trazia a assinatura do então presidente da empresa, Pacífico Paoli. O veículo Tribuna do Betim teria procurado pelo representante para comentar o assunto e que o mesmo não foi localizado.”

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O insondável mundo dos negócios italo-mineiros

deloitte 237x300 O insondável mundo dos negócios italo mineirosA revista “Mundo Corporativo”, editada pela Deloitte no Brasil, em sua edição número 23, referente ao primeiro trimestre deste ano de 2009, publica matéria na sua coluna “Negócios no sertão do Brasil”, na qual afirma que, “no semiárido mineiro, a região menos desenvolvida do Estado, o Grupo SADA também encontrou oportunidades. Responsável pelo transporte dos automóveis da montadora Fiat no território nacional, o Grupo SADA (que tem 2 mil caminhões), já investiu mais de R$ 100 milhões de capital próprio no município de Jaíba, onde mantém uma área de 16 mil hectares. Em 2008 iniciou sua produção de etanol, com 22 milhões de litros e deve multiplicar por seis essa capacidade até 2010. Também esta instalada no local uma usina termoelétrica que será abastecida pelo bagaço de cana e terá energia excedente comercializável de 38 megawatts, suficiente para iluminar uma cidade com 250 mil habitantes”. Essa é uma informação considerável, que desperta muita atenção. Em primeiro lugar, o Grupo SADA pertence a Vittorio Mediolli, um italiano naturalizado brasileiro, que foi deputado federal até recentemente. A reportagem diz que a empresa de Vittorio Mediolli tem mais de 2.000 caminhões e investiu mais de 100 milhões de reais na produção de cana e energia no sertão mineiro. Ora, a empresa Deloitte, que está no Brasil desde 1911, e que é especializada no ramo das auditorias, deveria exibir números certos e confiáveis. mundo corpo 23 azul linha 300x269 O insondável mundo dos negócios italo mineirosOu estariam agindo também como essas empresas internacionais de análise de risco, que sempre mantiveram empresas e estados em desenvolvimento em baixo grau de investimento, justamente para que pagassem custos mais caros nas suas tomadas de empréstimos, e avaliaram sempre lá em cima seus comparsas no mundo industrializado, que acabaram estourando todos a partir de setembro do ano passado? De onde a Deloitte tirou esse número de “cerca de 2.000 caminhões” do Grupo SADA? Para que os leitores do Cartel Brasileiro entendam, porque a matéria da Deloitte não diz: o Grupo SADA domina o mercado nacional de transportes de veículos das montadoras brasileiras. São caminhões cegonheiros. Mas, o Grupo SADA teria os 2.000 caminhões, o que, em  tese, atestaria a saúde financeira do Grupo SADE e sua musculatura para investir na produção de cana e energia no sertão mineiro? O Grupo SADA teria então 100 milhões de reais, de recursos próprios (dinheiro guardado em caixa) para investir na plantação e produção na área do biodiesel? A Deloitte está devendo uma explicação para os brasileiros. A Deloitte é auditora do Grupo SADA? Como pode afirmar tal coisa a respeito do Grupo SADA? O que é sabido, no Brasil inteiro, é que o Grupo SADA lidera o mercado de transporte dos veículos das montadoras brasileiras. Se a Deloitte não audita os números do Grupo SADA, e não os conhece, então não pode afirmar o que publica na sua revista. E, nesse caso, como os leitores não poderão contar com o Grupo Deloitte, só poderiam contar com o trabalho do Ministério da Justiça, por meio da sua Secretaria de Direitos Econômicos, que investiga a ação de empresas cartelistas. Isso é mais um caso para o Ministério Público Federal examinar com profundidade.

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